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INVESTIGAÇÃO

Namorado de Isabelle Caracristi é preso por violência doméstica, ameaça, instigação ao suicídio e obstrução da Justiça

João Munhoz Neto é preso por grave ameaça, instigação ao suicídio e obstrução da Justiça, conforme informações apuradas pela TV Cidade

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Namorado de Isabelle Caracristi é preso por violência doméstica, ameaça, instigação ao suicídio e obstrução da Justiça
Namorado de Isabelle Caracristi é preso por violência doméstica grave, ameaça e instigação ao suicídio. Foto: Reprodução

João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, foi preso nesta terça-feira (22), em Fortaleza, durante o avanço da investigação sobre a morte da universitária. Conforme informações apuradas pela TV Cidade e repassadas à reportagem, a prisão está relacionada a violência doméstica grave, ameaça, instigação ao suicídio e obstrução da Justiça.

Leia também: Caso Isabelle: defesa explica por que namorado não avisou mãe sobre morte da jovem

João foi localizado em um apartamento na Avenida Santos Dumont, na capital cearense, após ser considerado procurado pela Justiça. Depois da prisão, ele foi conduzido para uma unidade da Polícia Civil no bairro Papicu, onde funciona a Delegacia de Defesa da Mulher. A investigação continua em sigilo e ainda busca esclarecer todos os acontecimentos relacionados à morte de Isabelle.

Motivos apontados para a prisão de João

Segundo informações repassadas à TV Cidade, a prisão envolve quatro frentes: violência doméstica grave, ameaça, instigação ao suicídio e obstrução da Justiça.

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As informações sobre violência doméstica grave e grave ameaça foram confirmadas durante o acompanhamento do caso. Também foi repassada à reportagem a existência de uma apuração relacionada à instigação ao suicídio.

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A quarta frente está relacionada à possível obstrução da Justiça. A investigação apura se João teria adotado comportamentos depois da morte de Isabelle que poderiam ter interferido na preservação de provas ou no andamento da apuração.

Como o processo tramita sob sigilo, nem todos os detalhes da decisão judicial foram divulgados publicamente. Por isso, as informações sobre a fundamentação da prisão são apresentadas conforme o que foi apurado e repassado à reportagem.

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Polícia apura possível obstrução da Justiça

Conforme informações apuradas pela TV Cidade, um dos elementos considerados na investigação é o que João teria feito depois da morte de Isabelle.

A reportagem recebeu a informação de que ele teria retornado ao apartamento no dia seguinte e determinado que o imóvel fosse limpo. Também teria orientado pessoas sobre como agir e impedido o acesso de familiares de Isabelle ao condomínio.

Essas condutas são investigadas como possível obstrução da Justiça, por poderem ter interferido na preservação de elementos importantes para a investigação.

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Outra informação recebida pela reportagem é de que João teria colocado o imóvel à venda. Esse ponto ainda precisa ser formalmente esclarecido pelas autoridades e, portanto, não deve ser apresentado como uma conclusão definitiva sobre a intenção dele.

A apuração busca determinar se essas ações ocorreram, em que circunstâncias e qual foi o impacto delas na investigação.

João prestou depoimento por mais de duas horas

Antes da prisão, João compareceu ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento sobre o caso.

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Segundo informações apuradas pela TV Cidade, ele permaneceu na unidade por mais de duas horas. Depois de prestar esclarecimentos, teria recebido a informação de que seria preso.

Ainda conforme as informações repassadas à reportagem, João deixou o DHPP em um veículo e passou a ser considerado foragido. A partir daí, equipes policiais passaram a realizar diligências para localizá-lo.

A prisão ocorreu nesta terça-feira, quando ele foi encontrado em um apartamento na Avenida Santos Dumont, em Fortaleza.

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Mandado de prisão foi solicitado pela manhã

A prisão de João representa uma mudança no cenário da investigação. Na segunda-feira (21), as advogadas que acompanham a família de Isabelle haviam informado que, até aquele momento, não havia prisão preventiva decretada.

Nesta terça-feira, porém, as informações repassadas à reportagem indicaram que o pedido de prisão havia sido encaminhado à Justiça pela manhã e autorizado posteriormente.

O momento exato em que a ordem foi expedida e os detalhes da decisão são tratados sob sigilo. A reportagem acompanha as informações oficiais sobre o procedimento.

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Após ser localizado, João foi levado para uma unidade da Polícia Civil no Papicu, área atendida pela Delegacia de Defesa da Mulher.

Celular de João foi apreendido

O celular de João também foi apreendido durante as diligências relacionadas ao caso.

Segundo informações repassadas à TV Cidade, dados considerados importantes para a investigação foram extraídos do aparelho. O conteúdo deverá ser confrontado com outros elementos reunidos pela Polícia Civil.

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A análise dos aparelhos eletrônicos é uma das frentes da investigação. A polícia também já realizou buscas relacionadas a pessoas próximas a João.

No domingo (20), a mãe dele foi localizada em Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante a ação, um celular e um tablet dela foram apreendidos para perícia.

Investigação também analisa relatos de violência

A prisão ocorre depois de a investigação passar a reunir informações sobre possíveis situações de violência no relacionamento entre João e Isabelle.

