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DEPUTADO DO PL

Dark Horse: PF encontra sete armas, incluindo fuzil, em endereço ligado a Mário Frias

Deputado é alvo da Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares; celular também foi apreendido

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Dark Horse: PF encontra sete armas, incluindo fuzil, em endereço ligado a Mário Frias
A PF encontrou um fuzil e outras armas em um endereço ligado ao deputado federal Mário Frias (PL-SP). Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados, Divulgação / PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu sete armas de fogo durante o cumprimento de mandados da Operação Make Up nesta quinta-feira (10), entre elas um fuzil, em um endereço ligado ao deputado federal Mário Frias (PL-SP). As armas estariam registradas em nome do parlamentar, mas foram encontradas em um imóvel que não pertence a ele. A PF deverá apurar se houve posse ilegal de arma de fogo.

O celular de Mário Frias também foi apreendido pelos agentes durante a operação, que investiga suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares e sua possível relação com entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Ao todo, a PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Não foram expedidos mandados de prisão.

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Armas estavam registradas em nome do deputado

As sete armas apreendidas durante a operação estariam em nome de Mário Frias. O local onde os armamentos foram encontrados, porém, não seria o endereço residencial do deputado.

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A diferença entre a titularidade das armas e o endereço da apreensão levou a PF a incluir a posse ilegal de arma de fogo entre os pontos que deverão ser esclarecidos.

Entre os armamentos apreendidos está um fuzil. A corporação também recolheu outros objetos durante o cumprimento das ordens judiciais.

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A apreensão das armas integra a ação policial desta quinta-feira, mas é uma frente distinta da investigação sobre a destinação de emendas parlamentares e o financiamento do filme “Dark Horse”.

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Operação investiga possível desvio de emendas

A Operação Make Up apura a possível atuação conjunta de agentes públicos e particulares em um esquema envolvendo recursos destinados a uma organização da sociedade civil.

A suspeita é de que parte do dinheiro tenha sido encaminhada para empresas subcontratadas de maneira irregular. Os investigadores também verificam se os serviços contratados foram efetivamente realizados e se houve documentação que comprovasse a execução dos trabalhos.

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Levantamentos financeiros realizados durante a investigação identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao grupo investigado. A PF também trabalha com a hipótese de que mecanismos destinados a ocultar valores tenham continuado até julho de 2026.

Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e possíveis irregularidades em licitações.

A investigação ainda está em andamento, e ser alvo de mandado de busca e apreensão não significa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal.

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Mário Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil

A investigação também alcança recursos públicos enviados por meio de emendas parlamentares.

No caso de Mário Frias, há registros de dois repasses de R$ 1 milhão cada para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), somando R$ 2 milhões. Os recursos estavam vinculados a projetos relacionados a letramento digital e incentivo ao esporte.

Uma das frentes analisadas pelos investigadores envolve ainda um projeto de empreendedorismo que recebeu R$ 1 milhão. Segundo as informações relacionadas ao caso, a iniciativa não teria avançado conforme o planejamento previsto.

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A PF busca esclarecer como o dinheiro foi utilizado e se houve irregularidades na contratação ou na execução dos projetos financiados com recursos públicos.

Karina Gama também é alvo da operação

Além de Mário Frias, a produtora Karina Ferreira da Gama é alvo dos mandados cumpridos nesta quinta-feira.

Ela está ligada à produção de “Dark Horse” e comanda a Go Up Entertainment, empresa responsável pelo filme. A produtora também mantém relação com o Instituto Conhecer Brasil e com a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades que estão entre os alvos da Operação Make Up.

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A empresa Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa, não é alvo dos mandados cumpridos nesta quinta-feira.

A investigação passou a analisar a relação entre a produção cinematográfica e recursos públicos depois que informações sobre emendas destinadas a organizações relacionadas à produtora chegaram ao STF.

Em agosto, Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a ter acesso a elementos de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora e entidades relacionadas a Karina Gama. O objetivo foi permitir a análise de materiais que poderiam contribuir para a apuração sobre a utilização de emendas parlamentares.

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Caso Dark Horse tem outra investigação no STF

A apuração sobre as emendas parlamentares é diferente de outra investigação que tramita no Supremo e também envolve o financiamento de “Dark Horse”. Essa segunda frente está sob relatoria do ministro André Mendonça e trata de recursos privados relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Vorcaro teria repassado pelo menos R$ 61 milhões para o financiamento do filme em 2025. Nesse procedimento, os investigadores procuram esclarecer a origem e o destino dos valores, além de verificar como o dinheiro foi utilizado.

Uma das questões analisadas é se todo o montante destinado por Vorcaro foi efetivamente aplicado na produção cinematográfica ou se parte dos recursos teve outra finalidade.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) também aparece na investigação sobre o financiamento do longa. Ele, no entanto, não é alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta-feira.

Mandados são cumpridos em quatro unidades da Federação

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) em quatro unidades da Federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Ao todo, são 49 mandados de busca e apreensão. As medidas têm como alvos pessoas físicas, empresas e entidades relacionadas às suspeitas investigadas pela Polícia Federal e pela CGU.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, responsável pela relatoria do caso no STF. Entre as entidades atingidas pelas medidas estão o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura. Mário Frias e Karina Gama também estão entre os alvos.

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