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LEVANTAMENTO

Quaest: maioria prefere novo mandato de Lula à volta dos Bolsonaro ao poder

32% apontam uma nova vitória de Lula e do PT, enquanto 24% preferem a volta do grupo político ligado aos Bolsonaro

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Quaest: maioria prefere novo mandato de Lula à volta dos Bolsonaro ao poder
preferência pela continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - (Foto: Ricardo Stuckert)


A Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra que a preferência pela continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto supera o desejo de retorno da família Bolsonaro ao poder. No cenário em que os entrevistados são questionados sobre qual seria o resultado ideal para a eleição presidencial de 2026, 32% apontam uma nova vitória de Lula e do PT, enquanto 24% preferem a volta do grupo político ligado aos Bolsonaro.

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O levantamento, porém, apresenta um terceiro elemento relevante para a disputa: a parcela do eleitorado que deseja uma alternativa à polarização entre os dois principais campos políticos.

Somados, os grupos que defendem a vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização (20%) e de um candidato moderado também fora da polarização (17%) representam 37% dos entrevistados. O percentual supera individualmente tanto a preferência pela continuidade de Lula quanto o desejo de retorno da família Bolsonaro.

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O resultado sugere que, embora Lula e o bolsonarismo continuem ocupando posições centrais no imaginário eleitoral brasileiro, existe uma fatia expressiva do eleitorado que demonstra interesse por uma opção diferente do confronto tradicional entre os dois grupos.

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A pesquisa também apresenta uma mudança importante quando são analisados apenas os eleitores independentes.

Pesquisa Quaest revela força de candidatos fora da polarização

Entre os eleitores que não se identificam automaticamente com os principais grupos políticos, a preferência por alternativas à polarização aparece com ainda mais intensidade.

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Nesse segmento, 32% afirmam considerar ideal a vitória de um candidato de fora da política e também distante da polarização. Outros 27% preferem um candidato moderado.

Juntas, essas duas alternativas chegam a 59% entre os eleitores independentes.

Lula aparece com 19% nesse grupo, enquanto a preferência pelo retorno da família Bolsonaro ao poder fica em 10%. Outros 12% não souberam ou não responderam.

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Os números ajudam a dimensionar um desafio para os dois principais campos políticos. Entre os eleitores que não estão alinhados de forma automática com Lula ou com o bolsonarismo, a maioria manifesta preferência por uma alternativa.

Esse grupo pode ganhar importância na disputa presidencial à medida que a campanha avançar, especialmente porque uma parcela do eleitorado ainda pode definir sua escolha com base nas propostas, no perfil dos candidatos e na rejeição à polarização.

Veja os números da pesquisa Quaest

Resultado ideal para a eleição presidencial — eleitorado geral:

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  1. 32% — Lula e o PT vencerem uma nova eleição;
  2. 24% — a família Bolsonaro voltar a governar o país;
  3. 20% — vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização;
  4. 17% — vitória de um candidato moderado fora da polarização;
  5. 7% — não sabem ou não responderam.

Entre os eleitores independentes:

  1. 32% — vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização;
  2. 27% — vitória de um candidato moderado;
  3. 19% — vitória de Lula e do PT;
  4. 12% — não sabem ou não responderam;
  5. 10% — volta da família Bolsonaro ao poder.

Nordeste concentra maior preferência por Lula

A divisão regional apresentada pela Pesquisa Quaest também evidencia diferenças importantes no comportamento do eleitorado brasileiro.

O Nordeste aparece como a região com maior percentual de entrevistados favoráveis a uma nova vitória de Lula. Segundo o levantamento, 53% dos eleitores nordestinos consideram ideal que Lula e o PT vençam novamente a eleição presidencial.

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O resultado reforça uma característica observada historicamente no comportamento eleitoral da região, que tem apresentado maior apoio ao campo político liderado pelo atual presidente.

Para a campanha de 2026, o dado coloca o Nordeste como uma área estratégica para o projeto de continuidade do governo federal. A região concentra um dos maiores contingentes eleitorais do país e apresenta um perfil de preferência política distinto daquele encontrado em outras partes do território nacional.

A vantagem de Lula no Nordeste contrasta com o cenário encontrado no Sul.

