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Padre denuncia golpe após não receber túnicas compradas em loja online no Ceará

Ao todo, o religioso adquiriu sete peças, que somaram cerca de R$ 1,9 mil, mas a encomenda nunca foi entregue

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Padre denuncia golpe após não receber túnicas compradas em loja online no Ceará
Foto: GCMais

O padre Jardel Phellipe, natural de Várzea Alegre e atualmente pároco da Paróquia de São Vicente Ferrer, em Lavras da Mangabeira, no interior do Ceará, denunciou ter sido vítima de um golpe ao comprar túnicas em uma loja online e não receber os produtos. Ao todo, o religioso adquiriu sete peças, que somaram cerca de R$ 1,9 mil, mas a encomenda nunca foi entregue.

Segundo o sacerdote, a compra foi realizada em junho de 2025, após ele ver um anúncio em uma rede social. Ele relatou que não desconfiou inicialmente, pois viu fotos de pessoas conhecidas que, supostamente, já haviam adquirido produtos da mesma loja.

Durante cerca de dois meses após o pagamento, a empresa manteve contato com o padre, informando prazos de entrega e pedindo desculpas por sucessivos atrasos. Depois desse período, no entanto, o estabelecimento deixou de responder às mensagens, o que levou o religioso a buscar medidas judiciais.

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“Essas empresas deixam de responder, somem, enrolam, ficam dizendo que não deu certo, que está em atraso. Olha, são desculpas diversas. E quem fica no prejuízo somos nós”, lamentou o padre Jardel Phellipe.

Outros padres também teriam sido vítimas

De acordo com o religioso, ele não foi o único a cair no golpe. Segundo o padre, mais de 30 padres teriam sido prejudicados pela mesma empresa, todos com relatos semelhantes de compras feitas e produtos nunca entregues.

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Histórico de outros golpes

O padre afirmou que essa não foi a primeira vez que enfrentou problemas desse tipo. Ele contou que já foi vítima de outros golpes envolvendo a compra de artigos religiosos, como paramentos e joias litúrgicas. Em um dos casos, relatou ter perdido cerca de R$ 4 mil com a aquisição de peças que nunca foram entregues, situação que também está sendo discutida judicialmente.

“Eu já passei por golpes de empresas de tudo que você imaginar: joias para ordenação, paramentos, atrasos, má qualidade. Na hora de vender, é tudo maravilhoso. Mas quando dá errado, você vai cobrar e a pessoa se revolta, some, não responde”, relatou.

Alerta a padres e fiéis

Nas redes sociais, o padre gravou vídeos alertando outros religiosos, seminaristas e fiéis sobre os riscos de comprar artigos religiosos pela internet sem a devida verificação. Ele destacou que o contexto econômico atual, aliado aos preços elevados desses produtos, acaba levando muitas pessoas a buscar opções mais baratas, o que pode facilitar a aplicação de golpes.

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“Nós estamos em um contexto em que o dinheiro está difícil e os preços estão exorbitantes. Qualquer desconto vira um atrativo para cair em certas ciladas. E quando se fala em material de igreja, o preço sobe ainda mais, é superfaturado. Aí aparecem essas propostas tentadoras”, afirmou.

Segundo o padre, muitas dessas empresas entram em contato por redes sociais e aplicativos de mensagens oferecendo produtos com valores abaixo do mercado. “Às vezes você não quer comprar naquele momento, mas por uma necessidade acaba comprando. Foi o que aconteceu comigo dessa última vez”, contou.

Ele também relatou que algumas lojas utilizam imagens geradas por inteligência artificial para simular produtos que, na prática, não existem. “Hoje tem paramento que não existe de verdade. É tudo montagem. O golpe chegou até para isso”, alertou.

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Lista de empresas confiáveis e suspeitas

Embora tenha dito que não pode divulgar publicamente os nomes das empresas envolvidas, por orientação jurídica, o padre afirmou que está reunindo informações e pode orientar outros compradores de forma privada. Ele disse manter uma lista de lojas consideradas confiáveis e outra com estabelecimentos que, segundo ele, não merecem a confiança do consumidor.

“Se você me perguntar, eu digo: não compre em loja tal, não compre em loja tal. Mas publicamente eu não posso falar os nomes. Agora, se quiser a lista das confiáveis e das que não valem a sua paz, pode entrar em contato comigo”, afirmou.

Alívio parcial

Após a repercussão dos vídeos publicados, uma das empresas citadas entrou em contato com o padre e realizou a restituição do valor pago. Ele afirmou que ficou satisfeito com a devolução, mas reforçou que seu objetivo não é prejudicar ninguém, e sim alertar para que outras pessoas não passem pelo mesmo problema.

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“Não é desejar o mal a ninguém. A gente só quer que as coisas aconteçam da maneira exata, com justiça”, disse.

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