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Dólar hoje: acompanhe a cotação desta sexta-feira (16/05)

A cotação do dólar reflete as complexas interações entre as decisões dos bancos centrais, o cenário econômico global e as expectativas dos investidores

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Dólar hoje: acompanhe a cotação desta sexta-feira (16/05)
Foto: GCMais

Nesta sexta-feira, 16 de maio de 2025, o dólar comercial opera em alta frente ao real, refletindo um cenário de incertezas econômicas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Este panorama mostra que o dólar segue como um termômetro da conjuntura econômica global e doméstica, e sua cotação hoje reflete a combinação de fatores externos e internos que impactam diretamente o mercado financeiro brasileiro. Veja a seguir a cotação do dólar hoje e quais os motivos da variação do valor da moeda americana.

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Cotação do dólar hoje

O mercado acompanha com atenção as declarações do presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell, que reforçou o compromisso com a meta de inflação de 2%, destacando que choques de oferta e aumentos de preços podem se tornar mais frequentes, o que sugere que os juros americanos devem permanecer elevados por mais tempo. Essa postura mantém o dólar fortalecido, já que juros mais altos nos EUA tornam os ativos em dólar mais atrativos para investidores globais

No Brasil, a cotação do dólar também reage às preocupações fiscais. Na quinta-feira, 15 de maio, o dólar subiu 0,83%, chegando a ser vendido a R$ 5,679, após rumores sobre um possível reajuste de 16,7% no valor do Bolsa Família para R$ 700, notícia que foi prontamente negada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Haddad afirmou que o governo prepara apenas "medidas pontuais" para assegurar o cumprimento da meta fiscal e negou estudos para aumento dos benefícios, mas o mercado permanece cauteloso diante do cenário fiscal brasileiro.

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Às 10h, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,7127, com alta de 0,59% no pregão, influenciada principalmente pelos dados preliminares do índice de confiança do consumidor dos EUA e pelas expectativas de inflação para os próximos anos, que subiram para 6,50% em 2026 e 4,40% em cinco anos, segundo a Universidade de Michigan.

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Durante a manhã desta sexta, o dólar teve leve alta, chegando a R$ 5,698 às 9h18, mesmo após a negativa oficial do governo sobre o reajuste do Bolsa Família. A oscilação positiva da moeda mantém a trajetória de valorização observada nas últimas sessões, refletindo o mau humor do mercado com a situação fiscal do país.

No decorrer do dia, quinta-feira (15), o dólar comercial registrou variações, com o Banco de Brasília reportando a cotação a R$ 5,8575, um patamar superior ao fechamento do dia anterior, que foi de R$ 5,8506. Já o histórico das últimas semanas mostra que a taxa de câmbio tem oscilado entre R$ 5,596 e R$ 5,700, indicando volatilidade moderada, mas com tendência de alta recente.

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Além do câmbio, o mercado de ações brasileiro também reflete a instabilidade. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, enfrentou um dia negativo, pressionado pela forte queda das ações do Banco do Brasil e de empresas ligadas a commodities, como Vale e Petrobras. Por volta do meio-dia, o índice recuava 0,99%, aos 137.949 pontos, com a desvalorização dos papéis do Banco do Brasil contribuindo significativamente para as perdas do índice. Apesar disso, algumas ações, como as da Marfrig, tiveram valorização após anúncio de fusão com a BRF.

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No cenário internacional, as bolsas americanas fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,57%, o S&P 500 avançando 0,49% e o Nasdaq ganhando 0,29%. Essa recuperação nos EUA contrasta com a volatilidade no mercado brasileiro, que segue atento às questões fiscais e às expectativas para os juros futuros.

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Projeções para o dólar em 2025

As projeções para o dólar em 2025 indicam um cenário de volatilidade e tendência de valorização da moeda norte-americana frente ao real, com estimativas que variam conforme o comportamento da economia brasileira e global, além das políticas fiscais e monetárias adotadas.

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No cenário base de algumas consultorias e bancos, a taxa de câmbio deve encerrar 2025 em torno de R$ 6,00 por dólar, com um intervalo razoável entre R$ 5,40 e R$ 6,45, refletindo um dólar relativamente depreciado em relação ao que seria o valor estrutural de equilíbrio, estimado próximo a R$ 5,45. Essa projeção considera o atual contexto de deterioração do saldo em conta corrente do Brasil e o aumento da relação dívida/PIB, que elevam o prêmio de risco do país.

Outras análises, como a da consultoria MacroSector, apontam para uma taxa de câmbio ainda mais elevada, estimando o dólar em R$ 6,30 ao final do ano, com o câmbio médio de 2025 girando em torno de R$ 6,25 - cerca de 16% acima da média de 2024, que foi de R$ 5,39. Essa piora nas expectativas está atrelada à crescente desconfiança dos investidores em relação à capacidade do governo de cumprir a meta fiscal e controlar a dívida pública, refletida no aumento do risco Brasil medido pelo CDS e pelo índice EMBI+.

O banco BTG Pactual apresenta cenários que vão desde uma alta mais moderada, com dólar a R$ 6,25 no fim de 2025, até um cenário mais pessimista, no qual a moeda pode ultrapassar R$ 7,10 caso haja um agravamento na gestão fiscal e monetária do país, incluindo maior frouxidão no controle dos gastos públicos e perda de credibilidade na política econômica. Por outro lado, um choque positivo de ajuste fiscal e credibilidade poderia levar o dólar a cair para níveis próximos a R$ 5,20, caso o governo adote medidas claras para estabilizar a dívida e reduzir o risco país.

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No início de 2025, o dólar apresentou uma trajetória de queda, acumulando uma baixa de cerca de 6,75% até fevereiro, influenciado pela alta da taxa Selic brasileira, que ampliou o diferencial de juros em relação ao Federal Reserve dos EUA, e pela postura negociadora do governo Trump na guerra comercial, que reduziu incertezas no mercado. Contudo, essa tendência de valorização do real pode ser temporária, com expectativa de reversão no segundo semestre, quando fatores como a meta fiscal e possíveis retaliações comerciais podem pressionar o dólar para cima, projetando a moeda entre R$ 6,20 e R$ 6,50 até o final do ano.

O mercado financeiro, conforme o Boletim Focus do Banco Central, mantém a expectativa de que o dólar termine 2025 próximo de R$ 5,90, embora o câmbio futuro esteja em torno de R$ 6,00, indicando uma visão ainda cautelosa sobre a moeda. No curto prazo, a cotação pode oscilar devido a fatores externos, como declarações e negociações envolvendo os EUA e a China, que afetam o apetite por risco dos investidores.

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