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MUDANÇAS

Bancada feminina da Assembleia Legislativa do Ceará cresce 55% e chega a 14 deputadas

A nova composição representa uma mudança importante no perfil do Legislativo estadual.

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Bancada feminina da Assembleia Legislativa do Ceará cresce 55% e chega a 14 deputadas
Bella Carmelo alcançou a terceira maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual. (Foto: Reprodução)


A bancada feminina na Assembleia do Ceará será a maior da história a partir de 2027. O número de mulheres eleitas para a Casa passou de nove, em 2022, para 14 nas eleições deste domingo (4), um crescimento de 55% em relação ao pleito anterior.

Leia também: Eleição muda composição da Assembleia Legislativa do Ceará; veja como ficaram os partidos

A nova composição representa uma mudança importante no perfil do Legislativo estadual. As mulheres ainda serão minoria entre as 46 cadeiras da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), mas ocuparão um espaço maior na próxima legislatura.

Entre as eleitas está Bella Carmelo (PL), que recebeu 130.802 votos e terminou a disputa como a terceira candidata mais votada para deputado estadual no Ceará. O resultado também estabeleceu a maior votação já obtida por uma mulher em uma eleição para a Assembleia Legislativa do Estado.

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A eleição de 2026, portanto, produziu duas marcas simultâneas: ampliou a quantidade de mulheres no Parlamento estadual e elevou o patamar de votação feminina na disputa por uma cadeira na Alece.

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Bella Carmelo destaca participação feminina na política

A votação de Bella Carmelo chama atenção não apenas pelo resultado individual, mas também pelo simbolismo de uma mulher alcançar a terceira maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual.

Ao comentar o crescimento da presença feminina na política, Bella destacou a importância da participação conjunta de homens e mulheres na tomada de decisões.

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“Muito feliz em ver mais mulheres na política, porque eu acho que a gente precisa desse olhar complementar, sabe? Eu acho que mulher e homem trabalhando juntos se complementam muito.”

A deputada estadual eleita também relacionou essa visão à própria experiência familiar e política, mencionando o marido, Carmelo, que foi eleito deputado federal.

“Eu vejo isso em casa, também na política, com o Carmelo, meu marido, agora eleito deputado federal. A gente trabalhando juntos se complementa infinitamente mais do que quando a gente precisa trabalhar separado.”

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A fala de Bella ocorre em um cenário de expansão da representação feminina no Legislativo cearense. A próxima legislatura terá 14 deputadas estaduais, cinco a mais do que a bancada eleita em 2022.

Quem são as 14 mulheres eleitas para a Alece

A nova bancada feminina será formada por representantes de diferentes partidos e correntes políticas.

Pelo PSB, foram eleitas Fabíola Carneiro, Manu Pimenta, Paloma Nunes, Lia Gomes e Marta Gonçalves.

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O PT terá Jade Romero, Laís Nunes, Lisiane Medeiros e Jo Farias, que conseguiu a reeleição.

O PL contará, além de Bella Carmelo, com Mayra Pinheiro e a reeleita Silvana.

Emília Pessoa foi reeleita pelo PSDB, enquanto Geórgia do Marcelão conquistou o primeiro mandato pelo Solidariedade.

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A diversidade partidária da bancada significa que o aumento da presença feminina não está concentrado em uma única legenda.

As 14 parlamentares chegam à Assembleia com diferentes posições políticas e trajetórias. Essa característica deve influenciar a forma como as pautas relacionadas às mulheres serão discutidas na próxima legislatura.

O crescimento também ocorre em um momento de renovação significativa da própria Assembleia, que terá 26 novos deputados e 20 parlamentares reeleitos.

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Ceará também amplia presença feminina na Câmara dos Deputados

O avanço da representação feminina não ficou restrito à Assembleia Legislativa.

Na Câmara dos Deputados, o Ceará também terá cinco mulheres a partir da próxima legislatura. Foram eleitas Tainah Marinho, pelo PSB; Giordanna Mano, pelo PRD; Fernanda Pessoa, pelo PSD; Érica Amorim, pelo Republicanos; e Luísa Cela, pelo PT.

O resultado amplia a presença feminina entre os representantes cearenses no Congresso Nacional.

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Entre as eleitas está Tainah Marinho, que chega ao primeiro mandato federal e alcançou a maior votação de uma mulher para a Câmara dos Deputados na história do Ceará.

A nova deputada federal destacou a responsabilidade que acompanha a chegada ao Congresso e afirmou que pretende atuar para transformar as demandas da população em ações concretas.

“Tenham certeza que eu vou chegar em Brasília ciente das lutas que eu vou defender e pronta para a gente construir políticas públicas que funcionem na vida real das pessoas.”

