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FISCALIZAÇÃO

Decon multa empresas de telefonia e internet em R$ 1,4 milhão por práticas abusivas no Ceará

Penalidades foram aplicadas após 37 decisões administrativas baseadas em reclamações de consumidores registradas no órgão

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Decon multa empresas de telefonia e internet em R$ 1,4 milhão por práticas abusivas no Ceará
Entre as empresas multadas estão Vivo, Claro, TIM, Brisanet, Alares, Multiplay, Nio, Algar e outras prestadoras de serviços de telefonia e internet que operam no Ceará. (Foto: Agência Brasil)


O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), órgão vinculado ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), aplicou R$ 1.441.668,00 em multas a empresas de telefonia e internet após identificar práticas consideradas abusivas contra consumidores cearenses. As penalidades resultam de 37 decisões administrativas proferidas durante o mês de julho, com base em reclamações apresentadas ao órgão.

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As sanções atingem empresas que atuam no setor de telecomunicações e têm como objetivo responsabilizar os fornecedores pelas irregularidades constatadas nos processos administrativos, além de desestimular a repetição de condutas que desrespeitam os direitos dos consumidores. Entre as empresas multadas estão Vivo, Claro, TIM, Brisanet, Alares, Multiplay, Nio, Algar e outras prestadoras de serviços de telefonia e internet que operam no Ceará.

Decon multa empresas de telefonia e internet por práticas abusivas

Segundo o Decon, a análise das reclamações revelou falhas recorrentes na prestação dos serviços e no atendimento aos consumidores. As decisões administrativas apontam que diversas práticas infringem normas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

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Entre as principais irregularidades identificadas pelo órgão estão:

  1. cobranças indevidas;
  2. descumprimento de ofertas anunciadas;
  3. bloqueio indevido de linhas telefônicas;
  4. cancelamento irregular de serviços;
  5. interrupções na prestação de telefonia e internet;
  6. falhas nos processos de portabilidade numérica;
  7. alteração unilateral de planos sem autorização do consumidor.

De acordo com o Decon, essas práticas prejudicam o acesso dos clientes aos serviços contratados e comprometem a relação de confiança entre consumidores e fornecedores.

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Reclamações dos consumidores fundamentaram as multas

As penalidades foram aplicadas após a tramitação de processos administrativos instaurados a partir de reclamações registradas pelos consumidores. Em cada procedimento, o Decon analisou a documentação apresentada e verificou a ocorrência de infrações à legislação de proteção e defesa do consumidor.

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Conforme o Ministério Público do Ceará, a aplicação das multas integra o trabalho permanente de fiscalização desenvolvido pelo órgão para assegurar o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor e promover maior equilíbrio nas relações de consumo.

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Além do caráter punitivo, as sanções também possuem finalidade educativa e preventiva, incentivando as empresas a corrigirem falhas na prestação dos serviços, aprimorarem os canais de atendimento e evitarem novas infrações.

Telefonia e internet concentram reclamações frequentes

Os serviços de telefonia móvel, telefonia fixa, banda larga e internet por fibra óptica estão entre os segmentos que mais registram reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. O elevado número de usuários faz com que problemas na prestação desses serviços tenham impacto direto na rotina da população.

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Entre as situações mais recorrentes estão cobranças não reconhecidas, dificuldades para cancelar contratos, interrupções no fornecimento dos serviços, demora para solucionar problemas técnicos e alterações contratuais realizadas sem autorização dos clientes.

Esses conflitos costumam levar consumidores a buscar os órgãos de defesa do consumidor em busca de solução administrativa e eventual reparação de prejuízos.

O que diz o Código de Defesa do Consumidor

O Código de Defesa do Consumidor estabelece que os fornecedores devem prestar informações claras sobre os serviços oferecidos, cumprir as condições anunciadas e garantir atendimento adequado para solucionar problemas apresentados pelos clientes.

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Quando essas obrigações não são respeitadas, o consumidor pode registrar reclamação junto aos órgãos de proteção e defesa do consumidor, que analisam cada caso e podem instaurar processos administrativos para apurar possíveis infrações.

Com as 37 decisões administrativas proferidas em julho, o Decon reforça a fiscalização sobre o setor de telecomunicações no Ceará e mantém o acompanhamento das reclamações apresentadas pelos consumidores, buscando reduzir a ocorrência de práticas abusivas e fortalecer o cumprimento da legislação consumerista.

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