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PRESIDENCIÁVEL

Flávio Bolsonaro diz que eleição não está resolvida e pede mobilização de aliados no 2º turno

Em encontro com mais de 30 prefeitos da Grande São Paulo, candidato do PL pediu que apoiadores mantenham a campanha até 25 de outubro

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Flávio Bolsonaro diz que eleição não está resolvida e pede mobilização de aliados no 2º turno
A declaração foi feita durante um encontro com prefeitos paulistas, neste domingo (11). Foto: Carlos Moura / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste domingo (11) que a disputa eleitoral ainda não está definida e pediu que aliados intensifiquem a mobilização para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A declaração foi feita durante um encontro com prefeitos paulistas no Shopping Light, no Centro de São Paulo, organizado pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

A reunião contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), dos senadores eleitos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além de mais de 30 prefeitos da Região Metropolitana de São Paulo. O objetivo foi discutir estratégias para ampliar a votação de Flávio e incentivar a participação dos eleitores na etapa final da eleição presidencial.

Leia também: TSE: Kassio Nunes Marques determina análise urgente após reabertura de canal pró-Lula no WhatsApp

Em um discurso de mais de 20 minutos, o candidato avaliou que o cenário eleitoral é favorável, mas alertou os apoiadores contra o excesso de confiança. Ele pediu que as lideranças locais trabalhem para que as pessoas que votaram nele no primeiro turno retornem às urnas e procurem eleitores que ainda não decidiram em quem votar.

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“O Senado está muito favorável e, principalmente por isso, a gente não pode baixar a guarda, não pode relaxar, não pode nunca botar salto alto”, afirmou Flávio. O senador também destacou que há pessoas indecisas e eleitores que não compareceram à primeira votação, mas ainda podem participar do segundo turno.

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Tarcísio pede reforço na divulgação do número 22

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pediu aos prefeitos que ampliem a divulgação do número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro na urna eletrônica. Segundo Tarcísio, mais de 200 mil eleitores teriam digitado uma numeração incorreta para presidente no primeiro turno. A avaliação apresentada pelo governador é que parte desses votos pode ter sido afetada pela confusão entre o número 10, usado por ele na disputa pelo governo de São Paulo, e o 22, que identifica o candidato do PL à Presidência.

Tarcísio também defendeu a continuidade de atividades presenciais, como comícios e adesivaços, além da distribuição de materiais de campanha. A orientação é que as lideranças municipais mantenham contato com os eleitores e reforcem a identificação do candidato nas duas semanas anteriores à votação.

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O governador ainda criticou informações que, segundo ele, atribuem a Flávio a intenção de acabar com programas sociais. Entre os exemplos mencionados estavam o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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“Mas é o nível de fake news... 'ah, o Flávio vai acabar com o Bolsa Família'. Mentira, não vai. 'Ah, o Flávio vai acabar com o BPC'. Mentira, não vai”, declarou Tarcísio. Ele também afirmou que considera a campanha eleitoral marcada pela divulgação de informações falsas e defendeu que os aliados esclareçam as propostas aos moradores de suas cidades.

Flávio, por sua vez, negou que pretenda extinguir o Bolsa Família ou acabar com a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação. O senador afirmou que, se eleito, manterá os programas sociais e buscará aperfeiçoá-los.

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“Não vai ter fim de Bolsa Família, foi o Bolsonaro que triplicou o valor do Bolsa Família, como é que alguém está pensando em acreditar que nós acabaríamos com isso? É mentira”, disse. Sobre o salário mínimo, acrescentou que pretende manter a regra de aumento acima da inflação.

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“Ninguém vai tocar em programas sociais, eu vou só melhorar os programas sociais”, afirmou o candidato.

Candidato critica canal de WhatsApp e cobra atuação da Justiça Eleitoral

Durante o encontro, Flávio também questionou a atuação da Justiça Eleitoral diante da divulgação de conteúdos que considera falsos sobre sua candidatura. O senador citou o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp, e pediu maior rapidez na análise de denúncias relacionadas à propaganda eleitoral.

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A discussão ocorreu após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão do canal a pedido da campanha de Flávio. Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu provisoriamente a medida e autorizou o restabelecimento da plataforma, encaminhando a questão para análise do plenário do tribunal.

A campanha de Flávio acusa o canal de divulgar informações falsas sobre suas propostas, inclusive sobre possíveis mudanças em programas sociais. Essas alegações fazem parte da disputa entre as campanhas e devem ser diferenciadas de conclusões definitivas da Justiça. A decisão de Cueva foi provisória, e o caso ainda depende de análise do plenário do TSE.

Ricardo Nunes apresenta resultados por município

O prefeito Ricardo Nunes apresentou aos participantes um painel com os resultados do primeiro turno em cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Os dados foram usados para discutir prioridades e orientar a atuação das lideranças locais até a votação de 25 de outubro.

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Flávio Bolsonaro venceu em Guarulhos, Osasco e Mogi das Cruzes. Também obteve maioria dos votos em Santo André e São Caetano do Sul, no ABC paulista. Lula liderou em São Bernardo do Campo, cidade onde construiu parte de sua trajetória política, e venceu ainda em Diadema, Mauá e Taboão da Serra.

A estratégia discutida prevê a distribuição de relatórios com informações específicas de cada município e materiais de campanha para os prefeitos e demais aliados. Entre as ações estão adesivaços, instalação de wind banners, distribuição de material de divulgação e contato com veículos de imprensa locais para incentivar o comparecimento dos eleitores.

A abstenção também foi incluída no planejamento. Segundo o levantamento apresentado por Nunes, o percentual de eleitores que não compareceram às urnas variou entre 20% e 23% nas cidades analisadas. A campanha pretende trabalhar para que parte desse público participe do segundo turno.

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Flávio afirmou ainda que, se eleito presidente, manterá uma relação próxima com o governo de São Paulo e com os representantes municipais. Disse que os prefeitos terão acesso direto à Presidência e que pretende facilitar a chegada de recursos federais às cidades.

“Vim do Legislativo e vou estar muito próximo de senadores e deputados. Sou municipalista por convicção, os recursos federais vão chegar na ponta da linha”, declarou.

Na área de segurança pública, o candidato dirigiu uma mensagem aos moradores de favelas dominadas por facções criminosas: “O resgate de vocês está chegando”.

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