A Ucrânia informou neste domingo (13) que matou dois agentes russos supostamente envolvidos no assassinato do coronel Ivan Voronych, da agência de segurança ucraniana (SBU), ocorrido na última quinta-feira (10), em Kiev. Segundo comunicado oficial da SBU, os suspeitos foram localizados na capital ucraniana e mortos após resistirem à tentativa de prisão. A agência não divulgou o número total de mortos na operação.
Imagens divulgadas pela própria SBU mostram dois corpos estendidos no chão, o que, segundo a Associated Press, reforça a versão de que houve confronto armado. A SBU afirmou que os dois suspeitos — um homem e uma mulher — seriam agentes a serviço da Rússia e teriam participação direta no ataque contra o oficial ucraniano.
O coronel Ivan Voronych foi morto a tiros por volta das 9h (horário local) de quinta-feira, em plena luz do dia, ao sair de um prédio residencial em Kiev. Câmeras de segurança registraram o momento em que o militar, carregando sacolas, caminhava por um estacionamento e foi abordado por um homem armado, que disparou diversas vezes antes de fugir.
A ação gerou forte reação das autoridades ucranianas, tanto pelo alto escalão do alvo quanto pela ousadia do atentado, ocorrido em uma área urbana da capital. Mesmo em meio à guerra iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022, ataques como esse são incomuns em Kiev.
Relatos da imprensa ucraniana sugerem que Voronych estaria envolvido em operações secretas em territórios ocupados pela Rússia e teria tido papel relevante na organização da incursão ucraniana na região russa de Kursk, no ano passado.
Além do caso, a tensão entre os dois países se intensificou no fim de semana com uma nova onda de ataques russos contra o território ucraniano. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, 60 drones explosivos foram lançados durante a madrugada, sendo que 40 deles foram abatidos ou neutralizados. As autoridades informaram ainda que quatro civis morreram e 13 ficaram feridos em ataques nas regiões de Donetsk e Kherson.
Os governos de Kiev e Moscou frequentemente trocam acusações envolvendo assassinatos, sabotagens e espionagem, com foco principalmente em alvos militares e políticos de alto perfil.




