O influenciador digital Carlinhos Maia usou as redes sociais para relatar um episódio envolvendo o consumo de um doce feito com maconha, conhecido popularmente como “brisadeiro”. Segundo ele, a experiência o deixou “muito louco” após ingerir dois pedaços do alimento. O caso ganhou repercussão por ter ocorrido em meio às comemorações de Natal promovidas pela influenciadora Virginia Fonseca, uma das figuras mais populares da internet brasileira.
A festa teve como tema “Natal das Marias e do José”, em referência aos filhos de Virginia com o cantor Zé Felipe: Maria Alice, de 4 anos, Maria Flor, de 3, e José Leonardo, de 1 ano. Inicialmente, Carlinhos Maia afirmou que havia ganhado o doce durante a confraternização e que não sabia que o brigadeiro continha maconha. No entanto, posteriormente, o influenciador voltou atrás e esclareceu que consumiu o “brisadeiro” antes de ir ao evento e ciente da presença da substância.
“Eu sabia que tinha maconha no brigadeiro, eu comi porque eu quis. Comi dois pedacinhos e fiquei muito doido. Não foi na festa, não. Foi justamente no hotel, antes de eu sair. Eu já cheguei muito doido”, afirmou Carlinhos em seus stories, buscando esclarecer a sequência dos fatos após a repercussão do relato inicial.
O episódio reacendeu discussões sobre o consumo de maconha em forma de alimentos, especialmente os riscos associados a esse tipo de uso. Especialistas em saúde mental alertam que produtos comestíveis à base de cannabis, como balas de goma, chocolates e biscoitos, podem ser tão prejudiciais quanto a maconha fumada — ou até mais. Em entrevistas ao jornal britânico Daily Mail, psiquiatras apontaram que muitas empresas que produzem esses itens acabam “enganando” os consumidores, ao transmitir a ideia de que se trata de uma forma segura ou inofensiva de consumo.
De acordo com a psiquiatra Libby Stuyt, especialista em dependência química, o principal perigo está no efeito retardado do THC, o principal componente psicoativo da cannabis. “Com os alimentos, demora um pouco mais para o THC entrar na corrente sanguínea, em comparação com o pico rápido que você obtém ao fumar. Essa reação retardada — que pode levar de duas a quatro horas — faz com que as pessoas acabem consumindo mais, achando que nada está acontecendo”, explicou.
Embora a maconha comestível seja frequentemente divulgada como uma alternativa menos potente e supostamente “mais saudável”, especialistas alertam que os impactos na saúde mental podem ser significativos. Entre os riscos associados estão episódios de psicose súbita, esquizofrenia, depressão e outros transtornos psiquiátricos, conforme apontam diversos estudos científicos. O relato de Carlinhos Maia, ainda que pessoal, reforça a necessidade de informação e cautela sobre o consumo desse tipo de substância.




