A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu o terceiro suspeito de envolvimento no atentado contra a filha do presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva. O homem, de 18 anos, foi localizado nessa quinta-feira (23), no bairro de Fátima, em Fortaleza, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva realizado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Segundo a investigação, o suspeito teria participado diretamente do envio de um artefato explosivo encaminhado à vítima dentro de uma caixa de chocolates. O caso aconteceu no dia 25 de junho deste ano, quando a filha do dirigente recebeu a embalagem durante um curso de teatro.
A ação criminosa ganhou repercussão após João Paulo Silva denunciar o episódio nas redes sociais. De acordo com o presidente do Ceará, além do explosivo, havia um bilhete com a frase “Fora JP safado”, indicando que o ataque teria relação com sua atuação à frente do clube.
A Polícia Civil informou que o homem preso foi indiciado pelos crimes de ameaça, explosão, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Após os procedimentos legais, ele foi colocado à disposição do Poder Judiciário.
Ataque aconteceu após filha de presidente receber caixa com explosivo
O atentado ocorreu enquanto a filha de João Paulo Silva participava de um curso de teatro. Conforme o relato do dirigente, a caixa foi entregue como se fosse um presente, mas escondia um artefato explosivo entre os chocolates.
Segundo João Paulo, a filha entrou em estado de pânico ao perceber o conteúdo da embalagem. O presidente afirmou que a ação ultrapassou qualquer limite de cobrança relacionada ao futebol e que medidas legais seriam tomadas para proteger a família.
O caso passou a ser investigado pela Draco, unidade especializada da Polícia Civil responsável pela apuração de crimes organizados e de maior complexidade.
Na época da denúncia, o Ceará Sporting Club publicou uma nota oficial repudiando o ataque e afirmando que críticas e cobranças fazem parte da rotina de uma instituição esportiva, mas que ameaças contra familiares não podem ser consideradas parte da rivalidade no futebol.
Polícia já havia prendido outros dois suspeitos
Antes da prisão realizada nesta quinta-feira, outros dois homens, de 19 e 22 anos, já haviam sido presos pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento no atentado.
As prisões ocorreram no dia 30 de junho. Na ocasião, equipes da PCCE também apreenderam materiais considerados importantes para o andamento das investigações.
Com a nova prisão, a Polícia Civil chega ao terceiro suspeito capturado no caso. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica da ação criminosa.
Bilhete indicava possível motivação ligada ao Ceará Sporting Club
Segundo o presidente João Paulo Silva, o bilhete encontrado junto ao artefato trazia uma mensagem direcionada à gestão do clube. A suspeita inicial é de que o ataque tenha relação com cobranças ou insatisfações envolvendo a administração do Ceará.
Após a divulgação do caso, o clube recebeu manifestações de apoio de diferentes setores do futebol cearense. O Fortaleza Esporte Clube também publicou uma nota repudiando o episódio e manifestando solidariedade à família do dirigente.
O rival destacou que divergências esportivas não justificam ameaças ou atos de violência e defendeu um ambiente de respeito dentro e fora dos estádios.
Investigação segue para identificar todos os envolvidos
De acordo com a Polícia Civil, os trabalhos seguem em andamento com o objetivo de identificar todos os participantes da ação criminosa e esclarecer integralmente como o atentado foi planejado e executado.
O caso também reacende o debate sobre episódios de violência envolvendo dirigentes, atletas e profissionais ligados ao futebol brasileiro. Nos últimos anos, clubes e autoridades têm discutido medidas para combater ameaças e intimidações relacionadas ao ambiente esportivo.
Até o momento, a Draco não divulgou detalhes sobre uma possível organização por trás do crime nem informou se há previsão de novas prisões. A expectativa da investigação é reunir todos os elementos necessários para responsabilizar os envolvidos.




