O senador Camilo Santana (PT-CE) afirmou, nesta quarta-feira (7), que está “de mala e cuia” para ajudar na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita em Brasília, após uma nova reunião com o petista, um dia depois de Camilo participar de uma série de encontros com o presidente para discutir a estratégia do segundo turno.
O senador cearense passou a dividir com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a coordenação-geral da campanha de Lula no segundo turno. Durante o primeiro turno, Camilo já participava da campanha nacional, mas concentrou parte significativa da atuação na disputa eleitoral no Ceará.
Agora, com a eleição presidencial definida entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador do Ceará passa a atuar diretamente na mobilização nacional do segundo turno.
Camilo destaca fim da escala 6x1
Na mesma gravação, Camilo falou ainda sobre a votação para a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, em tramitação no Congresso. O senador lembra que a proposta deve garantir dois dias de descanso aos trabalhadores sem redução de salário.
“Mesmo o Flávio Bolsonaro não querendo, é importante dizer para todos os trabalhadores e trabalhadoras do país que eles vão poder ter dois dias de descanso sem redução de salário, para que possam conviver mais com a família”, afirmou
O tema desponta como um dos principais assuntos da pauta da campanha no segundo turno. Lula, também nesta quarta, publicou vídeo cobrando publicamente que o adversário esclareça sua posição sobre a proposta e como pretende orientar sua bancada no Congresso. Isso ocorre após Flávio Bolsonaro ter publicamente criticado a PEC que quer acabar com a escala 6x1.
Senador cita resultado no Ceará
Durante o vídeo, Camilo também fez referência ao resultado das eleições no Ceará e destacou as vitórias de Lula, Elmano de Freitas, Cid Gomes e Luizianne Lins. “Já tivemos uma grande vitória lá no Ceará. Aliás, lá foi cabelo, barba e bigode: Lula, Elmano, Cid e Luizianne”, afirmou.
Na avaliação do senador, o resultado obtido no Ceará deve ser usado como parte da mobilização para a segunda etapa da eleição presidencial.
“E agora vamos virar essa eleição e o Lula vai ser tetra pelo bem do Brasil. Vamos trabalhar muito e lutar”, completou.
Camilo divide comando da campanha com Edinho
A entrada de Camilo na coordenação-geral faz parte de uma mudança na estrutura da campanha de Lula para o segundo turno. Edinho Silva, que comandou a campanha durante a primeira etapa, permanece na função e passa a dividir as atribuições com o senador cearense.
A alteração ocorreu depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula. Com 99,99% das urnas apuradas, o candidato do PL registrou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.
Nenhum dos dois alcançou mais da metade dos votos válidos, levando a disputa presidencial para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A campanha também ampliou a participação de outras lideranças. Rui Costa, Jaques Wagner e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deverão ter atuação maior na estrutura política e territorial da candidatura.
A estratégia é distribuir as tarefas entre mais dirigentes durante os 18 dias entre o primeiro e o segundo turno. Edinho Silva já havia defendido a ampliação da estrutura para permitir que diferentes lideranças organizassem atividades simultâneas pelo país.
Lula avalia campanha do primeiro turno
A reorganização ocorreu depois de Lula fazer uma avaliação crítica sobre a condução da primeira etapa da eleição. Em reunião com parlamentares aliados em Brasília, o presidente afirmou que sua campanha ficou abaixo do potencial que considerava possível.
Lula também classificou a organização da campanha como a pior entre as disputas presidenciais das quais participou desde 1989. A avaliação ocorreu diante de Edinho Silva, que comandou a estrutura durante o primeiro turno.




