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Fortes chuvas deixam ao menos quatro mortos no Rio Grande do Sul

Até o momento, 127 municípios registraram algum tipo de dano, como alagamentos, deslizamentos, prejuízos em residências, estradas e pontes

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Fortes chuvas deixam ao menos quatro mortos no Rio Grande do Sul
Foto: GCMais

Fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início da semana deixaram ao menos quatro mortos e provocaram danos em mais de 120 municípios do estado. As vítimas – Geneci da Rosa, de 54 anos; Mário César Trielweiler Gonçalves, 22; Ademar José Backes, 59; e Mauro Perfeito da Silva – morreram em acidentes enquanto estavam dentro de veículos arrastados pela força das águas. Uma pessoa segue desaparecida.

O corpo de Ademar José Backes foi encontrado em um carro submerso no Rio Dourado. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele tentou atravessar uma ponte com o nível do rio acima do normal e foi arrastado pela correnteza. A corporação reforça o alerta para que a população evite transitar em pontes submersas.

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Até o momento, 127 municípios registraram algum tipo de dano, como alagamentos, deslizamentos, prejuízos em residências, estradas e pontes. Mais de 6,9 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, sendo que aproximadamente 1,3 mil estão em abrigos públicos e outras milhares estão desalojadas, ficando temporariamente em casas de familiares ou amigos.

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O volume de chuvas acumulado em algumas regiões ultrapassou os 200 milímetros nos últimos dias, causando transbordamentos nos rios Caí, Jacuí, Taquari e Ibicuí. Em algumas cidades, como Jaguari, foi decretado estado de calamidade pública, enquanto outras 10 municípios estão em situação de emergência.

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Fortes chuvas deixam ao menos quatro mortos no Rio Grande do Sul

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e prefeituras seguem atuando em regime de emergência para resgatar pessoas e minimizar os impactos causados pelas enchentes. Até o momento, ao menos 733 pessoas e 139 animais foram resgatados.

As fortes chuvas são registradas pouco mais de um ano depois das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024, na maior tragédia natural da história do estado. No ano passado, cerca de 2,4 milhões de pessoas foram afetadas, em 478 municípios. O desastre resultou em 183 mortes confirmadas, além de dezenas de desaparecidos, e causou o deslocamento de aproximadamente 600 mil moradores, dos quais mais de 80 mil precisaram ser abrigados em locais públicos.

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Os prejuízos foram estimados em quase R$ 89 bilhões, segundo organismos internacionais. Mais de 640 mil residências ficaram sem abastecimento de água e cerca de 440 mil clientes perderam o fornecimento de energia elétrica. A infraestrutura pública e privada sofreu danos severos, incluindo estradas bloqueadas, hospitais afetados e escolas danificadas.

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