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TRABALHO

Flávio Bolsonaro critica proposta de fim da escala 6x1 tramitando no Congresso e propõe alternativa

Candidato à Presidência defende que trabalhadores possam escolher a própria jornada, em posição definida junto com os patrões, e recebam de acordo com as horas trabalhadas

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Flávio Bolsonaro critica proposta de fim da escala 6x1 tramitando no Congresso e propõe alternativa
O candidato à Presidência pelo PL concedeu entrevista exclusiva à Record na noite deste domingo (30), no programa Domingo Espetacular. Foto: Reprodução / Record

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, não informou como pretende votar no Senado caso a proposta que prevê o fim da escala 6x1 seja analisada em setembro. Em entrevista neste domingo (30), ele apresentou como alternativa a proposta de um modelo em que o trabalhador definiria com o patrão a própria jornada, com remuneração proporcional às horas trabalhadas.

A declaração foi dada em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, e também em entrevista coletiva após um encontro com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, em São Paulo.

Leia também: Lula supera Flávio Bolsonaro em popularidade digital após o 1º turno, aponta Quaest

Ao ser questionado sobre a possibilidade de votação da proposta no Senado, Flávio não afirmou se será favorável ou contrário ao texto em discussão. Em vez disso, defendeu uma mudança no modelo de contratação e organização da jornada.

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“Eu defendo a liberdade do trabalhador. O trabalhador vai trabalhar quantas horas ele quiser. Ele vai ter a flexibilidade, a liberdade de decidir e vai ser remunerado pela quantidade de horas que ele quer trabalhar”, afirmou.

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Flávio Bolsonaro evita antecipar voto sobre o fim da escala 6x1

A proposta em discussão no Congresso prevê a redução da jornada semanal de trabalho e o encerramento da escala em que o empregado trabalha seis dias e folga um. A posição apresentada por Flávio é diferente do texto atualmente em tramitação.

Segundo o candidato, os direitos trabalhistas previstos na Constituição seriam mantidos. A remuneração, porém, seria vinculada à quantidade de horas trabalhadas.

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“O que a gente está defendendo? É a liberdade. Você vai ter todos os seus direitos trabalhistas garantidos como estão na Constituição Federal. Mas vai trabalhar quantas horas você quiser, você vai montar a sua escala de trabalho”, disse.

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Em outra declaração, Flávio resumiu a proposta como uma possibilidade de escolha da carga horária: “nós vamos fazer muito melhor para os trabalhadores brasileiros. Vamos trabalhar pela liberdade para que o trabalhador brasileiro possa escolher a própria carga horária de trabalho.”

O que prevê a PEC do fim da escala 6x1

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados estabelece a redução da jornada máxima constitucional de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários. A proposta também prevê dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

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A Câmara aprovou a PEC em dois turnos no dia 27 de maio. Na primeira votação, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, o placar foi de 461 votos a favor e 19 contra.

A proposta estabelece ainda um período de transição de 14 meses. Sessenta dias depois da promulgação, a jornada semanal passaria para 42 horas e a escala 6x1 deixaria de existir. Depois de mais 12 meses, entraria em vigor o limite de 40 horas semanais.

O fim da escala 6x1 sem redução salarial é uma das principais bandeiras da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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PEC avança no Senado

Depois de ficar sem avanço no Senado, a proposta voltou a tramitar em agosto, em um momento de reaproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O avanço da pauta ocorreu após uma reunião, na quarta-feira (26), entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A expectativa é de que a proposta seja analisada pelo Senado nesta semana.

Na quinta-feira (27), o relator da PEC, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável ao texto aprovado pela Câmara. O relatório manteve a proposta sem alterações e rejeitou as 12 emendas apresentadas até aquele momento, incluindo sugestões que buscavam preservar a jornada de 44 horas semanais.

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Posteriormente, novas emendas foram protocoladas. Entre elas está a proposta defendida pela oposição para manter as 44 horas na Constituição e permitir eventual redução mediante negociação coletiva ou contrato por hora.

A manutenção do texto aprovado pela Câmara também evita que a PEC precise retornar à primeira Casa legislativa para uma nova votação. Uma alteração feita pelo Senado obrigaria a proposta a voltar para análise dos deputados.

Discussão sobre emprego entra no debate eleitoral

A escala 6x1 tornou-se um dos temas relacionados ao mercado de trabalho presentes no debate eleitoral de 2026. De um lado, está a proposta aprovada pela Câmara, que prevê redução da jornada sem diminuição salarial e dois dias de descanso semanal.

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Flávio Bolsonaro apresentou uma alternativa baseada na liberdade de escolha da jornada e no pagamento proporcional às horas trabalhadas. Apesar de criticar o modelo em discussão e defender outra solução, o candidato não informou de forma direta como votaria na PEC caso a matéria chegasse à apreciação do Senado em setembro.


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