O PL lidera o cenário das pesquisas para o Senado em 2026 e aparece atualmente como o partido com maior número de candidatos entre os dois primeiros colocados nos agregados estaduais. Das 54 posições consideradas — duas em cada estado e no Distrito Federal —, 12 são ocupadas por nomes da legenda. MDB aparece com oito e PT, com sete.
A vantagem, entretanto, não significa que o partido caminhe para controlar o Senado. Uma projeção estatística que considera as probabilidades das disputas estaduais estima 11 das 54 vagas em jogo para o PL. Somadas às cadeiras que não serão renovadas neste ano, a legenda poderia chegar a 21 dos 81 senadores a partir de 2027, formando a maior bancada individual, mas ainda distante das 41 cadeiras necessárias para a maioria absoluta.
O cenário revela duas características da disputa: o crescimento do PL entre os candidatos competitivos e, ao mesmo tempo, uma forte pulverização partidária. Mesmo que a configuração projetada se confirme, diferentes legendas continuarão dependendo de alianças para formar maiorias no Senado.
Como está a distribuição das vagas para o Senado por partido?
A fotografia atual considera os dois candidatos mais bem posicionados nos agregados de pesquisas de cada uma das 27 unidades da Federação. Como dois senadores serão eleitos em cada estado e no Distrito Federal, são analisadas 54 posições.
A distribuição atual é:
PL: 12
MDB: 8
PT: 7
União Brasil: 5
PP: 4
PSB: 4
PSD: 4
Podemos: 2
PDT: 2
Republicanos: 2
Novo: 2
Rede: 1
PSOL: 1
Total: 54
A relação não deve ser interpretada como uma previsão definitiva das cadeiras que cada partido conquistará. Ela representa uma fotografia das posições ocupadas atualmente nos agregados estaduais. Disputas apertadas, novos levantamentos e movimentações na intenção de voto podem modificar a configuração até a eleição.
PL cresce e MDB perde posições
A comparação com uma fotografia das pesquisas disponível no início de agosto mostra uma mudança na liderança partidária. Naquele momento, o MDB aparecia com 11 candidatos entre as 54 primeiras posições, enquanto o PL tinha 10. O PT somava sete, PP tinha seis, PSB e União Brasil apareciam com quatro cada, e Republicanos, com três.
Na fotografia mais atual, o PL passou de 10 para 12 posições, enquanto o MDB caiu de 11 para oito. O PT permaneceu com sete. O PP recuou de seis para quatro, e o União Brasil avançou de quatro para cinco.
A comparação funciona como um indicador da movimentação do cenário entre os dois momentos analisados. A entrada de novas pesquisas nos agregados e mudanças nas intenções de voto podem alterar a ordem dos candidatos e, consequentemente, a distribuição partidária.
Quem lidera as pesquisas para senador nos estados?
A fotografia dos dois nomes mais bem posicionados atualmente nos agregados de pesquisas de cada unidade da Federação é a seguinte:
Acre: Gladson Camelí (PP) e Márcio Bittar (PL)
Alagoas: Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB)
Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Wilson Lima (União Brasil)
Amapá: Randolfe Rodrigues (PT) e Rayssa Furlan (Podemos)
Bahia: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
Ceará: Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (MDB)
Goiás: Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União Brasil)
Maranhão: Roseana Sarney (MDB) e Weverton Rocha (PDT)
Minas Gerais: Marília Campos (PT) e Domingos Sávio (PL)
Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Mato Grosso: Mauro Mendes (União Brasil) e Janaina Riva (MDB)
Pará: Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil)
Paraíba: João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos)
Pernambuco: Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT)
Piauí: Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
Paraná: Alexandre Curi (Republicanos) e Deltan Dallagnol (Novo)
Rio de Janeiro: Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD)
Rio Grande do Norte: Zenaide Maia (PSD) e Styvenson Valentim (Podemos)
Rondônia: Fernando Máximo (PL) e Sílvia Cristina (PP)
Roraima: Helena da Asatur (PSD) e Nicoletti (PL)
Rio Grande do Sul: Marcel van Hattem (Novo) e Manuela d'Ávila (PSOL)
Santa Catarina: Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL)
Sergipe: André Moura (União Brasil) e Rogério Carvalho (PT)
São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e Simone Tebet (PSB)
Tocantins: Alexandre Guimarães (MDB) e Eduardo Gomes (PL)
A distribuição mostra que a liderança nacional do PL não está concentrada em apenas uma região. A legenda aparece entre as duas primeiras posições em diferentes estados e consegue, em alguns deles, colocar dois candidatos simultaneamente no grupo considerado.
Onde o PL está mais forte na disputa pelo Senado?
O PL ocupa as duas primeiras posições simultaneamente em três unidades da Federação. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis aparecem na frente no agregado considerado. Em Mato Grosso do Sul, a dobradinha é formada por Reinaldo Azambuja e Capitão Contar. Santa Catarina apresenta Carlos Bolsonaro e Carol de Toni nas duas primeiras posições.
O partido também aparece entre os dois primeiros no Acre, com Márcio Bittar; em Goiás, com Gustavo Gayer; em Minas Gerais, com Domingos Sávio; em Rondônia, com Fernando Máximo; em Roraima, com Nicoletti; e no Tocantins, com Eduardo Gomes.
