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EM BRASÍLIA

Lula completa 81 anos e comemora aniversário com bolo gigante no Palácio da Alvorada

Celebração reuniu apoiadores e aliados

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Lula completa 81 anos e comemora aniversário com bolo gigante no Palácio da Alvorada
Lula estava ao lado da esposa Janja e do vice-presidente Geraldo Alckmin (Foto: Reprodução)



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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completou 81 anos nesta terça-feira (27) e comemorou a data no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília. A celebração reuniu apoiadores e aliados. Durante a festa, o presidente apagou as velinhas de um bolo gigante e, em seguida, discursou para os convidados.

Nascido em 27 de outubro de 1945, Lula chegou aos 81 anos com uma trajetória que atravessa o movimento sindical, a reorganização política do país após a ditadura militar e três mandatos na Presidência da República. Sua história também é marcada por disputas eleitorais, crises políticas, decisões judiciais e programas sociais que tiveram destaque nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT).

A comemoração no Alvorada marcou mais um aniversário do presidente, cuja trajetória política começou nas fábricas do ABC Paulista, região industrial de São Paulo. Antes de chegar ao cargo mais alto do Executivo federal, Lula trabalhou como metalúrgico, liderou greves de trabalhadores, participou da fundação do PT e disputou a Presidência em diferentes eleições.

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Como foi a comemoração dos 81 anos de Lula no Alvorada

A festa ocorreu no Palácio da Alvorada, em Brasília, e contou com a presença de apoiadores e aliados do presidente. As imagens da celebração mostram Lula diante de um bolo de grandes dimensões, apagando as velinhas antes de fazer um discurso aos participantes.

Não foram divulgados, nas informações disponíveis, detalhes sobre o número de convidados, a programação completa da comemoração ou o conteúdo do pronunciamento.

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O aniversário de Lula ocorre em uma data que também integra sua trajetória eleitoral. Em 27 de outubro de 2002, quando completou 57 anos, ele venceu a disputa presidencial daquele ano e se tornou o primeiro presidente brasileiro de origem operária.

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A coincidência entre o aniversário e a vitória eleitoral de 2002 tornou a data um marco de sua biografia política. Naquele momento, Lula chegava à Presidência depois de três tentativas anteriores sem sucesso.

Quem é Lula: da infância em Pernambuco à Presidência da República

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em Caetés, então distrito de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Era um dos oito filhos de Eurídice Ferreira de Melo, conhecida como Dona Lindu, e Aristides Inácio da Silva, trabalhadores rurais que viviam em condições de pobreza.

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Ainda criança, Lula acompanhou a mãe e os irmãos em uma viagem de caminhão até o litoral paulista, onde o pai havia se estabelecido. Depois de passar por Santos e Guarujá, a família se mudou para a capital paulista, em 1956.

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O trabalho começou cedo. Lula vendeu produtos nas ruas, engraxou sapatos e exerceu outras atividades para contribuir com o sustento familiar. Aos 12 anos, conseguiu emprego em uma tinturaria. Em 1959, teve a carteira de trabalho assinada pela primeira vez, nos Armazéns Gerais Columbia.

No ano seguinte, ingressou na Fábrica de Parafusos Marte. Também estudou no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), onde se qualificou como torneiro mecânico.

Em 1964, sofreu um acidente de trabalho em uma metalúrgica e perdeu o dedo mínimo da mão esquerda ao operar uma prensa. A experiência ocorreu antes de sua entrada mais intensa no movimento sindical, que viria a definir os rumos de sua atuação pública.

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Como Lula começou a trajetória no movimento sindical

Depois de enfrentar um período de desemprego, Lula conseguiu trabalho nas Indústrias Villares, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Foi nesse ambiente industrial que se aproximou das organizações de trabalhadores e passou a participar da vida sindical.

Em 1975, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Nos anos seguintes, ganhou projeção nacional ao liderar mobilizações por melhores salários e condições de trabalho durante a ditadura militar.

As greves de 1978, 1979 e 1980 reuniram grandes contingentes de trabalhadores e desafiaram a política salarial do regime. As mobilizações também contribuíram para fortalecer a organização sindical em um período de restrições às liberdades políticas.

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Em abril de 1980, Lula foi preso pela ditadura e permaneceu 31 dias no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em São Paulo. Durante esse período, sua mãe morreu.

Naquele mesmo ano, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, criado a partir da articulação de sindicalistas, movimentos populares, intelectuais e militantes de esquerda. Também esteve envolvido na criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, e nas mobilizações pelas eleições diretas para presidente.

Eleito deputado federal por São Paulo em 1986, integrou a Assembleia Nacional Constituinte responsável pela elaboração da Constituição de 1988.

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As eleições presidenciais e a chegada ao Planalto

A primeira candidatura de Lula à Presidência ocorreu em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após o período de restrições imposto pela ditadura militar. Ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Fernando Collor de Mello.

Lula voltou a disputar a Presidência em 1994 e 1998, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso. A vitória veio em 2002, depois de uma sequência de campanhas que consolidaram sua presença no cenário político nacional.

Durante os dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, o governo colocou o combate à fome e à pobreza entre as prioridades. O Bolsa Família, a valorização do salário mínimo e a ampliação do acesso à educação estiveram entre as principais políticas daquele período.

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Também foram implementados programas como o ProUni e o Luz para Todos, além da expansão das universidades federais e da rede de educação profissional. O Minha Casa, Minha Vida foi lançado em 2009, no segundo mandato de Lula.

A gestão, porém, também enfrentou crises políticas. Em 2005, o escândalo conhecido como mensalão atingiu integrantes do governo e dirigentes do PT. Mesmo diante do desgaste, Lula foi reeleito em 2006 e concluiu seu segundo mandato em 2010, quando Dilma Rousseff foi eleita para sucedê-lo.

Prisão, decisões do STF e retorno à política

Após deixar a Presidência, Lula continuou atuando politicamente, mas enfrentou uma série de processos judiciais no âmbito da Operação Lava Jato.

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Em abril de 2018, foi preso após uma condenação no caso do tríplex do Guarujá. Permaneceu 580 dias encarcerado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e não pôde disputar a eleição presidencial daquele ano.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula julgadas pela Justiça Federal de Curitiba, ao reconhecer que aquele juízo não tinha competência para analisar os casos. A Corte também declarou a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex.

Com a recuperação dos direitos políticos, Lula voltou a concorrer à Presidência em 2022. Ele derrotou Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição, e iniciou seu terceiro mandato em janeiro de 2023.

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No governo atual, foram retomados programas sociais, como o Bolsa Família, além de políticas de habitação e medidas de valorização do salário mínimo.

A trajetória de Lula, iniciada no interior pernambucano e marcada pelo trabalho industrial em São Paulo, tornou-se uma das mais conhecidas da política brasileira. Aos 81 anos, o presidente comemora mais um aniversário à frente do Executivo federal, após décadas de atuação sindical, disputas eleitorais e participação nos principais debates políticos do país.


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