O deputado federal Guilherme Boulos afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será candidato à reeleição em 2026 e projetou vitória no próximo pleito presidencial. A declaração foi feita durante entrevista exclusiva ao Balanço Geral Manhã desta quinta-feira (16), em Fortaleza, em meio a avaliações sobre o cenário político nacional.
Segundo Boulos, dentro do campo governista, a candidatura de Lula já é tratada como praticamente certa.
“Lula é o Pelé da política brasileira”, diz Boulos ao defender reeleição
Em tom enfático, o deputado comparou a força política do presidente a um dos maiores ícones do futebol mundial ao defender sua permanência na disputa eleitoral.
“Eu afirmo aqui com vocês, presidente Lula é candidato, será reeleito presidente, vai ser tetra em outubro. Podem escrever isso que eu estou dizendo, podem escrever.”
Boulos reforçou a comparação ao tratar da influência do petista no cenário político.
“Quem tem Pelé vai tirar o Pelé da final da Copa? O cara é presidente três vezes, vai ser a quarta, é a maior liderança popular do Brasil. Se você tem o Lula como camisa 10 do time, você vai deixar ele no banco de reserva? O técnico que fizer isso vai ser xingado na arquibancada.”
Durante a entrevista, Boulos também destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, como uma liderança em ascensão no cenário político brasileiro.
“O nosso querido ministro Camilo Santana é uma liderança hoje não só do Ceará, é uma liderança nacional.”
Boulos questiona coerência no discurso de Ciro Gomes
A fala ocorre em meio ao movimento recente de Ciro Gomes no cenário político. O ex-ministro e ex-governador afirmou nesta semana que não descarta disputar novamente a Presidência da República, desta vez pelo PSDB, após receber convite público do presidente da legenda, o senador Aécio Neves. Ciro já disputou quatro eleições presidenciais e voltou ao centro do debate político nacional após a sinalização de possível retorno à disputa.
Durante a entrevista, Boulos disse que deseja ver o ex-ministro na corrida eleitoral para que haja confronto direto de ideias. “Eu tô doido pra que venha”, afirma o deputado, ao comentar a possibilidade de candidatura.
Ao comentar o histórico político do ex-ministro, Ciro Gomes, Boulos afirma que há incoerências em suas mudanças de posicionamento ao longo da carreira. Ele lembra que Ciro participou de governos anteriores e hoje adota uma postura crítica em relação a antigos aliados políticos.
“A pior coisa que tem é isso: ele tava com Lula, tava no governo, participou disso, aí agora só xinga, só grita”, afirma Boulos.
Segundo o deputado, esse tipo de postura enfraquece o debate político e precisa ser confrontado em uma eventual disputa eleitoral. Ele defende que lideranças públicas devem manter coerência entre ações e discursos. “As pessoas não podem ser levadas só pelo rompante do momento”, afirma o parlamentar.
Boulos também criticou a movimentação política de Ciro Gomes em direção a antigos adversários e aliados recentes no cenário nacional e regional. Segundo ele, há contradições nessas articulações, especialmente no contexto do Ceará, onde o ex-ministro mantém influência política.
“Agora ele está lá junto com bolsonarista, que ele dizia que era também tudo ladrão, que era o pior que tinha”, afirma Boulos.
O parlamentar acrescenta que Ciro estaria buscando apoio de grupos que antes criticava duramente. “Agora ele está lá abraçado, sorrindo, implorando o apoio deles aqui no Ceará”, afirma o deputado.
Boulos termina afirmando que uma eventual candidatura de Ciro à Presidência abriria espaço para questionamentos diretos sobre sua trajetória política. “Ele vai ter o dedo apontado para ele também”, diz. “Ficar falando mal, apontando para todo mundo é muito fácil. Agora ele vai ter que responder pelas incoerências dele”, conclui.
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