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Ministro do Trabalho vê mercado aquecido e descarta temor de desemprego com tarifaço dos Estados Unidos

Luiz Marinho destacou que, apesar das preocupações de diferentes setores produtivos, o cenário atual é de baixo índice de desemprego e de dificuldade das empresas em encontrar profissionais qualificados

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Ministro do Trabalho vê mercado aquecido e descarta temor de desemprego com tarifaço dos Estados Unidos
Foto: GCMais

Durante entrevista no programa "Bom Dia, Ministro", transmitido nesta quinta-feira (21), o titular do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou que o governo federal está preparado para lidar com possíveis impactos do chamado “tarifaço” sobre o mercado de trabalho brasileiro. O ministro destacou que, apesar das preocupações de diferentes setores produtivos, o cenário atual é de baixo índice de desemprego e de dificuldade das empresas em encontrar profissionais qualificados.

Questionado pelo jornalista Igor Silveira, editor-chefe do Portal GCMais, sobre possíveis medidas de requalificação ou recolocação de trabalhadores que possam perder seus postos devido à nova política, Marinho garantiu que o impacto tende a ser limitado.

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“Nós estamos em um momento onde nós estamos com o menor índice de desemprego do Brasil. Há uma grande reclamação da indústria e dos setores da ausência de mão de obra. Então esse problema não vai ser desse tamanho da tua pergunta. Tenho certeza absoluta disso”, afirmou.

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O ministro citou projeções elaboradas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para embasar a análise. Segundo os cálculos, mesmo em um cenário negativo, o efeito sobre o mercado de trabalho seria reduzido em relação ao total de empregos formais existentes.

“Num estoque de empregos de 48 milhões, mais de 48 milhões de empregos, um impacto, se der tudo errado pelos estudos do BNDES, nós teremos um impacto de 320 mil desempregados. Portanto, isso seria reaproveitado nas vagas existentes hoje. Nós temos vagas abertas no mercado de trabalho, não preenchido por ausência de capacitação de mão de obra”, explicou.

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Luiz Marinho ressaltou que a falta de qualificação da força de trabalho é hoje um dos principais gargalos enfrentados pelo setor produtivo e que o governo está em diálogo com diversos atores para enfrentar o desafio.

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“Esse é um desafio importante que nós estamos discutindo com o empresariado brasileiro, com o Sistema S, com os institutos de formação, os institutos federais, com a rede das universidades, para responder uma necessidade crescente de mão de obra preparada”, disse.

O ministro revelou ainda que discute com secretários estaduais de Trabalho a criação de um programa de capacitação voltado para pessoas privadas de liberdade. Segundo ele, trata-se de um “mercado de reserva” que pode contribuir para suprir a carência de profissionais em diferentes setores.

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“Eu até conversei com os secretários de trabalho dos estados brasileiros, todos eles, para pensarmos um processo que eu vejo um mercado de reserva, vamos chamar assim, que são a população presidiária. Para formá-los e capacitá-los, pensar um programa robusto de elevação de escolaridade e capacidade profissional dessas pessoas, inclusive para colocar à disposição do mercado de trabalho brasileiro, dado o tamanho do desafio de ausência de mão de obra preparada”, afirmou.

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Ministro descarta temor de desemprego com tarifaço dos EUA

Ao final, o ministro Luiz Marinho destacou que a legislação brasileira já dispõe de mecanismos que permitem às empresas enfrentar crises pontuais, sem que isso se traduza em demissões em massa.

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“Eu não vejo com esse temor todo o impacto que venha a ocorrer, muito pelo contrário, acho que o mercado de trabalho está adequado e nós vamos dar conta desse recado. Vamos fazer os necessários socorros às empresas a partir da medida provisória, a partir da legislação vigente. A CLT nos dá essa condição”, disse.

Entre as alternativas mencionadas, estão a postergação de recolhimento do FGTS, acordos coletivos que possibilitem redução de jornada e, em casos excepcionais, ajustes salariais temporários.

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Para Marinho, as medidas já previstas em lei, somadas à atual conjuntura de baixa taxa de desemprego, dão segurança de que o país “vai sair tranquilamente desse processo sem maiores problemas”.

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"Bom Dia, Ministro"

O "Bom Dia, Ministro" é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Na edição desta quinta-feira (21), o programa contou com a participação de jornalistas de diferentes veículos do país, entre eles o Portal GCMais, de Fortaleza, além da Rádio Nacional Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC); Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte; Rádio Grande FM, de Dourados (MS); Portal CNF, de Pernambuco; Rádio Capital, de São Paulo; e Rádio CBN, de Belém (PA).

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