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Desemprego recua para 5,6% e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também atingiu o maior patamar da série, com cerca de 39 milhões de pessoas empregadas formalmente

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Desemprego recua para 5,6% e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE
Foto: GCMais

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no segundo trimestre de 2025, atingindo o menor nível já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual representa uma queda em relação aos 7,0% registrados no primeiro trimestre do ano e também uma redução em comparação ao mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 6,9%.

O recuo do desemprego foi observado em 18 das 27 unidades da federação e se manteve estável nos demais estados. Estados como Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%) registraram as menores taxas, enquanto Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%) apresentaram as maiores taxas de desocupação.

Leia também: Bolsa Família já garante parte do benefício a quem consegue emprego; entenda a regra de proteção

IBGE identifica desemprego com o menor nível da série histórico e aumento na participação da força de trabalho em 2025

Além da queda no desemprego, a PNAD Contínua apontou crescimento na participação da população na força de trabalho, que chegou a 62,4%, e no nível de ocupação, que passou a 58,8%, igualando o recorde do trimestre anterior. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também atingiu o maior patamar da série, com cerca de 39 milhões de pessoas empregadas formalmente.

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Primeiro trimestre

Nos primeiros três meses do ano, a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8%, que já eram, até então, os menores da série histórica – o que voltou a ser superado no segundo trimestre. Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,9%.

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O setor privado respondeu por 51,4% da população ocupada, empregando 52,6 milhões de pessoas em junho. O contingente foi 1,3% e 2,7% maior que o de março deste ano e o de junho do ano passado, respectivamente. Excluindo-se os empregados domésticos, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado renovou o recorde no mês passado ao atingir 39 milhões – uma alta de 0,9% sobre março e de 3,7% sobre um ano antes.

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O que é desemprego segundo o IBGE

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O desemprego, de forma simplificada, se refere às pessoas com idade para trabalhar (acima de 14 anos) que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar trabalho. Assim, para alguém ser considerado desempregado, não basta não possuir um emprego.

Veja alguns exemplos de pessoas que, embora não possuam um emprego, não podem ser consideradas desempregadas:

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  • um universitário que dedica seu tempo somente aos estudos
  • uma dona de casa que não trabalha fora
  • uma empreendedora que possui seu próprio negócio

De acordo com a metodologia usada pelo IBGE na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, o estudante e a dona de casa são pessoas que estão fora da força de trabalho; já a empreendedora é considerada ocupada. Com isso, a taxa de desemprego divulgada com base na PNAD Contínua é a porcentagem de pessoas que estão na força de trabalho e que estão desempregadas.

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