O cantor porto-riquenho Bad Bunny fez história ao se apresentar pela primeira vez no Brasil na noite da última sexta-feira (20), em São Paulo. Com ingressos esgotados, o artista levou a turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour” ao Allianz Parque, onde realizou o primeiro de dois shows marcados no país. A apresentação reuniu milhares de fãs e marcou um momento simbólico na carreira do cantor, que vive o auge do sucesso internacional.
Logo no início do espetáculo, Bad Bunny demonstrou emoção ao falar com o público brasileiro. Em espanhol e português, agradeceu a recepção calorosa e afirmou que estar no Brasil era a realização de um sonho antigo. A resposta veio em forma de gritos, aplausos e um coro que acompanhou grande parte do repertório apresentado ao longo da noite.
Além da forte conexão com os fãs, o show chamou atenção pela proposta estética e simbólica. Conhecido por pensar cada detalhe de suas apresentações, o artista escolheu um figurino especial para a estreia em solo brasileiro. Durante um dos momentos mais marcantes da noite, Bad Bunny surgiu vestindo uma camisa retrô da Seleção Brasileira usada na Copa do Mundo de 1962, ano em que o Brasil conquistou o bicampeonato mundial de futebol.
A escolha do uniforme não passou despercebida. Com as cores verde e amarelo, a peça remete a um dos períodos mais emblemáticos da história do futebol brasileiro e foi recebida com entusiasmo pelo público. O gesto foi interpretado como uma homenagem direta ao país e reforçou a proposta do cantor de valorizar símbolos culturais locais por onde passa com sua turnê.
Segundo informações do site Retro Gol, a camisa utilizada por Bad Bunny é inspirada no modelo clássico da Copa de 1962 e está avaliada em cerca de R$ 270, ainda disponível para venda. A escolha da peça reforça o apelo nostálgico presente em grande parte do show, que mistura referências pessoais, culturais e políticas ligadas à identidade latino-americana.
A apresentação em São Paulo foi dividida em atos bem definidos e contou com cenários que remetem à estética caribenha. Um dos pontos altos foi a chamada “casita”, uma estrutura que simula uma casa típica de Porto Rico, onde o cantor recriou uma festa intimista e se aproximou ainda mais do público. Nesse momento, músicas como “Tití Me Preguntó” ganharam novos arranjos e uma atmosfera mais calorosa.
O repertório trouxe sucessos que marcaram a carreira de Bad Bunny, além de faixas mais recentes. Em um dos trechos do show, o artista incluiu a música “Vete”, reservada como canção especial para aquela apresentação, estratégia que tem repetido ao longo da turnê mundial. A produção manteve um ritmo constante, com iluminação e efeitos visuais que reforçaram a narrativa proposta pelo cantor.
A turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” é descrita como uma carta de amor a Porto Rico e aborda temas como pertencimento, memória, identidade cultural e críticas à gentrificação. Mesmo com letras carregadas de significado, Bad Bunny optou por um discurso simples no palco, deixando que a música e os símbolos falassem por si.
O cantor retorna ao Allianz Parque na noite deste sábado (21) para o segundo e, até o momento, último show no Brasil. A expectativa é repetir o sucesso da estreia e consolidar de vez a forte relação criada com o público brasileiro, que respondeu de forma intensa e emocionada à primeira visita do artista ao país.




