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A cena drag além dos palcos: Mizzayra Alonzo fala sobre arte, empoderamento e desafios

Mizza compartilha sua trajetória, reflete sobre os desafios da profissão

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A cena drag além dos palcos: Mizzayra Alonzo fala sobre arte, empoderamento e desafios
Foto: GCMais

No próximo dia 29 de junho, Fortaleza será palco da Parada da Diversidade Sexual do Ceará, uma grande celebração da diversidade com música, representatividade e militância. O evento contará com nomes de destaque da cena LGBTQIAPN+. A drag cearense Mizzayra Alonzo, de 33 anos, é um desses nomes que tem se consolidado como referência no ativismo e na arte transformista no estado. Em entrevista exclusiva ao Portal GCMais, Mizzayra, ou Mizza Alves, compartilha sua trajetória, reflete sobre os desafios da profissão e destaca o poder transformador da arte drag muito além dos palcos.

Para ela, ser drag é um ato de empoderamento pessoal e coletivo. “A personagem que criamos é o nosso alter ego, é a nossa forma de expressar tudo o que, muitas vezes, as pessoas não têm coragem de dizer. Estar montada é um grito de liberdade e resistência. É a gente colocando pra fora tudo o que somos, com coragem, arte e política”, declara.

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Resistência artística e política

Com mais de uma década de experiência como artista, Mizzayra revela como a vivência como drag influencia sua visão de mundo e suas relações sociais. “A arte drag nasceu do ativismo, é uma resposta ao preconceito. Ainda hoje enfrentamos resistência, inclusive no meio artístico. Há quem não nos veja como artistas legítimos, mas estamos aqui para provar o contrário, com talento, presença e muita força”, diz.

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Mizza também enfatiza que a arte drag está em constante diálogo com questões sociais, ainda que o personagem não represente uma identidade de gênero específica. “Muita gente ainda confunde drag com ser trans. Mas drag é performance, é personagem. Isso não impede que a gente contribua com o debate sobre gênero, diversidade e respeito — mesmo não sendo o nosso lugar de fala direto sobre essas identidades”, explica.

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Além da maquiagem: arte que transforma

[caption id="attachment_546724" align="alignnone" width="1024"]A cena drag além dos palcos: Mizzayra Alonzo fala sobre arte, empoderamento e desafios da representatividade Foto: Arquivo pessoal[/caption]

Para Mizzayra, os desafios enfrentados pelas drags no mercado de trabalho ainda são significativos. “Muitas vezes somos vistas apenas como entretenimento de nicho, chamadas apenas para eventos ligados ao público LGBTQIA+. Mas somos artistas completos, capazes de apresentar programas, falar sobre ciência, cinema, política. Não podemos mais ser limitadas ao arco-íris”, desabafa.

E, de fato, sua trajetória comprova isso. Além das performances em palcos e eventos, ela também atua como apresentadora, cantora, atriz e comediante, já tendo participado de programas de televisão, entrevistado artistas como Anitta, feito curta-metragens e até animado festas e eventos corporativos. “Tudo isso eu faço muitas vezes montada. Às vezes não. Mas sempre levo comigo a potência da arte drag”, reforça.

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A força que vem da arte

[caption id="attachment_546725" align="alignnone" width="1024"]A cena drag além dos palcos: Mizzayra Alonzo fala sobre arte, empoderamento e desafios da representatividade Foto: Mateus Monteiro[/caption]

Mizzayra conclui que a arte drag é plural, política e transformadora, não apenas para quem assiste, mas para quem vive a experiência. “Ser drag é mostrar que podemos ocupar todos os espaços — com talento, com voz, com presença. E mais do que isso: que podemos inspirar coragem em quem ainda não teve a chance de ser quem realmente é”.

Trielétrica 2025

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No próximo dia 29 de junho, Fortaleza será palco de um dos eventos mais emblemáticos em prol da diversidade: a Parada da Diversidade Sexual do Ceará. Na ocasião, haverá a Trielétrica 2025, programação que contará com a presença especial da apresentadora Katiúzia Rios, que comandará um trio elétrico levando entretenimento e reforçando a importância da visibilidade e do respeito à comunidade. Toda a população está convidada a participar desse momento de celebração, orgulho e luta por igualdade.

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