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TSE

Justiça Eleitoral volta a defender confiabilidade das urnas eletrônicas após novos questionamentos

Tribunal Superior Eleitoral voltou a negar qualquer interferência externa no sistema de votação e marcou nova reunião com representantes internacionais para apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas

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Justiça Eleitoral volta a defender confiabilidade das urnas eletrônicas após novos questionamentos
Tribunal Superior Eleitoral voltou a negar qualquer interferência externa no sistema de votação e marcou nova reunião com representantes internacionais sobre as urnas. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a defender a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas após declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que questionou o sistema de votação brasileiro durante uma reunião com representantes diplomáticos. Sem apresentar provas, o parlamentar afirmou que as urnas utilizadas no Brasil seriam fabricadas por uma empresa supostamente envolvida em fraudes nas eleições da Venezuela, em 2012.

Em resposta, a Justiça Eleitoral negou qualquer interferência externa e reafirmou que tanto os equipamentos quanto os sistemas utilizados nas eleições são desenvolvidos e fornecidos pela própria instituição.

Leia também: Flávio Bolsonaro comenta crise no STF durante ato em Fortaleza

Utilizadas há 30 anos no processo eleitoral brasileiro, as urnas eletrônicas permitem que o resultado das eleições seja conhecido poucos minutos ou horas após o encerramento da votação. Apesar disso, o sistema volta a ser alvo de questionamentos a cada ciclo eleitoral, mantendo o tema no centro do debate político.

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Cientista político defende pacificação do debate

Para o cientista político Djalma Pinto, a recorrência das dúvidas sobre o sistema eleitoral afeta a confiança dos eleitores no processo democrático. Ele falou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza sobre o assunto:

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"Não pode mais persistir. A cada eleição, essa desconfiança, essa perplexidade, essa insegurança. O processo eleitoral pressupõe tranquilidade, confiança absoluta do eleitor. Enfim, nós precisamos pacificar a nação em relação a esse ponto", afirmou.

Na avaliação do especialista, a discussão precisa ser conduzida de forma técnica para fortalecer a credibilidade do processo eleitoral. Ao comentar a divergência entre decisões do Legislativo e do Judiciário sobre o tema, Djalma Pinto afirmou que esse cenário também contribui para alimentar questionamentos.

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"Para resolver o problema de uma vez, o que é que precisaria? Convocar os técnicos especializados do mundo todo para fazer a seguinte aferição? Quebra o segredo do voto, a impressão do voto. O Supremo está correto, então vamos realmente aceitar aquilo que o Supremo deliberou. Se não, tem que prevalecer a vontade soberana do legislador, que é o representante do povo."
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TSE marca reunião com embaixadores para explicar funcionamento das urnas

Como resposta às declarações de Flávio Bolsonaro, o Tribunal Superior Eleitoral agendou para 17 de agosto uma nova reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais na sede da Corte.

O encontro será conduzido pelo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e dará continuidade às ações de transparência promovidas pelo tribunal para explicar o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.

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Segundo a Corte, a iniciativa busca oferecer informações oficiais e documentadas à comunidade internacional antes das eleições de outubro, respondendo institucionalmente às informações divulgadas fora dos canais oficiais.

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TSE rebate associação entre urnas eletrônicas e empresa venezuelana

As declarações de Flávio Bolsonaro motivaram novos esclarecimentos públicos do Tribunal Superior Eleitoral. Sem apresentar provas, o pré-candidato afirmou que muitas das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil seriam produzidas pela empresa Smartmatic, associada ao sistema eleitoral venezuelano.

O TSE voltou a negar essa informação e afirmou que a Smartmatic não forneceu urnas nem desenvolveu softwares utilizados nas eleições brasileiras.

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Segundo o tribunal, o projeto das urnas eletrônicas foi desenvolvido por servidores da própria Justiça Eleitoral, enquanto a fabricação dos equipamentos é realizada por empresas contratadas por meio de licitação pública.

A Corte também ressaltou que essa associação já foi desmentida em outras oportunidades.

Missão internacional acompanhará as eleições

Além dos esclarecimentos públicos, o Tribunal Superior Eleitoral informou que as eleições de outubro contarão com uma Missão de Observadores Eleitorais.

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Segundo o tribunal, participarão da missão representantes da União Europeia, da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlasul, do Carter Center, da Uniore e da Rojae-CPLP.

De acordo com a Justiça Eleitoral, a presença dessas delegações integra as ações de acompanhamento do processo eleitoral brasileiro e reforça a política de transparência adotada pelo tribunal durante a realização das eleições.


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