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Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para cirurgia no ombro

Os documentos médicos apresentados pela defesa informam que Bolsonaro enfrenta dores persistentes no ombro direito e limitação funcional do membro

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Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para cirurgia no ombro
Foto: GCMais

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para que ele seja submetido a uma cirurgia no ombro direito. A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes e requer análise em caráter de urgência para que o procedimento possa ser realizado entre os dias 24 e 25 de abril.

Pedido engloba também o restante do tratamento

De acordo com os advogados, a autorização solicitada ao STF não se limita apenas à cirurgia. O pedido também inclui liberação para todas as fases do tratamento médico, abrangendo atos preparatórios, exames pré-operatórios, internação hospitalar, realização do procedimento, cuidados pós-operatórios e reabilitação física.

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Os documentos médicos apresentados pela defesa informam que Bolsonaro enfrenta dores persistentes no ombro direito e limitação funcional do membro, mesmo após tratamentos conservadores. Segundo os relatórios, ele vem sendo submetido a sessões de fisioterapia e terapia medicamentosa, mas o quadro não teria sido totalmente resolvido.

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Exames físicos e de imagem, incluindo ressonância magnética, identificaram lesão de alto grau no tendão supraespinhal, estrutura ligada ao movimento de elevação do braço, além de retração importante e comprometimento de outras áreas da articulação. Os laudos também mencionam lesões no chamado manguito rotador, conjunto de músculos e tendões responsáveis pela estabilização do ombro.

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Especialistas indicam cirurgia no ombro por via artroscópica em Bolsonaro; entenda

Diante do diagnóstico, especialistas indicaram a realização de cirurgia por via artroscópica, técnica minimamente invasiva utilizada para reparar lesões articulares. Conforme a defesa, o procedimento foi recomendado após avaliação do ortopedista Alexandre Firmino Paniago.

Em trecho do material enviado ao Supremo, os médicos afirmam que, apesar do quadro resistente à fisioterapia, Bolsonaro apresentou melhora clínica geral e está apto para a intervenção cirúrgica. Os advogados argumentam que a medida possui natureza estritamente terapêutica e visa preservar a integridade física, a funcionalidade do membro atingido e a qualidade de vida do ex-presidente.

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Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária em Brasília desde 27 de março. A medida foi autorizada por Alexandre de Moraes pelo prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de reavaliação conforme a evolução do quadro de saúde e eventual necessidade médica.

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O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, conforme consta nas informações citadas nos documentos encaminhados ao STF.

Recuperação após internação por cirurgia no ombro

Antes da prisão domiciliar, Bolsonaro passou semanas internado na unidade de terapia intensiva do hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral. Após receber alta, a equipe médica informou melhora progressiva do quadro pulmonar.

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Relatórios posteriores enviados ao Supremo indicaram evolução considerada satisfatória também em aspectos digestivos, com redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico. Houve ainda ajuste de medicações relacionadas a crises de soluço, com resposta descrita como positiva.

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Apesar disso, os médicos registraram intercorrências durante a recuperação. Entre elas, episódios de fadiga muscular durante sessões de fisioterapia, dores na região dorsal e perda de equilíbrio atribuída ao uso de medicamentos.

Não é a primeira vez que a defesa aciona o STF para tratar da necessidade de cirurgia no ombro. Em manifestações anteriores, os advogados já haviam apresentado relatórios fisioterapêuticos relatando dores crônicas e intensas.

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