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CEARÁ

Lula diz que Elmano “enterrou a carreira política” de Ciro Gomes em ato em São Paulo

Presidente voltou a mencionar a disputa pelo Governo do Ceará durante mobilização na Avenida Paulista; governador reeleito falou durante o ato em São Paulo

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Lula diz que Elmano “enterrou a carreira política” de Ciro Gomes em ato em São Paulo
A fala ocorreu durante uma mobilização da campanha de Lula na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11). Foto: Reprodução / YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a mencionar a derrota de Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo Governo do Ceará durante um ato de campanha realizado neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao apresentar o governador Elmano de Freitas (PT), reeleito no primeiro turno, Lula afirmou que o resultado eleitoral encerrou a trajetória política do adversário no estado.

“Agora vai falar um cara que foi reeleito governador do Ceará e enterrou a carreira política do Ciro Gomes, derrotando Ciro Gomes”, declarou o presidente ao chamar Elmano para discursar diante dos apoiadores.

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A fala ocorreu durante uma mobilização em defesa da reeleição de Lula, que reuniu aliados políticos, representantes de entidades e apoiadores na capital paulista.

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O presidente também pediu, na ocasião, que sua base de apoio intensifique o diálogo com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e com pessoas que ainda podem ser convencidas a votar nele na segunda etapa da eleição presidencial.

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Resultado no Ceará volta ao centro do discurso

Elmano foi reeleito governador do Ceará no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. O candidato do PT recebeu 2.875.573 votos, equivalentes a 53,19% dos votos válidos. Ciro Gomes, do PSDB, terminou a disputa com 2.498.891 votos, ou 46,22%. A diferença entre os dois foi de 376.682 votos.

A vitória ocorreu em uma disputa na qual Ciro buscava retornar ao comando do Executivo estadual. Após o resultado, o tucano afirmou que não reconhecia a vitória de Elmano e anunciou a intenção de questionar judicialmente o processo eleitoral, alegando que decisões tomadas durante a campanha prejudicaram sua candidatura. As acusações foram apresentadas por Ciro, sem que isso altere o resultado oficial divulgado pela Justiça Eleitoral.

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A declaração deste domingo não foi a primeira provocação de Lula ao adversário derrotado. No sábado (10), durante uma caminhada de campanha em Natal, no Rio Grande do Norte, o presidente já havia afirmado que Elmano deu “uma surra” em Ciro na disputa pelo governo cearense. Na ocasião, Lula agradeceu a presença do governador reeleito no ato político e destacou o resultado das urnas no Ceará.

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Governador pede apoio de famílias nordestinas

Ao discursar na Avenida Paulista, Elmano agradeceu à população de São Paulo pela acolhida histórica aos nordestinos que migraram para a região em busca de trabalho e melhores condições de vida. O governador citou a presença de cearenses e de famílias com origem no Nordeste na capital paulista e pediu que esse grupo participe da mobilização eleitoral em favor de Lula.

O petista defendeu que a população nordestina tenha condições de construir sua vida na própria região, com acesso a emprego, educação e oportunidades de desenvolvimento. Para ele, o apoio à candidatura presidencial deve contribuir para a continuidade de políticas voltadas ao crescimento econômico do Nordeste.

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“Quem tem família nordestina nos ajude em São Paulo para manter o povo do Nordeste vivendo no Nordeste, com progresso. E progresso no Nordeste, emprego no Nordeste, escola boa no Nordeste, se faz é com Lula presidente do Brasil”, afirmou Elmano.

O governador também declarou que o Nordeste, São Paulo e o Brasil não vão “virar uma Argentina”, em referência à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. A equipe econômica da candidatura de Flávio já havia mencionado o projeto do presidente argentino Javier Milei como uma referência para suas propostas.

Lula cobra busca por eleitores ausentes

Durante o ato, Lula defendeu uma mobilização para conversar com pessoas que não votaram no primeiro turno. O presidente citou a abstenção e lembrou que o voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos, grupo que, segundo ele, inclui eleitores que deixaram de comparecer às urnas.

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“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar”, declarou.

Na sequência, Lula argumentou que a decisão de participar da eleição também afeta familiares e a sociedade. O presidente pediu que os apoiadores conversem com essas pessoas e tentem convencê-las a comparecer à votação.

“Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar. Portanto, temos que convencer as pessoas”, acrescentou.

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Lula juntou multidão na Avenida Paulista

Lula participou neste domingo (11) da Marcha pela Democracia, manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em apoio à sua candidatura à reeleição. O ato reuniu representantes de movimentos sociais, entidades estudantis, artistas e lideranças políticas, em uma mobilização da disputa do segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A concentração começou por volta das 11h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), com caminhada prevista em direção à Praça Roosevelt, na região central da capital. Organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a manifestação também foi convocada com o lema “Dia 11, a aula é nas ruas”.

Lula esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), do ex-ministro Fernando Haddad (PT) e das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Também participaram os governadores reeleitos Elmano de Freitas (PT), do Ceará, Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, e Rafael Fonteles (PT), do Piauí.

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Entre os artistas presentes estavam o ator Humberto Carrão e o cantor Baco Exu do Blues. Parlamentares petistas, incluindo o deputado federal Carlos Zarattini e a deputada federal eleita Luna Zarattini, também acompanharam a mobilização.


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