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Sul registra maior preferência pela volta da família Bolsonaro

Na Região Sul, a maior parcela de eleitores favoráveis ao retorno da família Bolsonaro ao governo federal chega a 31%, segundo a pesquisa.

O percentual representa o maior nível de preferência pelo grupo político entre as cinco regiões brasileiras consideradas no levantamento.

A diferença regional ajuda a mostrar que a disputa presidencial de 2026 não ocorre de maneira uniforme em todo o país. As preferências variam de acordo com a região, e os dados da Quaest mantêm evidentes as diferenças existentes entre o eleitorado nordestino e o sulista.

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Esse recorte regional também pode ser importante para a estratégia dos partidos durante a campanha, principalmente na definição de discursos, prioridades e alianças.

O que a pesquisa mostra sobre a polarização

Um dos principais pontos do levantamento é a dimensão do eleitorado que procura uma alternativa à disputa entre Lula e Bolsonaro.

No cenário geral, 37% dos entrevistados escolhem alguma das duas opções apresentadas como alternativas à polarização. O percentual é superior aos 32% que apontam a vitória de Lula e do PT como resultado ideal e também supera os 24% favoráveis ao retorno da família Bolsonaro.

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Isso não significa, necessariamente, que todos esses eleitores votarão em um candidato de centro ou outsider. A pergunta feita pela pesquisa trata do resultado considerado ideal para a eleição, e não apresenta uma simulação tradicional de intenção de voto entre candidatos específicos.

Essa diferença é importante para interpretar os números corretamente.

O levantamento mede o sentimento dos entrevistados sobre qual desfecho desejariam para a eleição presidencial. Portanto, os percentuais não devem ser tratados como uma pesquisa de intenção de voto convencional.

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Ainda assim, o resultado oferece uma fotografia relevante do ambiente eleitoral e mostra que a polarização continua dividindo o eleitorado, ao mesmo tempo em que existe uma demanda significativa por alternativas.

Pesquisa Quaest ouviu mais de 2 mil eleitores

A Pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. Foram entrevistadas presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as unidades da Federação.

O levantamento apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

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A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.

A metodologia e os recortes são importantes para contextualizar os resultados. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, diferenças pequenas entre determinados percentuais devem ser analisadas com cautela.

No caso do cenário geral, entretanto, a distância de oito pontos entre a preferência por Lula e a volta da família Bolsonaro é um dos principais números apresentados pelo levantamento.

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O dado também ajuda a explicar por que o debate eleitoral de 2026 tende a envolver não apenas a disputa entre os dois grupos que protagonizaram a política brasileira nos últimos anos, mas também a tentativa de conquistar eleitores que procuram uma alternativa.

Eleição de 2026 terá disputa além de Lula e Bolsonaro

O recorte divulgado pela Quaest apresenta um cenário no qual Lula permanece como principal referência individual quando o eleitor é questionado sobre o resultado ideal da eleição, mas a soma das alternativas fora da polarização revela uma demanda expressiva por outro caminho.

Entre os independentes, essa característica se torna ainda mais evidente: seis em cada dez entrevistados, aproximadamente, preferem algum perfil de candidato distante da polarização tradicional.

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O desafio para os partidos será transformar essa preferência genérica por uma alternativa em apoio concreto a candidaturas específicas. Para os eleitores, por outro lado, a evolução da campanha deverá permitir avaliar quem efetivamente conseguirá ocupar esse espaço.

A pesquisa também evidencia a permanência da divisão regional do eleitorado. Enquanto o Nordeste apresenta forte preferência pela continuidade de Lula, o Sul concentra a maior parcela favorável ao retorno da família Bolsonaro.

Com a campanha eleitoral se aproximando de uma fase de maior definição, esses movimentos serão acompanhados de perto pelas principais forças políticas. O levantamento da Quaest, por enquanto, mostra três grandes sentimentos convivendo no eleitorado: a preferência pela continuidade de Lula, o desejo de retorno do grupo bolsonarista e uma parcela expressiva que procura uma alternativa aos dois polos.

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Para 2026, essa terceira via de preferência pode ser um dos elementos mais relevantes da disputa, sobretudo entre os eleitores independentes, que demonstram maior disposição para escolher um candidato fora da polarização.

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