A cantora Anitta manifestou apoio ao deputado federal André Janones (Rede-MG) após a suspensão temporária do canal “Exército do Lula”, utilizado para divulgar conteúdos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um comentário publicado na terça-feira (13), em uma postagem do parlamentar nas redes sociais, a artista escreveu: “6x1 sem o Exército é golpe”.
A mensagem relaciona a interrupção do canal no WhatsApp ao debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador exerce atividades por seis dias e tem um dia de descanso. A manifestação ocorreu durante a repercussão de decisões do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, sobre o funcionamento do espaço digital.
Coordenado por Janones, o canal reunia mais de quatro milhões de inscritos, conforme informações divulgadas durante a controvérsia. A campanha de Lula registrou o endereço eletrônico do canal na Justiça Eleitoral, mas o retorno ficou condicionado ao cumprimento de um prazo de 48 horas após a comunicação formal. O espaço ficou indisponível novamente na noite de terça-feira (13).
Anitta relaciona suspensão do canal à escala 6x1
Anitta comentou a publicação de André Janones com a frase “6x1 sem o Exército é golpe”. A declaração relaciona a suspensão do canal à mobilização política em torno do fim da escala de trabalho 6x1.
A manifestação ocorreu em meio à discussão sobre o papel dos canais de mensagens na campanha eleitoral. Com milhões de seguidores, o “Exército do Lula” era utilizado para divulgar conteúdos favoráveis ao presidente e mobilizar apoiadores.
A repercussão também envolve a discussão sobre a jornada de trabalho, tema que ganhou espaço no debate político. A proposta de acabar com a escala 6x1 envolve questões como a duração da jornada semanal, os períodos de descanso e os possíveis efeitos das mudanças para trabalhadores e empregadores.
Decisão do TSE levou à suspensão do Exército do Lula
O canal “Exército do Lula”, administrado por André Janones, foi alvo de decisões do presidente do TSE após um pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
A campanha de Flávio alegou que o espaço era utilizado para disseminar desinformação, incluindo conteúdos relacionados a benefícios sociais, aposentadorias e declarações atribuídas ao candidato. Janones contestou as acusações e defendeu o uso do canal para mobilizar apoiadores de Lula.
Em 11 de outubro, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal. A decisão considerou a circulação de conteúdos que, conforme o ministro, já haviam sido considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral. Entre os exemplos citados estava a afirmação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A decisão foi posteriormente revertida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Em 13 de outubro, porém, Nunes Marques determinou novamente a interrupção do funcionamento do canal, dessa vez também apontando a falta de registro do endereço eletrônico como meio de propaganda eleitoral da campanha.
Na mesma data, a campanha de Lula informou o registro do canal no TSE. Nunes Marques autorizou a retomada, mas estabeleceu que o funcionamento só poderia ocorrer após o prazo de 48 horas contado a partir da comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral.
Apesar da autorização, o canal ficou indisponível novamente na noite de terça-feira (13). A medida manteve o caso em discussão às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Janones critica suspensão e cita debate sobre a escala 6x1
André Janones contestou as decisões que interromperam o funcionamento do canal. O deputado argumentou que o espaço era utilizado para mobilizar apoiadores e divulgar conteúdos relacionados à campanha de Lula, incluindo discussões sobre o fim da escala 6x1.
Com mais de quatro milhões de inscritos, o canal se tornou um dos principais instrumentos digitais coordenados pelo parlamentar para divulgar mensagens de apoio ao presidente. A suspensão temporária afetou a publicação de novos conteúdos e a entrada de seguidores.
A controvérsia, porém, não se limita ao alcance do canal. A Justiça Eleitoral também discutiu as regras para o registro de endereços eletrônicos utilizados como meios de propaganda durante a campanha. A decisão de Nunes Marques estabeleceu exigências para a retomada do funcionamento e determinou o acompanhamento de canais abrangidos pelo processo.
Anitta já declarou voto em Lula no segundo turno
O comentário sobre o canal ocorreu depois de Anitta declarar apoio a Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em um vídeo publicado nas redes sociais em 9 de outubro, a cantora afirmou que pretendia votar no presidente e comentou sua avaliação anterior sobre o resultado do primeiro turno.
A artista disse que acreditava que Lula venceria a disputa já na primeira etapa da eleição, mas reconheceu que havia subestimado a força do campo político adversário. Na gravação, ela defendeu a continuidade da participação no debate público.
“Os motivos [para votar no Lula] já foram ditos por mim ao longo de todos esses anos em campanhas, entrevistas, posicionamento direto sobre pautas no Congresso e, artisticamente este ano, com o meu álbum Equilibrium”, declarou a cantora.
Anitta também afirmou que havia sido ingênua ao acreditar em uma vitória do presidente no primeiro turno. A manifestação integrou uma sequência de posicionamentos públicos da artista durante a campanha eleitoral.




