O governo do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias após a morte da cantora Preta Gil, ocorrida na noite deste domingo, 20 de julho, aos 50 anos, vítima de complicações ligadas ao tratamento contra o câncer. O decreto, que também foi adotado pela Prefeitura do Rio, destaca a relevância de Preta Gil para a cultura do Rio e do Brasil como um todo.
Em nota, o governador fluminense Cláudio Castro ressaltou que Preta foi “muito além da música”, ecoando “em causas sociais importantes, sempre com autenticidade, deixando um legado de alegria e representatividade”. O prefeito Eduardo Paes reconheceu a importância da cantora para a cidade, afirmando que “ela era a cara do Rio”, elogiando a energia contagiante e o papel fundamental da artista no Carnaval carioca.
Governo do Rio de Janeiro decreta luto de três dias após morte de Preta Gil
A repercussão da morte mobilizou personalidades, fãs e autoridades de todo o país, que expressaram pesar e prestaram solidariedade à família da artista, especialmente ao pai, Gilberto Gil, referência da música popular brasileira.
Preta estava em Nova York, Estados Unidos, para um tratamento experimental contra o câncer colorretal, diagnosticado em 2023. A família informou que está providenciando a repatriação do corpo.
A artista apresentou piora no quadro de saúde na última quarta-feira (16), após se sentir mal durante uma sessão de quimioterapia. Na clínica, os médicos constataram que a doença havia se espalhado.
Preta Gil
Preta Maria Gadelha Gil Moreira, mais conhecida como Preta Gil, nasceu em 8 de agosto de 1974 no Rio de Janeiro, filha do renomado músico Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha. A cantora cresceu cercada pela arte, sendo afilhada de Gal Costa e sobrinha de Caetano Veloso.
Preta iniciou sua vida profissional fora dos palcos, trabalhando em produção, publicidade e direção de clipes, inclusive para artistas de destaque como Ivete Sangalo e Angélica. Só aos 28 anos decidiu assumir a carreira de cantora, superando inseguranças e incentivada por amigos próximos.
Seu primeiro álbum, "Prêt-à-Porter", foi lançado em 2003 e já chegou causando polêmica, com Preta aparecendo nua na capa como símbolo do próprio renascimento. O disco trouxe seu nome para os holofotes, mas também abriu debates sobre corpo, identidade e autoaceitação no cenário da música brasileira.
Prêt-à-Porter (2003): estreia da artista, com mistura de samba, funk e pop, incluindo o sucesso "Sinais de Fogo".
Preta (2005): incluindo músicas como "Muito Perigoso" e "Eu e Você, Você e Eu".
Sou Como Sou (2012): álbum autoral, com parcerias de Ana Carolina, Thiaguinho e Gilberto Gil, tratando de pluralidade e autenticidade.
Todas as Cores (2017): celebração de sua trajetória, colaboração com nomes como Pabllo Vittar, Marília Mendonça e Gal Costa.
De Volta ao Sol (2024): com trabalhos mais recentes, lançado já em meio a desafios na saúde.
Além dos álbuns de estúdio, Preta lançou registros ao vivo e participou de projetos emblemáticos, como o disco "Bloco da Preta" (2014), homenageando o bloco de Carnaval liderado por ela.




