Um restaurante localizado no bairro Álvaro Weyne, em Fortaleza, foi interditado pela segunda vez em menos de uma semana após descumprir uma ordem sanitária e voltar a funcionar irregularmente. A nova interdição ocorreu durante uma operação noturna realizada no último sábado (28) pela Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis).
O estabelecimento já havia sido fechado na última terça-feira (24), quando fiscais identificaram uma série de irregularidades consideradas graves e que representavam risco à saúde dos consumidores. Mesmo após a determinação de interdição, a equipe constatou que o local continuava em atividade, com atendimento ao público, o que motivou uma nova ação por parte do órgão.
Descumprimento da ordem sanitária
Durante a fiscalização mais recente, os agentes encontraram novamente um cenário preocupante. Na cozinha, foram observados equipamentos e superfícies sujos, além da presença de larvas de insetos e baratas, mostrando a falta de controle sanitário no ambiente. Os problemas não se limitavam à higiene: havia alimentos armazenados de forma inadequada, muitos deles sem identificação, o que dificulta o controle de validade e procedência.
Outro ponto que chamou a atenção dos fiscais foi a estrutura do local. Os ralos não possuíam sistema de fechamento, facilitando a entrada de pragas. Além disso, alimentos e bebidas estavam armazenados diretamente no chão, sem o uso de prateleiras, prática que contraria normas básicas de segurança alimentar. Lixeiras abertas ou sem tampa também foram encontradas, contribuindo para o risco de contaminação.
A equipe também verificou a ausência de uma pia exclusiva para a higienização das mãos nas áreas de manipulação de alimentos, item obrigatório para estabelecimentos que lidam com preparo de refeições. A falta dessa estrutura compromete diretamente os cuidados básicos de higiene por parte dos manipuladores.
Agefis aplica nova autuação e multa
Para além dos aspectos técnicos, a situação preocupa pela exposição direta dos clientes a possíveis riscos de saúde. Consumidores que frequentavam o local poderiam estar ingerindo alimentos contaminados, o que reforça a importância da fiscalização contínua e do cumprimento rigoroso das normas sanitárias.
Diante do descumprimento da interdição anterior, o responsável pelo estabelecimento foi autuado com base no artigo 944 do Código da Cidade, previsto na Lei Complementar nº 270/2019. A infração é classificada como grave e pode resultar em multa, além da aplicação de outras sanções administrativas.
A Agefis reforça que a reabertura de estabelecimentos interditados só pode ocorrer após a regularização completa das irregularidades e mediante autorização do órgão. O caso segue sob acompanhamento, e novas inspeções podem ser realizadas para garantir que as normas sejam cumpridas.
Fiscalização sanitária fecha Panificadora Romana por irregularidades em Fortaleza
Uma situação semelhante foi registrada na panificadora Romana, localizada no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza. O estabelecimento teve a fábrica de pães interditada no dia 10 de março após fiscais identificarem uma infestação de baratas no local, comprometendo as condições sanitárias da produção.
Apesar da interdição, a panificadora voltou a funcionar antes da liberação oficial da Agência de Fiscalização de Fortaleza. Diante do descumprimento da medida, o estabelecimento foi novamente autuado no dia 19 de março.
Em nota, a padaria Romana informou que recebeu a autuação com surpresa e afirmou que realiza dedetizações periódicas, além de manter acompanhamento sanitário regular. O estabelecimento destacou ainda que está colaborando com as autoridades e adotando as providências necessárias para se adequar às exigências legais.
Para retomar as atividades de forma regular, a panificadora deverá corrigir todas as irregularidades apontadas durante a fiscalização e solicitar uma nova vistoria. O funcionamento só será permitido após a liberação oficial do órgão competente.




