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TDAH: saiba os sintomas para identificar transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

O diagnóstico do TDAH deve ser clínico e realizado por um neurologista, sendo recomendado ainda um tratamento multimodal, combinando o uso de medicamentos com abordagem psicoeducacional

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TDAH: saiba os sintomas para identificar transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
Foto: GCMais

O jornalista Samuel Costa Melo, em processo de diagnóstico do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), relata que sente os sintomas ao longo de diferentes fases da vida. Ele conta que durante a adolescência percebeu que o rendimento escolar estava abaixo do esperado: além da dificuldade de concentração, ele sentia falta de ar e incertezas constantes, situações que se agravaram na universidade, trazendo prejuízos acadêmicos.

Ele lembra que no período de conclusão do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) enfrentou uma crise de ansiedade significativa. “O fato de você não se concentrar, de você perder prazo, não conseguir concluir alguns objetivos de vida, isso vai te afetando e gera ansiedade, né? Então sentia muita falta de ar, sentia muita apreensão, medo do futuro, e isso me fez ir buscar um psiquiatra”, disse ele, ao falar com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza.

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Embora apresente sintomas compatíveis com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), Samuel aguarda o resultado de um laudo para confirmação do diagnóstico. Enquanto isso, ele destaca que a prática de atividades físicas tem sido fundamental para melhorar a qualidade de vida. Segundo ele, a disciplina nas atividades como natação, corrida, vôlei e ciclismo é essencial: “Eu não posso ficar parado. Eu sou uma pessoa que, se eu parar de me exercitar pelo menos por uns 15 dias, eu já sinto muito, muito essa coisa da falta de concentração, um desânimo no dia a dia, o meu dia não rende.”

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O TDAH é um transtorno neurobiológico crônico que acompanha o indivíduo ao longo da vida. Os primeiros sintomas geralmente surgem ainda na infância, principalmente antes dos 7 anos de idade, e estima-se que atinja entre 3% e 5% das crianças no mundo.

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André Pessoa, neurologista, explica que o transtorno é caracterizado por três sinais principais: a desatenção, marcada pela dificuldade em manter o foco em atividades formais como estudo e trabalho; a hiperatividade, que se manifesta por agitação excessiva, fala exagerada ou dificuldade em ficar quieto; e a impulsividade, que corresponde à dificuldade em controlar rapidamente reações e respostas a estímulos, causando impactos comportamentais, emocionais e sociais.

“Você tem um tripé de sinais cardinais, que são a desatenção, geralmente manifesta por momentos em que exige-se uma atenção por obrigação, no estudo, no trabalho, as atividades formais; a hiperatividade, que é uma agitação acima da média, ou falar demais, ou ter dificuldade de parar quieto, enfim, tem várias manifestações; e a impulsividade, que é a dificuldade do freio, da função executiva inibitória, ou seja, de falar, reagir muito rápido a um estímulo, e isso trazendo impactos comportamentais, emocionais e sociais”, explica o profissional.

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O diagnóstico do TDAH deve ser clínico e realizado por um neurologista, sendo recomendado ainda um tratamento multimodal, combinando o uso de medicamentos com abordagem psicoeducacional. Conforme destaca o especialista, o medicamento facilita bastante a execução de funções do dia a dia, mas é preciso também trabalhar aspectos "da psicoeducação, de uma gama de profissionais que precisa estar com aquele paciente".

Quando não diagnosticado e tratado de forma adequada, o TDAH pode causar diversos impactos negativos na vida do indivíduo. André Pessoa alerta para as consequências sociais e emocionais, especialmente na fase adulta, incluindo maior incidência de separações conjugais, dificuldades para manter empregos, dificuldade em persistir em escolhas vocacionais e o envolvimento em acidentes de trânsito e domésticos. “O indivíduo que tem TDAH por vários motivos, muito mais pela hiperatividade de possibilidade, vai ter dificuldade de uma forma geral, do ponto de vista social. Há impactos emocionais na fase do adulto, maior quantidade de separações, dificuldade de empregos, não persistência nas escolhas vocacionais... O indivíduo que troca de curso, faz quatro ou cinco faculdades, acidente de trânsito, acidente doméstico, então realmente é um assunto muito complexo.”

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