O mercado financeiro nesta quinta-feira, 17 de julho de 2025, está atento à oscilação da cotação do dólar, em meio a um cenário nacional e internacional repleto de tensões políticas, decisões econômicas e incertezas sobre o futuro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Acompanhar a dinâmica do dólar junto ao real tornou-se fundamental para empresas, investidores e consumidores que lidam direta ou indiretamente com importações, exportações e viagens internacionais. Veja a seguir a cotação do dólar hoje e quais os motivos da variação do valor da moeda americana.
Dólar hoje
Ao longo do dia, o dólar comercial opera em alta frente ao real, influenciado por fatores diversos. Logo na abertura dos mercados brasileiros, o dólar à vista registrou alta, vendido por R$ 5,601. Nas principais plataformas e bancos, a variação foi próxima desse patamar; algumas delas indicaram a cotação de R$ 5,56 com leve queda em relação ao fechamento anterior, enquanto outras apontaram máxima de R$ 5,6068 e mínima de R$ 5,561 no período mais recente. A cotação de turismo, por sua vez, se manteve estável, com pequena oscilação, em torno de R$ 5,774 na venda para pessoas físicas.
Nas últimas semanas, observa-se um movimento de alta consistente do dólar, reflexo do acirramento de conflitos comerciais, especialmente após o anúncio de tarifas de até 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, previstas para agosto. Entre 10 e 17 de julho, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,531 e R$ 5,596, com média próxima de R$ 5,56.
Fatores que influenciam a cotação
Diversos fatores têm determinado as oscilações do dólar neste mês:
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Conflitos Comerciais entre Brasil e EUA: O anúncio do governo americano sobre a aplicação de tarifas elevadas a produtos brasileiros gerou um ambiente de incerteza, levando investidores a buscarem proteção no dólar. O receio de impactos mais fortes sobre exportadores nacionais a partir de agosto tem pressionado a taxa de câmbio.
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Decisões do STF e IOF: A decisão recente do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de restabelecer decretos que aumentam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), elevou ainda mais o nervosismo do mercado. Esse aumento de IOF encarece operações financeiras com moedas estrangeiras, estimulando demanda adicional pelo dólar.
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Cenário Político e Econômico Interno: Debates sobre reformas e ajustes fiscais, além de vetos presidenciais e potenciais retaliações do Legislativo, contribuem para o quadro de instabilidade, aumentando a volatilidade cambial.
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Indicadores Globais: Dados positivos da economia dos EUA, principalmente sobre vendas no varejo, emprego e confiança, ampliam a valorização do dólar diante das moedas emergentes.
Projeções e tendências do dólar
Segundo as projeções recentes do boletim Focus do Banco Central, os analistas do mercado esperam que o dólar encerre 2025 em torno de R$ 5,65, valor revisado para baixo após expectativas mais pessimistas nas semanas anteriores. Ainda assim, o patamar segue elevado em relação aos últimos anos, pressionando custos de importação, viagens e produtos dolarizados.
Especialistas indicam que, mantido o atual ambiente de cautela e com a manutenção da Selic em 15% ao ano, o real deve seguir pressionado. Caso as tensões comerciais avancem e novos aumentos de IOF sejam implementados, a cotação pode superar o patamar de R$ 5,60 de forma recorrente. Por outro lado, sinais de trégua nas negociações com os EUA, controle inflacionário e avanços institucionais no Brasil podem colaborar para estabilizar ou até reduzir o valor do dólar no futuro próximo.




