Nos últimos dias, circulam rumores sobre uma suposta exigência de cadastro biométrico para os beneficiários do Bolsa Família. Criado em 2003, o programa de transferência de renda é voltado para famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O objetivo é garantir o acesso à alimentação, educação e saúde. Para ser beneficiária, a família deve estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e atender aos critérios de elegibilidade estabelecidos pelo governo federal.
A biometria é um sistema de identificação baseado em características físicas únicas, como impressões digitais. No contexto do Bolsa Família, a tecnologia poderia ser utilizada para aumentar a segurança na identificação dos beneficiários e evitar fraudes.
Bolsa Família exige cadastro por biometria?
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) esclareceu que não há nenhuma obrigatoriedade nesse sentido. O governo desmentiu informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta exigência de cadastro biométrico. De acordo com o ministério, não há nenhuma determinação para que os beneficiários compareçam aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para realizar esse procedimento. O órgão reforçou a importância de buscar informações nos canais oficiais do governo antes de compartilhar notícias falsas.
As informações sobre o Bolsa Família são repassadas por meio de canais oficiais, como:
- Extratos bancários do programa;
- Notificações no aplicativo do Bolsa Família;
- Comunicados via SMS ou WhatsApp (sempre precedidos de informação oficial aos estados e municípios).
A propagação de notícias falsas pode ter consequências graves, incluindo penalizações legais. Para evitar a disseminação de fake news, é essencial checar a veracidade das informações antes de compartilhá-las.
Os cidadãos que precisarem esclarecer dúvidas sobre o programa podem recorrer a fontes oficiais, como a Ouvidoria, por meio do Disque Social 121, o portal oficial do MDS e as redes sociais do ministério.
Embora não haja exigência de biometria, o governo reforça a necessidade de manter os dados atualizados no CadÚnico. A atualização cadastral deve ser feita a cada dois anos ou sempre que houver mudanças na composição familiar, endereço ou renda. O procedimento deve ser realizado nos CRAS ou nos órgãos municipais responsáveis pelo programa.
Mudanças futuras e impacto econômico
O governo federal estuda a possibilidade de implementar o cadastro biométrico no Bolsa Família, além de outras medidas, como regras mais rígidas para famílias unipessoais e a redução dos prazos para recadastramento.
Segundo projeções da equipe econômica, tais mudanças poderiam gerar uma economia de R$ 2 bilhões em 2025 e R$ 3 bilhões anuais entre 2026 e 2030, possibilitando novos investimentos sociais. No entanto, o governo reforça que qualquer alteração será previamente comunicada de forma oficial.




