A socióloga Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, continuará como primeira-dama do Brasil após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República neste domingo (25). Com a vitória da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB) no segundo turno das Eleições 2026, Janja permanecerá na posição que ocupa desde janeiro de 2023, acompanhando o presidente em seu novo mandato.
A continuidade de Janja como primeira-dama ocorre após um mandato em que a socióloga participou de agendas institucionais, eventos internacionais, atividades relacionadas a políticas sociais e iniciativas de comunicação do governo federal. Embora não seja um cargo eletivo nem possua atribuições constitucionais específicas, a posição de primeira-dama tradicionalmente envolve participação em cerimônias oficiais e ações de representação.
Quem é Janja, esposa de Lula?
Rosângela da Silva nasceu em 27 de agosto de 1966, em União da Vitória, no Paraná. Criada em Curitiba, formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e construiu uma carreira profissional ligada à área social, à sustentabilidade e à comunicação institucional.
Conhecida publicamente pelo apelido Janja, ela também possui formação complementar em história e gestão social. Antes de assumir a posição de primeira-dama, trabalhou durante vários anos em empresas do setor elétrico brasileiro, especialmente na Itaipu Binacional.
Sua trajetória política começou ainda na juventude. Filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1983, participou de atividades partidárias e de mobilizações políticas em diferentes momentos da história recente do Brasil.
Carreira profissional na Itaipu e na Eletrobras
Janja iniciou sua atuação profissional na Itaipu Binacional em 2005, trabalhando em atividades relacionadas à administração, à responsabilidade social e ao desenvolvimento sustentável. Durante sua passagem pela empresa, participou de programas voltados a questões socioambientais e de iniciativas institucionais ligadas às comunidades atendidas pela usina.
Entre 2012 e 2016, também trabalhou na Eletrobras, no Rio de Janeiro, exercendo funções relacionadas à comunicação e às relações institucionais. Posteriormente, retornou à Itaipu, onde permaneceu até janeiro de 2020. A experiência no setor elétrico e em projetos de responsabilidade social integra sua trajetória anterior à participação mais frequente em campanhas eleitorais e atividades públicas ao lado de Lula.
Como Janja conheceu Lula?
O relacionamento entre Janja e Lula tornou-se público em 2019, quando o petista estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Naquele período, a socióloga passou a acompanhar publicamente o então ex-presidente e participou de manifestações em defesa de sua liberdade.
O casal oficializou a união em maio de 2022, durante uma cerimônia realizada em São Paulo. O casamento ocorreu poucos meses antes da eleição presidencial daquele ano, vencida pela chapa Lula-Alckmin. Desde então, Janja passou a acompanhar o presidente em compromissos públicos, cerimônias oficiais e viagens nacionais e internacionais.
Atuação como primeira-dama do Brasil
Ao assumir a posição de primeira-dama, em janeiro de 2023, Janja afirmou que pretendia exercer uma atuação pública diferente daquela tradicionalmente associada às esposas de presidentes. Durante o mandato, participou de discussões e eventos relacionados ao combate à fome, aos direitos das mulheres, à igualdade de gênero e à proteção social.
Também acompanhou Lula em agendas diplomáticas e cerimônias internacionais, além de participar de atividades culturais e institucionais no Brasil. Sua presença em compromissos governamentais e sua atuação pública também foram objeto de debates políticos sobre os limites e as atribuições da posição de primeira-dama.
Apesar da visibilidade, Janja não ocupa um cargo eletivo em razão do casamento com o presidente. Suas atividades são distintas das atribuições constitucionais reservadas ao chefe do Poder Executivo e aos ministros de Estado.
Janja continuará como primeira-dama até 2031
Com a reeleição de Lula nas Eleições 2026, Janja permanecerá como primeira-dama durante o novo mandato presidencial, previsto para começar em 5 de janeiro de 2027 e terminar em janeiro de 2031.
A posição de primeira-dama não depende de votação própria. A ocupação está vinculada à condição de cônjuge do presidente da República, sem que isso represente a atribuição automática de poderes administrativos ou políticos.
A continuidade de Janja no Palácio da Alvorada acompanhará o início do quarto mandato presidencial de Lula, que já governou o país entre 2003 e 2010 e retornou ao cargo em janeiro de 2023.