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A declaração aponta para um dos principais desafios da nova representação feminina: transformar o crescimento numérico das bancadas em participação efetiva na elaboração de políticas públicas.

Socióloga vê crescimento como avanço contra sub-representação

Para a socióloga Katarina Brazil, o resultado das eleições possui importância que vai além dos números registrados nas urnas.

A análise considera o crescimento da presença feminina nos dois principais espaços legislativos ocupados por representantes do Ceará: a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.

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“Isso é bastante simbólico, é um aumento expressivo que mostra para a gente aí que é importante a gente trazer essa pauta de discussão de mais mulheres na política, trazer as questões em torno disso, para que a gente de fato consiga sair desse quadro nacional de subrepresentatividade.”

A avaliação coloca a eleição de 2026 dentro de uma discussão mais ampla sobre a participação das mulheres na política.

No Ceará, o crescimento é particularmente visível na Assembleia. Em quatro anos, a quantidade de deputadas eleitas aumentou de nove para 14.

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Além disso, a presença de cinco mulheres na bancada cearense da Câmara amplia a representação feminina também no âmbito federal.

Maior número de mulheres eleitas não encerra o desafio

Apesar do crescimento da bancada feminina, o resultado eleitoral não significa que os desafios de representação estejam resolvidos.

As 14 deputadas ocuparão parte das 46 cadeiras da Assembleia. Isso representa menos da metade do Parlamento estadual, ainda que seja a maior bancada feminina já formada na Casa.

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Para Katarina Brazil, o próximo passo é fazer com que o aumento quantitativo seja acompanhado por participação política efetiva.

“O resultado das urnas ampliou a presença das mulheres nos dois principais espaços do legislativo. Agora o principal desafio é transformar essa representação em participação efetiva, em temas importantes não só para o Ceará, mas para todo o Brasil.”

A questão ganha relevância porque a nova bancada reúne mulheres com diferentes posições políticas.

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A composição inclui representantes de partidos de esquerda, centro e direita, o que pode gerar divergências em temas políticos e sociais.

Mesmo assim, a avaliação da socióloga é de que determinadas pautas podem encontrar pontos de convergência entre parlamentares com visões distintas.

“A nova bancada também terá o desafio de atuar diante de diferentes visões políticas. Mesmo com posicionamentos distintos, a expectativa é que algumas pautas relacionadas às mulheres possam ser discutidas e construídas em conjunto.”

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Katarina também chama atenção para a diversidade de posicionamentos dentro do próprio grupo feminino.

“Algumas mulheres têm um pensamento mais da direita, algumas com pautas antifeministas, mas mesmo assim a gente imagina que tenhamos políticas públicas, que elas possam atuar em conjunto em alguns momentos, quando for necessário para que as pautas das mulheres avancem.”

Eleição muda o perfil da representação feminina no Ceará

O resultado de 2026 cria um cenário diferente tanto na Assembleia quanto na Câmara dos Deputados.

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Na Alece, cinco novas cadeiras serão ocupadas por mulheres em comparação com a composição eleita em 2022. A bancada passa de nove para 14 parlamentares.

Na Câmara Federal, cinco mulheres representarão o Ceará na próxima legislatura, ampliando a presença feminina entre os deputados federais eleitos pelo Estado.

O resultado também mostra que a expansão não ocorreu apenas entre candidatas que já possuíam mandato. A nova composição reúne parlamentares reeleitas e nomes que chegam pela primeira vez às respectivas Casas.

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Bella Carmelo, por exemplo, conquistou uma das maiores votações individuais da disputa estadual. Tainah Marinho, por sua vez, chega ao primeiro mandato na Câmara com a maior votação de uma mulher para deputada federal na história do Ceará.

Esses desempenhos individuais se somam ao crescimento coletivo das bancadas.

A partir de 2027, a Assembleia terá uma composição feminina maior e mais diversificada. O desafio será transformar essa presença em atuação parlamentar capaz de influenciar debates, projetos e políticas públicas.

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A eleição, portanto, representa um marco numérico, mas também inaugura uma nova etapa para as mulheres eleitas pelo Ceará.

O aumento de 55% na bancada feminina da Assembleia evidencia uma mudança no resultado das urnas. A partir de agora, a atuação das 14 deputadas será acompanhada não apenas pelo número de cadeiras conquistadas, mas pela capacidade de participação nas decisões do Parlamento.

Na Câmara, as cinco deputadas federais terão desafio semelhante: representar o Ceará no Congresso e, ao mesmo tempo, construir espaço político em uma Casa marcada por diferentes correntes e posições.

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O resultado de 2026 deixa, assim, uma questão central para a próxima legislatura: como transformar a maior presença feminina já registrada nos parlamentos cearenses em participação efetiva e resultados concretos para a população.


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