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CAMPANHA

Flávio Bolsonaro apresenta família durante propaganda eleitoral e aposta em eleitorado feminino

Candidato do PL à Presidência apresentou esposa e filhas nas primeiras peças e criticou cenário de violência, endividamento e custo de vida

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Flávio Bolsonaro apresenta família durante propaganda eleitoral e aposta em eleitorado feminino
A campanha apresenta o senador como representante da “família de verdade” e usa a imagem da esposa e das filhas. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, iniciou sua participação na propaganda eleitoral no rádio e na televisão com foco no eleitorado feminino, na família e em temas como segurança pública e custo de vida. As primeiras peças exibidas entre sexta-feira (28) e sábado (29) apresentaram a esposa do candidato, Fernanda, e as filhas do casal, Luiza e Carol.

A estratégia adotada pela campanha também busca apresentar Flávio como uma opção mais moderada dentro da família Bolsonaro, sem afastá-lo da imagem e da trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma das peças, Fernanda define o marido como o “Bolsonaro moderado”.

Leia também: Lula supera Flávio Bolsonaro em popularidade digital após o 1º turno, aponta Quaest

Flávio também destaca a influência das mulheres da família em sua formação. Em uma das gravações, ele afirma que a mãe, a esposa e as filhas tiveram participação na construção de sua personalidade e diz que elas são responsáveis pelas decisões dentro de casa.

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“Todo mundo conhece o meu pai, não é? Mas minhas filhas, minha esposa, minha mãe também me fizeram ser assim, do jeito que eu sou. Então, gente, lá em casa quem manda são elas. Ainda bem que é assim.”

Em outra fala, o candidato relaciona a participação das mulheres à sua proposta para o país e afirma que elas precisam ter cada vez mais força.

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A campanha apresenta o senador como representante da “família de verdade” e utiliza a participação da esposa e das filhas como parte da comunicação direcionada ao eleitorado feminino.

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Flávio critica violência e situação econômica

Além do discurso voltado às mulheres, as primeiras inserções de Flávio têm como temas centrais a criminalidade e as dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias.

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O candidato afirma que o Brasil vive um cenário marcado pela atuação de facções criminosas, pelo medo da violência e pelo endividamento. Também cita o aumento do custo de produtos e usa o parcelamento de alimentos como exemplo da perda de poder de compra: “vou falar do Brasil, que vive dominado pelas facções criminosas. As pessoas nunca tiveram tanto medo, as empresas estão quebrando e as famílias, devendo. A caixa de chocolate, que vinha 20, agora vem 16. Até a pizza está tendo que parcelar.”

Em outra gravação, Flávio diz que pretende disputar a Presidência com a promessa de enfrentar a criminalidade e o endividamento das famílias.

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“Assim como eu, você também não está satisfeito? Um Brasil da violência, das facções livres nas ruas e o povo preso dentro de casa e todo mundo endividado. Eu quero ser o presidente para a gente vencer tudo isso juntos.”

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O senador também afirma que pretende apresentar medidas para enfrentar o que considera os principais problemas do país e resume a proposta em duas frentes: segurança e melhoria das condições econômicas. “A gente pode mudar essa história. Eu vou mostrar como a gente vai fazer isso. Vencer o crime e vencer esse sufoco que ninguém aguenta mais.”

Críticas ao governo Lula

Na propaganda exibida no sábado (29), Flávio passou a fazer críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa presidencial.

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O candidato apresenta duas versões do país. De um lado, coloca o que chama de “Brasil do Lula”, associado à avaliação positiva que o presidente faz da situação nacional. Do outro, apresenta o que define como “Brasil real”, caracterizado pela violência, pela atuação de facções, por dificuldades econômicas e pelo fechamento de empresas.

A estratégia inicial, entretanto, foi marcada principalmente pela apresentação do candidato e pelo contato com o eleitorado feminino. As peças anteriores haviam evitado uma ofensiva direta contra Lula.

Trajetória política e proposta sobre presos

Flávio também utiliza o horário eleitoral para apresentar sua trajetória política. A campanha destaca que ele assumiu o primeiro mandato como deputado estadual aos 21 anos.

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Outro ponto mencionado é a autoria de um projeto relacionado às chamadas “saidinhas” de presos em datas comemorativas. A proposta é apresentada como parte da atuação do candidato na área de segurança pública.

O combate à criminalidade aparece como um dos principais eixos do discurso eleitoral do senador, ao lado da crítica à situação financeira das famílias.

Quem tem direito à propaganda presidencial

A propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na televisão começou na sexta-feira (28), inicialmente com os espaços destinados às candidaturas a governador, senador e deputado estadual.

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Os candidatos à Presidência passaram a ter direito às inserções durante a programação a partir de sexta-feira, enquanto os programas de maior duração começaram neste sábado (29).

Neste primeiro turno, quatro candidatos à Presidência têm direito ao espaço eleitoral: Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Os demais candidatos estão vinculados a partidos que não atingiram as exigências mínimas previstas para participação na divisão do tempo.

A campanha de Flávio, portanto, inicia a disputa na televisão e no rádio combinando a apresentação de sua família com mensagens direcionadas às mulheres e discursos sobre segurança pública, custo de vida e endividamento. Ao mesmo tempo, o candidato mantém a associação política com Jair Bolsonaro e procura construir uma imagem própria para a disputa presidencial.

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Lula terá maior tempo de propaganda no primeiro turno

A distribuição do espaço eleitoral coloca Lula com a maior quantidade de inserções entre os candidatos à Presidência no primeiro turno. Ao longo dos 35 dias de propaganda, a campanha petista terá direito a 433 inserções.

Flávio Bolsonaro terá 339 inserções. Ronaldo Caiado contará com 159, enquanto Augusto Cury terá 47.

O horário eleitoral com programas de maior duração começa neste sábado (29), no rádio e na televisão. No primeiro bloco, Lula também terá o maior tempo, com 5 minutos e 31 segundos.

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Flávio Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos. Caiado contará com 2 minutos e 2 segundos, enquanto Cury terá 35 segundos.

A propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na televisão começou na sexta-feira (28), inicialmente com os blocos destinados às candidaturas aos governos estaduais, ao Senado e às assembleias legislativas.


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