A presença em diferentes regiões e as três dobradinhas ajudam a explicar as 12 posições atualmente ocupadas pela legenda na fotografia nacional.
Como estão PT e MDB na disputa pelo Senado?
O PT ocupa sete das 54 posições consideradas, mesma quantidade observada na fotografia do início de agosto. O principal destaque está na Bahia, onde Rui Costa e Jaques Wagner aparecem nas duas primeiras posições. A legenda também está entre os dois primeiros no Amapá, com Randolfe Rodrigues; em Minas Gerais, com Marília Campos; em Pernambuco, com Humberto Costa; no Rio de Janeiro, com Benedita da Silva; e em Sergipe, com Rogério Carvalho.
O MDB, por outro lado, passou de 11 para oito posições, mas mantém uma presença territorial ampla. A legenda aparece entre os dois primeiros em Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí e Tocantins, com um candidato em cada uma dessas unidades.
A configuração é diferente daquela observada no PL e no PT, que possuem estados com dois nomes simultaneamente nas primeiras posições. Mesmo com a redução em relação ao início de agosto, o MDB permanece como a segunda legenda com maior número de candidatos entre os 54 considerados.
Disputa pelo Senado continua aberta em vários estados
Estar entre os dois primeiros colocados no agregado não significa ter uma cadeira assegurada. Em diversos estados, segundo, terceiro e até quarto colocados permanecem próximos, e pesquisas diferentes podem apresentar variações na ordem dos candidatos.
No Ceará, por exemplo, Cid Gomes aparece em situação mais confortável, enquanto Luizianne Lins e Capitão Wagnerdisputam espaço pela outra vaga. São Paulo apresenta um cenário aberto, com Guilherme Derrite, Simone Tebet, André do Prado e Marina Silva competitivos em diferentes levantamentos.
No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem, Manuela d'Ávila, Sanderson e Paulo Pimenta estão entre os nomes que disputam as duas cadeiras. As variações encontradas nas pesquisas ajudam a explicar por que uma projeção estatística produz resultados diferentes da simples soma dos dois primeiros colocados.
Qual é a projeção de vagas para o Senado em 2026?
Uma segunda maneira de analisar a disputa é calcular as probabilidades de vitória em vez de simplesmente considerar como eleitos os dois candidatos que aparecem atualmente na frente em cada unidade da Federação.
O modelo utilizado no levantamento simula milhares de resultados e considera a possibilidade de cada candidato ultrapassar os adversários nas corridas estaduais. A estimativa central para as 54 cadeiras em disputa em 2026 é:
PL: 11
União Brasil/PP: 8
MDB: 7
PT-PCdoB-PV: 7
PSD: 5
PSB: 4
Republicanos: 3
Podemos: 2
PDT: 2
Novo: 2
PSOL/Rede: 2
PSDB/Cidadania: 1
O resultado é diferente da fotografia das primeiras posições justamente porque incorpora as probabilidades das corridas mais apertadas. Um candidato que hoje aparece em terceiro, por exemplo, pode ter uma possibilidade relevante de terminar entre os dois primeiros e essa chance entra no cálculo estatístico.
Nesse modelo, o PL continua como a legenda individual com maior expectativa de conquista de cadeiras, mas a distribuição das 54 vagas permanece espalhada por diferentes partidos e federações.
Como pode ficar o Senado a partir de 2027?
A projeção da composição completa do Senado exige considerar também os 27 senadores eleitos em 2022, que não terão as cadeiras renovadas em 2026. Os mandatos no Senado duram oito anos, e apenas dois terços das 81 vagas estarão em disputa neste ano.
Ao combinar os parlamentares que permanecerão na Casa com a projeção estatística das 54 vagas em disputa, o PL poderia chegar a 21 cadeiras a partir de 2027, formando a maior bancada individual.
Entre os principais partidos e grupos partidários, a projeção ficaria:
PL: 21 cadeiras
União Brasil/PP: 13 cadeiras
PT-PCdoB-PV: 11 cadeiras
MDB: 8 cadeiras
PSD: 7 cadeiras
Republicanos: 7 cadeiras
PSB: 5 cadeiras
As demais cadeiras ficariam distribuídas entre outras legendas e federações representadas no Senado.
Mesmo com a maior bancada individual, o PL permaneceria distante da maioria absoluta. São necessárias 41 das 81 cadeiras para alcançar esse patamar, mais do que o dobro das 21 projetadas para a legenda.
A fotografia aponta, portanto, para a continuidade de um Senado fragmentado. Caso o cenário se confirme nas urnas, a construção de maiorias continuará dependendo de alianças entre diferentes bancadas, inclusive para votações que exigem quóruns mais elevados.
Quantas vagas para senador estão em disputa em 2026?
As eleições de 2026 renovarão dois terços do Senado Federal. Serão escolhidos 54 senadores, dois por estado e dois pelo Distrito Federal.
Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o Senado. Os dois mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos para mandatos de oito anos.
Os outros 27 senadores, escolhidos nas eleições de 2022, permanecerão no exercício dos mandatos. Essas cadeiras somente voltarão a ser disputadas em 2030.
Por esse motivo, a distribuição partidária das 54 vagas de 2026 não corresponde automaticamente à composição do Senado a partir de 2027. O desenho final da Casa será resultado da soma dos 54 eleitos neste ano com os 27 senadores que permanecerão no mandato.