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As advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana, que acompanham juridicamente a família da jovem, afirmaram que depoimentos indicaram a existência de possível violência psicológica. Segundo elas, novas pessoas ainda seriam ouvidas e diferentes informações estavam sendo analisadas pela Polícia Civil.

As representantes da família também relataram que tiveram acesso a áudios enviados por Isabelle. Segundo as advogadas, a jovem dizia “acredita em mim”, afirmava que o namorado tinha “duas histórias” e pedia que a justiça fosse feita.

O conteúdo dos áudios ainda integra o conjunto de informações que precisam ser analisadas na investigação. As mensagens e gravações, isoladamente, não determinam a dinâmica da morte.

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O que aconteceu nas últimas horas de Isabelle

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com João e familiares dele, na Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro.

Segundo a SSPDS, o óbito ocorreu por volta das 20h40. A perícia identificou politraumatismo e lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais realizados até então não identificaram substâncias de interesse toxicológico. A dinâmica da morte ainda não foi oficialmente determinada.

Imagens de segurança obtidas pela TV Cidade ajudam a reconstruir parte da cronologia.

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Isabelle chegou ao condomínio por volta das 17h59. João foi encontrá-la na portaria e os dois seguiram para o apartamento.

Por volta das 18h30, João aparece deixando o apartamento com roupas diferentes. Ele passa pela portaria, conversa com um funcionário e, segundo a sequência das imagens, deixa o condomínio a pé.

Mais tarde, às 21h12, Isabelle aparece acionando o elevador para seguir ao último andar do prédio. A jovem foi encontrada morta posteriormente no pátio.

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A sequência das imagens ainda é confrontada com outros elementos para determinar o que aconteceu entre os registros e o momento da morte.

Mãe só soube da morte no dia seguinte

A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, relatou que manteve contato com a filha durante o domingo.

Segundo o relato da professora, Isabelle passou parte do dia com ela e reclamava de dores no pescoço. Depois, informou que iria a uma missa e a uma procissão com João e familiares dele.

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Durante a noite, Isabelle enviou mensagens para a mãe. Uma delas informava sobre uma comida deixada na air fryer. Posteriormente, segundo Isorlanda, a filha escreveu: “Mãe, eu te amo”.

A mãe contou que costumava receber uma mensagem da filha antes de dormir, mas isso não aconteceu naquela noite.

Na manhã seguinte, diante da falta de respostas, Isorlanda tentou entrar em contato com Isabelle e também procurou João. Sem conseguir notícias, foi até o condomínio acompanhada do irmão.

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Segundo o relato da família, ela foi informada pela síndica sobre a morte da filha e sobre o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML).

Família de Isabelle prestou depoimento

A investigação avançou nos últimos dias com novos depoimentos e diligências.

O irmão de Isabelle, Rafael Magalhães, prestou depoimento à Polícia Civil e também falou à TV Cidade sobre a busca da família por respostas. Ele afirmou que os parentes aguardavam os resultados dos exames e o avanço da investigação.

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As advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana também passaram a acompanhar diretamente as informações recebidas pela família. Segundo elas, diferentes delegacias especializadas foram envolvidas na apuração e cinco delegados participaram da coleta de depoimentos. Novas pessoas ainda poderiam ser ouvidas.

Polícia apreendeu aparelhos da mãe de João

Outro desdobramento ocorreu no domingo (20), quando a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão relacionado à mãe de João.

Ela foi localizada em Cumbuco, em Caucaia, e teve um celular e um tablet apreendidos. Os aparelhos foram encaminhados para perícia como parte da investigação sobre a morte de Isabelle.

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A medida ocorreu enquanto João ainda era procurado pela Polícia Civil. Naquele momento, a prisão preventiva ainda não havia sido confirmada publicamente pelas advogadas da família.

Laudo descartou gravidez de Isabelle

Outro ponto esclarecido durante a investigação foi a informação sobre uma possível gravidez de Isabelle.

As advogadas da família confirmaram na segunda-feira (21) que o laudo pericial descartou a gestação. A informação corrige uma hipótese que havia sido levantada anteriormente por familiares a partir de mensagens encontradas no celular da jovem.

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O resultado é importante para atualizar a cronologia do caso e evitar que uma informação inicialmente levantada pela família continue sendo apresentada como fato.

Investigação ainda busca esclarecer a morte

Apesar da prisão de João, a investigação sobre a morte de Isabelle continua.

A perícia apontou lesões compatíveis com impacto contra o solo, mas ainda é necessário estabelecer a dinâmica completa dos acontecimentos. As câmeras de segurança, os aparelhos eletrônicos, os depoimentos e os demais vestígios continuam sendo analisados pela Polícia Civil.

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A prisão também não encerra a apuração sobre as circunstâncias que antecederam a morte. As autoridades ainda precisam confrontar os elementos reunidos e esclarecer a relação entre as diferentes informações obtidas durante as diligências.

O caso segue sob sigilo judicial, e novos detalhes deverão ser conhecidos à medida que a investigação avance e as autoridades formalizem as informações relacionadas à prisão e ao inquérito.


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