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PLANO ECONÔMICO

Flávio Bolsonaro pretende se inspirar em reformas do presidente da Argentina, Javier Milei

Coordenadora econômica da campanha afirma que eventual governo pretende adotar medidas de desburocratização, corte de gastos e revisão de normas

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Flávio Bolsonaro pretende se inspirar em reformas de Milei para plano econômico
Flávio Bolsonaro mira reformas de Milei para definir programa econômico. Foto: Reprodução

A equipe econômica de Flávio Bolsonaro pretende se inspirar nas reformas promovidas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, para formular medidas de um eventual governo brasileiro. A afirmação foi feita pela coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, durante um evento do Esfera Brasil, em que ela apresentou a visão da equipe sobre mudanças necessárias na economia e nas contas públicas.

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Segundo Marques, a experiência argentina serve como uma referência principalmente para medidas de redução da burocracia, revisão de regras e controle dos gastos públicos. A proposta, porém, não é simplesmente reproduzir no Brasil as decisões tomadas por Milei. A campanha trabalha com um conjunto próprio de diretrizes, reunidas no documento “Para o Brasil Vencer o Atraso – Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030”.

Entre as ideias apresentadas pela equipe está um “revogaço” de normas consideradas obsoletas, além da redução de despesas, diminuição da estrutura administrativa e mudanças no ambiente regulatório. Esses pontos aparecem no plano de governo e ajudam a explicar quais áreas poderiam concentrar as medidas mencionadas por Marques.

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O que Daniella Marques disse sobre as reformas de Milei

A referência ao governo argentino ocorre dentro de uma discussão mais ampla sobre o tamanho do Estado e a necessidade de controlar as despesas públicas. A equipe econômica de Flávio Bolsonaro avalia que algumas das medidas adotadas por Milei podem servir de inspiração para reduzir entraves à atividade econômica brasileira.

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Um dos pontos destacados pela coordenadora é a necessidade de revisar normas e diminuir a burocracia. Essa ideia está diretamente relacionada ao chamado “revogaço regulatório” previsto no plano de governo, que propõe retirar regras consideradas ultrapassadas e ampliar a Lei da Liberdade Econômica para estados e municípios.

O documento também prevê a digitalização de 100% dos serviços públicos federais. A proposta é que a redução da burocracia facilite a abertura e o funcionamento de empresas e diminua o tempo gasto por cidadãos e empreendedores com procedimentos administrativos.

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É nesse tipo de medida que a experiência argentina aparece como referência para a equipe econômica.

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Plano prevê corte de gastos e redução da estrutura do Estado

Outro ponto associado à fala de Marques é o controle dos gastos públicos. O plano de Flávio Bolsonaro parte de uma crítica ao aumento do endividamento e à expansão das despesas do governo e propõe uma revisão da estrutura administrativa.

Entre as medidas estão a redução do número de ministérios, o corte de despesas correntes consideradas não essenciais e a eliminação de estruturas que desempenhem funções semelhantes.

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O documento também defende uma Reforma Administrativa e a adoção de critérios técnicos para a escolha de ocupantes de cargos na administração pública e em empresas estatais.

A proposta de reformulação do arcabouço fiscal aparece no mesmo contexto. A ideia é estabelecer limites mais claros para o crescimento das despesas públicas, buscando melhorar o equilíbrio das contas e reduzir a pressão sobre a dívida.

Assim, quando a equipe fala em observar as reformas de Milei, um dos focos está justamente em medidas voltadas à redução do tamanho e do custo do Estado.

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Equipe também fala em revisão de regras e impostos

A agenda econômica apresentada pela campanha, no entanto, não se limita ao corte de gastos. O plano também prevê mudanças na tributação e no ambiente de negócios.

A proposta chamada de “Brasil Mais Barato” defende uma revisão da Reforma Tributária e a redução da carga incidente sobre produção e consumo. O documento cita ainda a necessidade de diminuir o IVA projetado, garantir a não cumulatividade e simplificar a legislação.

A equipe também relaciona a redução de custos ao preço de alimentos e à logística. O plano prevê a criação de Corredores Logísticos Inteligentes e investimentos para reduzir o custo de transporte no país.

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Essas medidas ajudam a contextualizar a visão econômica apresentada por Marques: além de reduzir despesas do governo, a campanha pretende atuar sobre custos considerados obstáculos à produção e ao consumo.

Flávio Bolsonaro propõe mudanças para estimular a economia

A inspiração em Milei também está relacionada à busca por um ambiente considerado mais favorável ao investimento privado.

O plano estabelece como meta alcançar crescimento econômico sustentado de 4% ao ano ao longo da próxima década. Para isso, a campanha aponta o investimento privado, a responsabilidade fiscal, a segurança jurídica e a competitividade do agronegócio, da indústria e dos serviços como pilares.

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A infraestrutura aparece como outra frente para estimular a atividade econômica. O documento prevê R$ 900 bilhões em investimentos em quatro anos, destinados a rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

Entre os projetos citados estão o destravamento da Ferrogrão, a ampliação da Transnordestina, a implantação do Trem do Nordeste e investimentos na Hidrovia do Tapajós.

A campanha também defende a ampliação de concessões, parcerias público-privadas e privatizações de empresas estatais consideradas não estratégicas.

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Propostas ainda precisam ser detalhadas

Apesar das diretrizes já apresentadas, a fala de Daniella Marques se refere a uma agenda que ainda precisa ser transformada em medidas concretas. Parte das propostas dependeria de mudanças legislativas e de aprovação pelo Congresso Nacional caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

A própria estrutura do plano mostra que a estratégia econômica pretendida pela campanha é mais ampla do que a referência às reformas argentinas. Ela combina controle de gastos, revisão tributária, desburocratização, reforma administrativa, estímulo ao investimento privado e mudanças regulatórias.

Nesse cenário, o governo de Javier Milei é apresentado pela equipe econômica como uma experiência que pode servir de inspiração para algumas dessas mudanças, especialmente nas áreas de redução da burocracia e revisão da estrutura estatal.

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A diferença é que as medidas defendidas para o Brasil estão reunidas em um programa que também contempla características específicas da economia brasileira, como o sistema tributário, o financiamento por bancos públicos, a infraestrutura nacional, o mercado de trabalho e os programas sociais.

Por isso, a declaração de Marques no evento do Esfera Brasil deve ser entendida como uma sinalização da orientação que a campanha pretende dar à política econômica, enquanto o documento de diretrizes apresenta as principais propostas que podem materializar essa orientação em um eventual governo.


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