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Acidente em Vinhedo: agência estrangeira que atuou em caso Air France ajuda na investigação

Equipes francesas chegam ao Brasil para colaborar na investigação de acidente aéreo com avião da Voepass, reforçando importância da investigação internacional na aeronáutica.

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Equipes da França chegaram ao Brasil para colaborar com a investigação do acidente com o avião da Voepass que causou a morte de 62 pessoas na sexta-feira, 9. Agentes do escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (Bea), agência francesa que investiga acidentes aéreos chegaram na manhã deste domingo, 11, ao local da queda em Vinhedo, interior de São Paulo. O órgão é o mesmo que investigou as causas do desastre da AirFrance, de 2009, em um voo entre o Rio e Paris.

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A agência francesa foi convidada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, ligado à Força Aérea do Brasil (FAB), para participar da apuração das causas da tragédia. O avião foi fabricado pela empresa franco-italiana ATR.

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Representantes da ATR também são esperados em Vinhedo, no interior de São Paulo, para acompanhar a retirada dos motores da aeronave. Este é o acidente aéreo com maior número de vítimas em solo brasileiro desde 2007.

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Segundo Eduardo Borges, representante da diretoria do condomínio Recanto Florido, onde o avião caiu, grande parte da fuselagem do avião já foi retirada, mas os dois motores permanecem no terreno. Um deles está parcialmente enterrado no solo e deve ser usado um guindaste para a remoção.

Uma equipe do Cenipa também retornou ao condomínio esta manhã para acompanhar a pericia. O local onde o avião caiu, em um lote do condomínio com 1,2 mil metros quadrados, continua interditado. A casa atingida pela aeronave foi parcialmente danificada e os moradores se mudaram para a casa de parentes.

Papel da BEA

No dia 1º de junho de 2009, o avião da AirFrance partiu do Rio de Janeiro com 216 passageiros e 12 tripulantes, rumo a Paris. Entre as vítimas, 58 eram brasileiras.

A queda da aeronave ocorreu no Oceano Atlântico, a 820 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha. Naquele momento, o Airbus estava fora da área de cobertura do controle aéreo brasileiro e do controle aéreo senegalês, o mais próximo daquele ponto do oceano.

Os primeiros corpos e restos da aeronave foram encontrados dias depois, mas as caixas-pretas foram só foram localizadas só em abril de 2011, a uma profundidade de 3.900 metros, na quarta fase das buscas.

Em julho de 2012, o inquérito oficial da Bureau de Investigações e Análises (BEA) divulgou o relatório oficial do acidente. No documento, estão diversos fatores que motivaram o acidente - o primeiro com vítimas envolvendo uma aeronave A330.

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Fonte: Estadão

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