O dólar nesta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, abriu o mercado mostrando elevada volatilidade, reflexo tanto de fatores internos quanto do cenário internacional. Ao longo do dia, a cotação da moeda americana oscilou entre altas e quedas, movimentando o mercado financeiro brasileiro e impactando decisões de investidores, empresas e consumidores. Veja a seguir a cotação do dólar hoje e quais os motivos da variação do valor da moeda americana.
Dólar hoje
Pela manhã, o dólar comercial iniciou com viés de alta, sendo negociado em torno de R$ 5,62 na venda. Entretanto, ao longo do dia, passou a se desvalorizar, operando em queda devido à publicação de dados econômicos dos Estados Unidos considerados abaixo das expectativas (especialmente o chamado "payroll", que mede a criação de empregos na economia americana). Por volta das 13h, a moeda era cotada a R$ 5,54 no mercado à vista, acumulando uma queda de mais de 1% no dia.
No mercado de câmbio turismo — aquele considerado para quem vai comprar moeda em casas de câmbio, por exemplo —, a cotação se manteve mais elevada, com o dólar turismo sendo vendido próximo a R$ 5,81 e comprado a R$ 5,63 ao longo do dia.
Contexto financeiro e impacto das notícias
O desempenho do dólar nesta sexta foi diretamente afetado por dois grandes fatores:
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Atualização das tarifas comerciais pelos EUA: O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, anunciou novas tarifas, influenciando não apenas o mercado americano, mas também gerando reflexos globais. Esse movimento inicialmente pressionou o dólar para cima, mas, após interpretações do mercado e divulgação dos dados de emprego dos EUA, a moeda começou a recuar.
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Divulgação do payroll dos EUA: O relatório de emprego ficou abaixo das expectativas do mercado, reduzindo pressões sobre a moeda americana mundialmente. Com menos sinais de robustez na economia dos EUA, o dólar perdeu força, o que se refletiu imediatamente no câmbio brasileiro.
Adicionalmente, fatores internos, como o fechamento da taxa Ptax (utilizada para correções cambiais relevantes para empresas e governo), também influenciaram o dólar ao longo do dia. A expectativa por movimentos na taxa de juros brasileira após reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) também contribuiu para a volatilidade, já que juros mais altos tendem a atrair capital estrangeiro, valorizando o real frente ao dólar
Histórico e variações recentes da moeda americana
Nos últimos dias, o dólar vinha apresentando tendência de alta, superando a marca de R$ 5,60 em diversos momentos da semana, atingindo o maior patamar desde o início de junho. No fechamento desta quinta-feira (31/07), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,601, registrando leve alta e acumulando valorização de 3% no mês de julho. Já em agosto, os primeiros movimentos indicam um alívio, mas o patamar ainda se mantém elevado.
Veja como ficaram as cotações dos últimos dias:
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31/07/2025: Dólar compra R$ 5,60 | Dólar venda R$ 5,60
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01/08/2025: Dólar comercial oscilando entre R$ 5,54 e R$ 5,62 (venda)
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Dólar turismo: compra R$ 5,63 | venda R$ 5,81
Reações nos mercados
A movimentação do dólar influenciou diretamente a performance da bolsa brasileira, o Ibovespa. Após registrar queda acentuada no mês anterior, nesta sexta o índice ensaiou uma alta, puxado pelo cenário internacional e pela queda da moeda americana. Investidores reagiram principalmente à redução das pressões inflacionárias no exterior, diante do payroll fraco, e aos desdobramentos das políticas tarifárias dos Estados Unidos.
O que esperar da cotação do dólar
Analistas indicam que a cotação do dólar deve continuar sujeita a volatilidade enquanto persistirem incertezas externas, especialmente ligadas à política econômica dos Estados Unidos. Questões fiscais, decisão da taxa Selic e fluxo internacional de capitais seguirão como vetores importantes para o câmbio brasileiro nos próximos dias.
Para quem acompanha o dólar em tempo real ou precisa da moeda para viagens ou compromissos no exterior, é essencial monitorar não só a cotação do dia, mas também as tendências do mercado e a diferença entre o dólar comercial e o turismo. Taxas bancárias e custos operacionais podem aumentar significativamente o valor final pago pelo consumidor ou empresário.




