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SEGURANÇA

"É um terrorismo": Camilo Santana apoia classificação mais dura para facções após decisão dos EUA

Senador afirmou que facções criminosas aterrorizam a população, defendeu penas mais severas e voltou a cobrar a aprovação da PEC da Segurança Pública

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"É um terrorismo": Camilo Santana apoia classificação mais dura para facções após decisão dos EUA
Camilo Santana classificou a atuação de facções como terrorismo. Foto: Reprodução/TV Cidade Fortaleza


O senador Camilo Santana afirmou nesta quinta-feira (11) que apoia classificações mais rigorosas para organizações criminosas e defendeu o endurecimento das leis penais no Brasil. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Balanço Geral da Manhã, da TV Cidade, ao comentar o debate sobre o tratamento dado a facções criminosas e as medidas adotadas para combater esses grupos.

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Segundo o senador, as organizações criminosas espalham medo entre a população e precisam ser enfrentadas com maior rigor por parte do Estado. “Eu considero que é um terrorismo, que aterroriza a população. Então, repito, o que tiver de pior para classificar organizações criminosas no Brasil, eu sou a favor”, declarou.

A fala ocorre em meio às discussões sobre estratégias de combate ao crime organizado e à atuação de facções em diferentes estados do país. O tema ganhou destaque após medidas recentes adotadas por autoridades estrangeiras contra grupos criminosos com atuação internacional.

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Camilo cobra endurecimento das leis contra facções

Durante a entrevista, Camilo argumentou que o enfrentamento ao crime organizado exige mais do que operações policiais e prisões. Para ele, é necessário fortalecer a legislação e ampliar a integração entre os órgãos responsáveis pela segurança pública.

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O senador voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca ampliar a coordenação nacional das ações de combate à criminalidade. Segundo ele, a atuação das facções ultrapassa fronteiras estaduais e exige uma resposta articulada entre os diferentes entes federativos e instituições do sistema de Justiça.

“Esse é um problema nacional. Nenhum governador irá resolver esse problema sozinho. Se não tiver coordenação nacional, endurecimento das leis e atuação conjunta das instituições, nós não vamos resolver esse problema”, afirmou.

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Camilo também defendeu punições mais severas para autores de crimes violentos. “Um bandido não pode ser preso, cometer um crime contra a vida e ser solto. Ele precisa ser julgado e ter a pior pena para quem tira a vida de uma pessoa, de uma família de bem”, disse.

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Crime organizado exige atuação integrada, diz senador

Ao comentar o cenário da segurança pública no país, Camilo afirmou que o combate às facções depende de ações coordenadas entre governos estaduais, União, forças policiais, Ministério Público e Poder Judiciário.

Na avaliação dele, o fortalecimento da inteligência policial e o compartilhamento de informações são fundamentais para reduzir a capacidade de atuação das organizações criminosas. O senador argumentou que o avanço do crime organizado tornou necessária uma política nacional mais integrada, capaz de unir esforços e evitar ações isoladas.

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Segundo ele, a complexidade do problema exige planejamento de longo prazo e participação de diferentes instituições.

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Camilo cita investimentos em tecnologia e inteligência no Ceará

Ao defender uma atuação mais firme contra as organizações criminosas, Camilo também mencionou medidas implementadas durante sua gestão à frente do Governo do Ceará. Segundo ele, houve reforço do efetivo policial, ampliação da estrutura da Polícia Civil e investimentos em tecnologia voltada para investigações e monitoramento.

Entre as iniciativas citadas estão a expansão do videomonitoramento, o uso de drones, ferramentas de reconhecimento facial, leitura automática de placas de veículos e a aquisição de equipamentos para as forças de segurança.

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O senador também destacou ações voltadas ao combate à lavagem de dinheiro e ao rastreamento de recursos financeiros ligados ao crime organizado. De acordo com ele, as estratégias de enfrentamento devem atingir não apenas os integrantes das facções, mas também suas fontes de financiamento.

Debate sobre segurança pública continua no Congresso

A discussão sobre o combate ao crime organizado tem ocupado espaço nas pautas do Congresso Nacional e dos governos estaduais nos últimos anos. Entre os temas debatidos estão o endurecimento das penas, a ampliação dos mecanismos de investigação, o fortalecimento da inteligência policial e a integração entre diferentes órgãos de segurança.

Para Camilo Santana, o país precisa avançar nessas frentes para reduzir o poder das facções e aumentar a sensação de segurança da população.

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Enquanto especialistas e autoridades discutem possíveis mudanças na legislação e novas estratégias de combate ao crime, o senador defende que a resposta ao avanço das organizações criminosas passe pela união entre instituições, investimentos em inteligência e maior rigor na punição dos responsáveis por crimes violentos.


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