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PESQUISA ELEITORAL

PL tentou barrar divulgação de pesquisa que mostrou queda de Flávio Bolsonaro

O documento também questiona uma etapa audiovisual da pesquisa, identificada como pergunta 48, em que entrevistados teriam sido expostos a um áudio relacionado ao caso

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PL tentou barrar divulgação de pesquisa que mostrou queda de Flávio Bolsonaro
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil


O Partido Liberal (PL) protocolou nesta segunda-feira, 18, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ação para suspender a divulgação da pesquisa presidencial que foi divulgada nesta terça-feira, 19, pela AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento mostrou queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na intenção de voto para a Presidência e uma alta de sua rejeição, após a revelação de que o parlamentar cobrou dinheiro do dono do Master, Daniel Vorcaro.

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No pedido, o partido alegou que o questionário foi elaborado de forma "indutora" e teria potencial de prejudicar a candidatura de Flávio.

Segundo o PL, a pesquisa continha perguntas formuladas em sequência para associar Flávio ao caso ao Master e a Vorcaro. Para os advogados, o questionário criou um ambiente de "priming", "framing" e "ancoragem", estimulando respostas negativas do eleitorado antes das perguntas sobre intenção de voto, rejeição e imagem do senador.

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A sigla cita como exemplo perguntas que tratam do "medo" de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro, do suposto "esquema de fraudes financeiras" envolvendo o Master e de áudios e mensagens atribuídas ao senador e a Vorcaro. Para o partido, a pesquisa deixou de medir opinião pública espontânea e passou a funcionar como instrumento indireto de propaganda negativa.

O documento também questiona uma etapa audiovisual da pesquisa, identificada como pergunta 48, em que entrevistados teriam sido expostos a um áudio relacionado ao caso. O PL argumenta que o material não teve autenticidade comprovada nem cadeia de custódia apresentada no registro feito ao TSE.

Além da suspensão imediata da divulgação da pesquisa, o partido pediu acesso aos microdados, aos "logs" de aplicação do questionário, ao plano amostral e ao sistema interno de controle da AtlasIntel/Bloomberg. A ação solicitou ainda multa contra o instituto e a proibição definitiva da divulgação de perguntas consideradas irregulares.

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Os advogados sustentaram que, caso a pesquisa fosse publicada, poderia haver "dano irreversível" ao ambiente eleitoral de 2026, com a disseminação de manchetes negativas baseadas em respostas que, segundo o PL, teriam sido influenciadas pelo próprio desenho do questionário.

A pesquisa mostrou que Flávio Bolsonaro passou a ser o pré-candidato a presidente numericamente mais rejeitado após a divulgação do áudio em que ele pede dinheiro para Vorcaro. O porcentual de entrevistados que disseram não votar nele de jeito nenhum saiu de 49,8% em abril para 52% em maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que até então liderava o ranking, oscilou de 51% para 50,6%.

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O levantamento também revelou que as intenções de votos de Flávio caíram 5,4 pontos porcentuais no primeiro turno e 6 pontos em um eventual segundo turno. Com isso, Lula passou a liderar a disputa contra Flávio no segundo turno e ampliou a vantagem no primeiro. Em abril, o cenário de segundo turno apontava empate técnico, com o senador bolsonarista com 47,8% contra 47,5% do petista. Agora, o presidente da República tem 48,9% contra 41,8% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

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A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio - ou seja, as entrevistas começaram no mesmo dia em que o site Intercept Brasil divulgou o áudio com Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre o pai dele.

A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos. Foram aplicados questionários pela internet a 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.

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