O excesso de velocidade foi a infração de trânsito mais registrada nas rodovias federais que cortam o Ceará em 2025, segundo levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ao longo do ano, a PRF contabilizou 130.897 autuações nas BRs do estado, das quais 44.380 foram por desrespeito aos limites de velocidade, o equivalente a 33,9% do total, ou seja, uma em cada três infrações.
De acordo com a corporação, trafegar acima da velocidade permitida reduz o tempo de reação do condutor e aumenta de forma significativa a gravidade dos acidentes, elevando o risco de mortes e feridos nas estradas federais.
Ultrapassagens irregulares
Outro dado que chama atenção no levantamento é o número de ultrapassagens em locais proibidos. Em 2025, foram registradas 5.539 autuações por esse tipo de infração. A PRF destaca que a manobra irregular costuma estar associada ao excesso de velocidade e figura entre as principais causas de colisões frontais, consideradas as mais letais no trânsito.
Mortes apresentam queda, mas colisões frontais seguem letais
Os dados apontam redução no número de mortes nas rodovias federais do Ceará. Em 2025, foram registrados 171 óbitos, frente a 185 em 2024. Apesar da queda, 63 mortes ocorreram em colisões frontais, geralmente relacionadas a ultrapassagens irregulares.
Os demais óbitos foram decorrentes de atropelamentos, colisões traseiras e transversais, saídas de pista, entre outros tipos de acidentes.
Outras infrações mais registradas nas BRs cearenses
O levantamento da PRF também aponta outras irregularidades frequentes nas rodovias federais do estado. Foram contabilizadas 6.911 autuações por veículos não licenciados e 6.100 por equipamentos obrigatórios em desacordo com a legislação. O não uso do capacete resultou em 2.803 autuações, enquanto 1.706 condutores foram flagrados sem cinto de segurança.
Também foram registradas 521 autuações relacionadas à alcoolemia, sendo 446 por recusa ao teste do bafômetro, além de 250 casos por não utilização do dispositivo de retenção infantil.
A Polícia Rodoviária Federal reforça que a fiscalização integra um trabalho contínuo de prevenção e educação no trânsito, mas ressalta que a redução de acidentes graves e mortes nas estradas depende, principalmente, do respeito às regras de circulação por parte dos motoristas.




