A proximidade do Carnaval acende um alerta para o aumento dos casos da chamada “doença do beijo”, oficialmente conhecida como mononucleose infecciosa. Transmitida principalmente pela saliva, a infecção tende a se espalhar com mais facilidade durante festas e eventos com grande aglomeração, quando beijos e o compartilhamento de copos e garrafas se tornam mais frequentes.
Segundo a cirurgiã-dentista Daniele Albuquerque, mestre em estomatologia, o período carnavalesco contribui diretamente para a elevação dos registros da doença. “Nas épocas festivas, principalmente no Carnaval, a doença conhecida como doença do beijo aumenta consideravelmente os casos”, afirmou.
A especialista explica que a mononucleose infecciosa é provocada pelo vírus Epstein-Barr. “Ela é uma doença cientificamente chamada de mononucleose infecciosa. Ela é causada por um vírus chamado Epstein-Barr e a sua principal forma de transmissão é através da saliva”, disse.
Entre os sintomas mais comuns estão dor intensa de garganta, febre, cansaço excessivo e aumento dos gânglios na região do pescoço. Além disso, a doença pode apresentar sinais visíveis na boca. “Pode apresentar petecas no palato, que é o céu da boca. A úvula pode ter um pouco de edema e as tonsilas podem apresentar manchas brancas e até úlcera”, detalhou Daniele.
A cirurgiã-dentista reforça que o uso de antibióticos não é indicado nesses casos. “Por ela ser uma doença viral, o antibiótico, que é muito comum a utilização, não vai ter eficiência. Então, é evitar tratamento inadequado”, alertou.
Prevenção no Carnaval passa por cuidados simples
De acordo com a especialista, medidas simples ajudam a reduzir o risco de contágio durante o Carnaval. Evitar beijos quando houver qualquer ferida na boca é uma das principais recomendações. “Se você perceber que tem alguma ferida intraoral na boca, você não beijar”, orientou.
Outra forma de prevenção envolve o uso individual de objetos. “Principalmente evitar o compartilhamento desses objetos”, explicou Daniele, ao se referir a copos, garrafas e utensílios. “Identificar o seu próprio copo e evitar passar garrafa de pessoa para pessoa é essencial nessas épocas de festa.”
A manutenção da higiene oral também é destacada como fundamental. “É importante manter uma higiene oral boa e sempre olhar a boca. Se perceber que tem algum ferimento ou lesão, evitar beijar e procurar o cirurgião-dentista”, concluiu.
Especialistas reforçam que a atenção aos sinais do corpo e a adoção de cuidados básicos permitem aproveitar o Carnaval com mais segurança e saúde, inclusive após o fim da folia.




