Alex Leandro Bispo dos Santos, acusado pela morte da cearense Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, foi colocado em liberdade por decisão da Justiça de São Paulo expedida na quinta-feira (6). Ele era mantido preso desde dezembro de 2025 e passou a responder ao processo em liberdade, mas terá que cumprir uma série de medidas determinadas pelo juiz.
O caso envolve a morte de Katiane, que caiu do 10º andar do prédio onde morava com Alex, na Vila de Andrade, Zona Sul de São Paulo. O Ministério Público sustenta que a morte foi provocada por homicídio, enquanto a defesa do empresário afirma que a jovem teria se jogado da sacada.
A soltura não encerra o processo. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público se manifestou contra a liberdade do acusado e apresentou recurso, que ainda será analisado.
A decisão também não representa uma conclusão sobre a responsabilidade de Alex pela morte. Ele continua sendo réu no processo e aguarda o julgamento.
Quais são as restrições impostas a Alex
Apesar de ter deixado a prisão, Alex deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Conforme a decisão do TJSP, ele não poderá permanecer fora da comarca onde residirá por período superior a oito dias. Também deverá comunicar ao magistrado qualquer mudança de endereço.
Outra determinação impede que o acusado se aproxime das testemunhas do processo. A distância mínima estabelecida é de 500 metros. Alex também está proibido de estabelecer ou tentar estabelecer contato com essas pessoas.
O réu deverá ainda manter atualizados seus números de telefone e WhatsApp. A cada dois meses, terá de comparecer à Justiça para informar e justificar suas atividades.
A decisão foi assinada pelo juiz Antônio Carlos Pontes de Souza, que também aguarda a apresentação de laudos periciais relacionados ao caso. De acordo com o TJSP, os documentos devem ser entregues em até 10 dias.
O que aconteceu com Katiane Gomes
Katiane Gomes morreu após cair do décimo andar de um edifício localizado na Vila de Andrade, em São Paulo. Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público, a morte não teria sido resultado de um suicídio, mas de um homicídio.
A investigação apontou que Alex e Katiane haviam discutido antes de chegarem ao prédio onde moravam. Imagens de câmeras de segurança registraram parte da movimentação do casal no local.
De acordo com o relatório policial citado no processo, Katiane teria tentado deixar o edifício, mas Alex a teria levado novamente para dentro do apartamento. As imagens também registraram o empresário segurando a companheira pelo pescoço.
Na sequência, conforme a investigação, Alex aparece sentado próximo ao elevador com as mãos sobre a cabeça. A polícia apontou que a morte da jovem teria ocorrido nesse intervalo.
Uma testemunha que morava no prédio também relatou ter ouvido uma mulher gritando por socorro e pedindo para que alguém não fizesse determinada ação pouco antes da queda.
A testemunha afirmou ainda ter visto um homem próximo ao corpo de Katiane depois da queda.
Defesa nega que Alex tenha matado Katiane
Alex reconheceu durante depoimento à polícia que havia agredido Katiane, mas negou ter provocado a morte da companheira.
Segundo a versão apresentada por ele, houve uma discussão e ele teria dado "uns tapas" na mulher. O empresário afirmou que, posteriormente, Katiane teria ido até a sacada e se jogado.
A defesa também sustentou que a jovem estava embriagada no momento dos acontecimentos e teria pulado voluntariamente.
Quando o caso avançou para a Justiça, os advogados de Alex afirmaram que ele havia colaborado com a investigação e apresentado sua versão sobre o que ocorreu.
A defesa também informou anteriormente que pretendia utilizar elementos da perícia para contestar a acusação apresentada pelo Ministério Público.
Família de Katiane acompanha processo e cobra Justiça
A família de Katiane continua acompanhando o processo e recebeu com preocupação a decisão que colocou Alex em liberdade. Segundo informações repassadas pelos familiares, a cearense deixou o estado e passou a viver em São Paulo antes de morrer.
O caso ganhou repercussão entre familiares e pessoas próximas à vítima desde a queda que provocou sua morte. A partir da investigação, a hipótese de homicídio passou a ser considerada pelas autoridades, levando à prisão de Alex e, posteriormente, à abertura da ação penal.
Com a decisão mais recente, o processo segue enquanto o acusado responde em liberdade e o Ministério Público tenta reverter a medida.
A Justiça ainda aguarda os laudos periciais que poderão contribuir para o esclarecimento de pontos da investigação. O julgamento do caso ainda não tem data definida.
Situação atual do processo
- Vítima: Katiane Gomes da Silva, 25 anos
- Acusado: Alex Leandro Bispo dos Santos
- Crime investigado: homicídio
- Local: Vila de Andrade, Zona Sul de São Paulo
- Situação: Alex é réu e responderá ao processo em liberdade
- Restrições: não pode se ausentar da comarca por mais de oito dias, mudar de endereço sem comunicar a Justiça ou se aproximar e contatar testemunhas
- Recurso: Ministério Público recorreu contra a soltura
- Próximos passos: análise do recurso e entrega de laudos periciais aguardados pela Justiça




