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ALIANÇAS

MDB no Norte e Nordeste declara apoio a Lula e Alckmin e amplia divisão interna do partido

O documento apresenta o apoio como uma decisão alinhada a pautas econômicas e sociais defendidas pelas lideranças regionais.

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MDB no Norte e Nordeste declara apoio a Lula e Alckmin e amplia divisão interna do partido
A manifestação também prevê participação ativa de dirigentes e políticos da sigla na campanha de Lula e Alckmin (Foto: Reprodução)

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) anunciou, nesta terça-feira (13), o apoio de diretórios estaduais das regiões Norte e Nordeste à chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A manifestação reúne lideranças de dez estados, entre eles o Ceará, e reforça a divisão da legenda na disputa presidencial, já que outros diretórios do partido declararam apoio a Flávio Bolsonaro na semana anterior.

A posição foi divulgada em uma nota assinada por representantes do MDB no Amazonas, em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, no Pará, em Pernambuco, no Piauí, na Paraíba e em Rondônia. O documento apresenta o apoio como uma decisão alinhada a pautas econômicas e sociais defendidas pelas lideranças regionais.

Leia também: Flávio Bolsonaro nega clima de ‘já ganhou’ e pede mobilização contra Lula

A manifestação também prevê participação ativa de dirigentes e políticos da sigla na campanha de Lula e Alckmin. Entre as ações mencionadas estão a criação de comitês de mobilização, a realização de carreatas e a organização de atividades nas ruas para buscar votos.

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MDB no Norte e Nordeste declara apoio a Lula e Alckmin

Na nota, os diretórios signatários justificam a escolha com base em temas como desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda, redução das desigualdades e justiça social. As lideranças afirmam defender um país com oportunidades, crescimento sustentável e diálogo político.

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O documento também destaca a continuidade de políticas públicas e programas sociais mantidos ou executados pelo governo federal. Entre as iniciativas citadas estão o Bolsa Família, o Pé-de-Meia, a Farmácia Popular, o Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida.

A relação inclui ainda o Brasil Sorridente, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Luz para Todos e a isenção do Imposto de Renda.

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Ao relacionar essas políticas à decisão eleitoral, os diretórios apresentam a manutenção dos programas como um dos pontos que orientam o apoio à chapa presidencial. A nota, portanto, não se limita à declaração de preferência por Lula e Alckmin: também indica quais áreas das políticas públicas são consideradas prioritárias pelas lideranças estaduais que assinam o posicionamento.

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O texto prevê, ainda, o engajamento de representantes do partido na campanha. A estratégia inclui ações presenciais e iniciativas de mobilização para ampliar o alcance da candidatura nos estados envolvidos.

A nota resume esse objetivo ao defender que a articulação política seja convertida em votos. A orientação sinaliza que os diretórios pretendem atuar na campanha, e não apenas manifestar apoio formal à chapa.

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Outros diretórios do MDB apoiam Flávio Bolsonaro

A declaração das lideranças do Norte e Nordeste ocorre após outro grupo de diretórios do MDB anunciar apoio a Flávio Bolsonaro. Na quinta-feira (8), pelo menos 17 diretórios estaduais manifestaram alinhamento ao candidato, segundo as informações divulgadas sobre a articulação.

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A decisão foi tomada após uma reunião que contou com a participação de Flávio Bolsonaro, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e do presidente nacional do partido, Baleia Rossi.

Além de São Paulo, a articulação reúne diretórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outros estados. O movimento evidencia que a legenda não adotou uma orientação nacional única para a disputa presidencial.

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Enquanto parte dos representantes regionais apoia Lula e Alckmin, outro grupo se posiciona a favor de Flávio Bolsonaro. Na prática, as manifestações estaduais mostram que diferentes setores do MDB estão seguindo caminhos distintos na eleição.

Essa divisão tem relevância política porque o partido reúne lideranças com trajetórias, interesses regionais e relações diferentes com o governo federal. Sem uma candidatura presidencial própria ou um apoio nacional unificado, os diretórios estaduais ganharam espaço para definir suas alianças de acordo com as articulações locais.

MDB liberou diretórios estaduais para definir apoios

No primeiro turno da eleição, o MDB optou por não declarar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência da República. A direção da legenda liberou os diretórios estaduais para escolherem seus posicionamentos conforme as circunstâncias políticas de cada região.

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A decisão permitiu que lideranças estaduais se aproximassem de candidaturas diferentes sem que isso representasse, necessariamente, uma mudança formal de orientação de todo o partido. Os anúncios recentes são resultado desse modelo de atuação descentralizada.

O Partido dos Trabalhadores tinha interesse em atrair o MDB para a coligação de Lula, mas, conforme relatos atribuídos a fontes do próprio partido no material divulgado, não houve uma negociação efetiva para consolidar esse movimento nacional.

Mesmo sem um alinhamento eleitoral único, o MDB ocupou espaços importantes no governo Lula. A legenda esteve à frente de três ministérios de peso: Planejamento, Transportes e Cidades.

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Simone Tebet comandou o Ministério do Planejamento, mas deixou o MDB e migrou para o PSB. Renan Filho ficou à frente do Ministério dos Transportes, enquanto Jader Filho ocupou o Ministério das Cidades.

A presença de integrantes do MDB no governo federal demonstra que houve participação de lideranças da sigla na administração petista, embora essa relação não tenha se traduzido em apoio nacional uniforme à candidatura de Lula.

Disputa interna reflete diferenças regionais

O apoio anunciado pelos diretórios do Norte e Nordeste reforça a atuação de setores do MDB que defendem a candidatura de Lula e Alckmin, enquanto as manifestações favoráveis a Flávio Bolsonaro mostram a força de outra corrente dentro da legenda.

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O cenário também evidencia a importância das alianças estaduais para a disputa presidencial. Em vez de uma decisão centralizada, os posicionamentos são definidos por grupos regionais que avaliam suas próprias relações políticas e estratégias eleitorais.

No Ceará, o diretório estadual aparece entre os signatários da nota favorável a Lula e Alckmin. O estado, portanto, integra o grupo de dez unidades da Federação que anunciaram apoio à chapa e devem participar das ações de mobilização previstas no documento.

A divisão do MDB não significa, por si só, que todos os filiados ou eleitores da legenda seguirão a orientação das respectivas lideranças. Os anúncios expressam o posicionamento político dos diretórios envolvidos, enquanto a adesão de candidatos, militantes e eleitores depende da dinâmica da campanha.

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Com os dois grupos assumindo posições distintas, o partido chega à etapa decisiva da eleição sem uma orientação presidencial unificada. A disputa passa, assim, a incluir também o esforço de cada corrente interna para mobilizar suas bases e transformar o apoio declarado em votos.

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