O professor cearense Solonildo Almeida da Silva, de Fortaleza, foi reconhecido pelo RankBrasil por reunir 17 diplomas de licenciatura, marca registrada na categoria “Maior Número de Diplomas de Licenciatura do Brasil”. Aos 50 anos, o docente do Instituto Federal do Ceará (IFCE) mantém uma trajetória acadêmica construída ao longo de mais de três décadas e que inclui formações em diferentes áreas do conhecimento.
A quantidade de licenciaturas é apenas uma parte da trajetória. Solonildo também possui pós-doutorado em Geografia e acumula mais de 13 especializações, que não entram na contagem dos diplomas de licenciatura que garantiram o reconhecimento nacional.
A história começou quando ele tinha 18 anos e ingressou no curso de Geografia da Universidade Estadual do Ceará (Uece). A graduação foi concluída aos 23 anos, mas a formação inicial despertou no professor a percepção de que ainda precisava ampliar seus conhecimentos.
“Eu comecei inicialmente fazendo licenciatura em Geografia, concluí o curso com a ideia de ser professor. Senti alguma ausência de conhecimento, fui para o curso de Pedagogia, também licenciatura, e continuei”, conta Solonildo Almeida.
A partir daí, a busca por novas formações passou a fazer parte da trajetória profissional e acadêmica do cearense.
Professor amplia formação para acompanhar diferentes áreas
A escolha por novas licenciaturas também está relacionada à própria atuação de Solonildo como professor. Ao longo da carreira, ele passou a trabalhar com diferentes áreas e disciplinas, o que aumentou a necessidade, segundo ele, de ampliar o repertório para acompanhar os estudantes.
Atualmente, o professor ministra aulas em cursos de Licenciatura em Física, Matemática, Música, Artes Visuais e Teatro. Sua atuação também envolve disciplinas relacionadas à formação educacional e ao comportamento humano, como Psicologia da Aprendizagem, Psicologia do Desenvolvimento, História da Educação, Sociologia da Educação e Filosofia da Educação.
Solonildo explica que a diversidade de áreas presentes em sua rotina acadêmica foi um dos motivos que o levaram a continuar estudando.
“Eu dou aula no curso de Licenciatura em Física, Matemática, Música, Artes Visuais e Teatro”, relata.
Para ele, a formação contínua funciona como uma maneira de aumentar a capacidade de diálogo com os estudantes. “A diversidade de cursos em que eu atuo, com Psicologia da Aprendizagem, Psicologia do Desenvolvimento, História da Educação, Sociologia da Educação e Filosofia da Educação, fez eu buscar mais conhecimento para aumentar o meu repertório para conversar com meus estudantes”, explica o professor.
A busca por conhecimento, portanto, não aparece apenas como uma coleção de diplomas. Ela está relacionada à própria forma como o docente enxerga sua profissão e a necessidade de continuar aprendendo para acompanhar diferentes áreas dentro da educação.
Aos 50 anos, cearense mantém rotina de estudos
A trajetória acadêmica de Solonildo começou há mais de 30 anos e continuou mesmo depois da consolidação da carreira profissional. O professor chegou ao último nível da carreira docente como professor titular, mas afirma que isso não significou o encerramento da sua formação.
“Eu atingi o momento final da carreira do professor titular, que é o último degrau de habilitação na nossa atuação”, afirma.
Mesmo tendo alcançado essa etapa, ele continuou frequentando instituições de ensino e acumulando novas experiências acadêmicas.
Ao longo da trajetória, Solonildo foi estudante da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do próprio IFCE, instituição onde trabalha atualmente.
“Fui estudante da UFC, fui estudante da UFSC, fui estudante do próprio IFCE, instituição na qual eu trabalho no momento”, conta.
A relação com os estudos, segundo ele, permanece mesmo depois de décadas de atuação como professor. A ideia é aproveitar a própria experiência profissional para continuar buscando conhecimento.
“Eu vou utilizando o meu tempo de professor para continuar a minha condição de eterno aprendiz”, afirma Solonildo.
Busca pelo conhecimento tem relação com a história da família
A dedicação aos estudos também ganhou um significado particular na trajetória do professor. Filho de pais que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos, Solonildo considera sua formação acadêmica parte de uma história que ultrapassa a própria carreira.
A quantidade de diplomas, nesse contexto, representa também uma forma de valorizar uma oportunidade de acesso à educação que não esteve disponível para seus pais.
Mesmo depois de conquistar 17 licenciaturas, além das especializações e do pós-doutorado, o professor não considera encerrada a sua busca por conhecimento.
A ideia de ser um “eterno aprendiz” resume a maneira como ele encara a própria trajetória. Em vez de tratar a formação acadêmica como uma etapa que termina com a obtenção de um diploma, Solonildo mantém os estudos como parte permanente da vida profissional.
17 licenciaturas reúnem diferentes áreas
O reconhecimento concedido pelo RankBrasil chama atenção não apenas pelo número de diplomas, mas pela diversidade das áreas que compõem a formação do professor.
As licenciaturas fazem parte de uma trajetória construída ao longo de décadas, enquanto as mais de 13 especializações e o pós-doutorado ampliaram ainda mais o percurso acadêmico.
A formação também acompanha uma característica marcante da atuação profissional de Solonildo: o contato com diferentes campos do conhecimento dentro do ambiente educacional.
O resultado é uma carreira que começou com a Geografia, ainda na juventude, e foi incorporando novas áreas à medida que o professor identificava a necessidade de ampliar seus conhecimentos.
A primeira licenciatura, concluída aos 23 anos, foi apenas o início de um caminho que continuou por décadas.
Hoje, aos 50 anos, Solonildo mantém a disposição para estudar e aprender, mesmo depois de atingir o nível máximo da carreira docente. O reconhecimento nacional pelos 17 diplomas de licenciatura se soma, assim, a uma trajetória marcada pela formação continuada e pela diversidade de conhecimentos aplicados à educação.
Para o professor, a própria experiência mostra que a formação não precisa ser encarada como um ponto de chegada. A cada nova área estudada, ele amplia o repertório que leva para a sala de aula e mantém viva a condição que define sua trajetória: a de um eterno aprendiz.




