O setor de sushis de uma padaria localizada no bairro Meireles, em Fortaleza, foi interditado pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará (MPCE), após a identificação de irregularidades sanitárias na manipulação e comercialização dos produtos.
Segundo o órgão, a fiscalização revelou diversas falhas que colocam em risco a saúde dos consumidores. Entre elas estão a temperatura inadequada dos alimentos, a ausência de controle e monitoramento durante o processo produtivo, a falta de sala exclusiva para a manipulação e montagem das peças de sushi e a inexistência de laudos de análises microbiológicas dos produtos ofertados.
"Entre esses, a temperatura é o principal fator de controle físico na conservação de alimentos, seja por refrigeração, congelamento ou cocção. Ou seja, é o método mais comum para prevenir o crescimento de causadores de infecções em alimentos", explicou o Decon-CE.
Falhas na manipulação e capacitação de funcionários
Além das irregularidades relacionadas à conservação, a fiscalização constatou que os manipuladores de sushi não possuíam comprovante de capacitação em temas essenciais como higiene pessoal, manipulação de alimentos e prevenção de doenças transmitidas por alimentos.
O Decon-CE destacou que essas medidas são fundamentais para garantir que produtos de maior risco, como peixes crus utilizados em sushis, não sejam fontes de contaminação alimentar. "O controle da temperatura e a capacitação adequada dos manipuladores são medidas básicas, mas essenciais, para garantir a segurança do consumidor", afirmou o órgão.
A intensificação das inspeções neste mês de abril se deu por conta das celebrações de Páscoa, período em que o consumo de pescados cresce. O Decon-CE orientou que os consumidores redobrem a atenção ao adquirir sushis e alimentos similares, observando condições de higiene do estabelecimento, armazenamento e refrigeração, além das informações disponibilizadas ao público.
Orientação para consumidores
O órgão reforçou que qualquer irregularidade ou alimento suspeito deve ser denunciado, garantindo que os direitos do consumidor sejam protegidos. "Consumidores que identificarem alimentos suspeitos ou outras irregularidades de impacto a seus direitos podem formalizar denúncia junto ao Decon por meio do e-mail deconce@mpce.mp.br ou pelo WhatsApp (85) 98685-6748", informou.
Para especialistas em segurança alimentar, falhas simples como controle de temperatura ou capacitação dos funcionários podem ser determinantes para prevenir surtos de doenças transmitidas por alimentos. Consumidores devem ficar atentos à procedência e às condições de conservação de produtos de maior risco, principalmente peixes e frutos do mar, que exigem cuidados especiais desde a compra até o consumo.




