PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Anvisa proíbe lâmpadas usadas em câmaras de bronzeamento

Decisão tem o objetivo de conter a fabricação e a manutenção de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos

Compartilhe
Anvisa proíbe lâmpadas usadas em câmaras de bronzeamento
Foto: GCMais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu na quarta-feira, 2, o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência utilizadas em equipamentos de bronzeamento artificial.

A decisão tem o objetivo de conter a fabricação e a manutenção de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos. Essas máquinas são proibidas no Brasil desde 2009, mas continuam sendo usadas em muitos lugares. Segundo a agência, algumas ações pontuais de Assembleias Legislativas Estaduais e Municipais estão aprovando, de forma irregular, o uso do equipamento.

Leia também: Santa Casa de Fortaleza realiza mais de 3 mil atendimentos à saúde da mulher em 2026

Em novembro de 2024, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 180/2024, que permite o uso de máquinas de bronzeamento artificial para fins estéticos em estabelecimentos da cidade.

PUBLICIDADE

Na época, em reportagem do Estadão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) repudiou a decisão e enfatizou que o bronzeamento artificial aumenta o risco de câncer de pele, incluindo tipos como o carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma, que podem se espalhar para outros órgãos.

Segundo a entidade, a exposição às máquinas de bronzeamento apenas uma vez na vida eleva em cerca de 20% o risco de melanoma - o tipo mais agressivo de tumor de pele. Essa taxa salta para 59% se o uso ocorrer antes dos 35 anos.

PUBLICIDADE

A SBD reforça que não é possível determinar um nível seguro de exposição aos equipamentos de bronzeamento e que eles devem permanecer proibidos no País, que já registra atualmente cerca de 220,5 mil novos casos de câncer de pele por ano.

PUBLICIDADE

As câmaras foram proibidas após uma publicação da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), em 2009, que concluiu que o uso do equipamento é cancerígeno para humanos. A decisão teve apoio integral da SBD e do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

PUBLICIDADE

Segundo a Anvisa, o uso de câmaras de bronzeamento artificial pode causar diversos danos à saúde. Alguns deles são:

  • Câncer de pele
  • Envelhecimento da pele
  • Queimaduras
  • Ferimentos cutâneos
  • Cicatrizes
  • Rugas
  • Perda de elasticidade cutânea
  • Lesões oculares como fotoqueratite
  • Inflamação da córnea e da íris
  • Fotoconjuntivite
  • Catarata precoce
  • Pterigium (excrescência opaca, branca ou leitosa, fixada na córnea)
  • Carcinoma epidérmico da conjuntiva
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Leia também
Santa Casa de Fortaleza realiza mais de 3 mil atendimentos à saúde da mulher em 2026
CONSULTAS E EXAMES
Santa Casa de Fortaleza realiza mais de 3 mil atendimentos à saúde da mulher em 2026
21 de out. de 2026 - 22:37
Ceará terá acesso ampliado a medicamentos contra o câncer oferecidos pelo SUS
TRATAMENTO
Ceará terá acesso ampliado a medicamentos contra o câncer oferecidos pelo SUS
21 de out. de 2026 - 09:50
Frotinha da Parangaba inaugura dez leitos de UTI após reforma de R$ 3,5 milhões
INTERNAÇÃO
Frotinha da Parangaba inaugura dez leitos de UTI após reforma de R$ 3,5 milhões
21 de out. de 2026 - 07:34