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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro altera carta golpista e retira expressão “presidente eleito”

Senador substituiu a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” por “líder do Brasil” em nova versão do documento divulgado nos Estados Unidos

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Flávio Bolsonaro altera carta golpista e retira expressão “presidente eleito”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou a carta golpista divulgada após sua chegada aos Estados Unidos e retirou o trecho em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na versão revisada, ele passou a se definir como “líder do Brasil”.

Leia também: Presidente do TSE diz que eleições ocorreram dentro da normalidade após Flávio falar em fraude

A mudança foi identificada na nova versão do documento, publicada nesta quarta-feira (28). Apesar da alteração, Flávio manteve críticas ao processo eleitoral e a autoridades brasileiras, além de reiterar a intenção de liderar a oposição política a partir dos Estados Unidos.

Na primeira versão da carta golpista, o senador iniciava a mensagem com a frase: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

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No texto revisado, a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” foi substituída por “líder do Brasil”. A mudança também aparece em outro trecho, no qual Flávio reivindicava para si o título de presidente eleito.

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A alteração modifica a forma como o senador se apresenta no documento, mas não elimina as críticas feitas por ele ao resultado eleitoral nem as acusações dirigidas a instituições brasileiras.

Flávio mantém acusações de fraude eleitoral

Na carta golpista, Flávio Bolsonaro contesta o resultado das eleições e afirma que houve fraude na votação. O senador também critica decisões judiciais e questiona a atuação de autoridades brasileiras.

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As acusações apresentadas no documento devem ser entendidas como declarações do próprio senador. A publicação, por si só, não comprova as alegações feitas por ele.

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Flávio também questiona medidas atribuídas ao Judiciário e afirma que teria sido alvo de perseguição política. Essas afirmações integram a argumentação apresentada pelo parlamentar na carta golpista.

Senador diz que vai liderar oposição dos Estados Unidos

Outro ponto mantido na carta golpista é a intenção de Flávio Bolsonaro de conduzir a oposição brasileira a partir do exterior.

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No documento, o senador afirma que pretende se comunicar regularmente com os brasileiros e apresentar uma estratégia para mobilizar seus apoiadores. Ele também diz que continuará se manifestando sobre a situação política do país.

A nova versão, portanto, mantém o tom de contestação às instituições brasileiras, mesmo após a retirada das referências em que Flávio se apresentava como presidente eleito.

Nova versão mantém o conteúdo político do documento

A principal mudança identificada na carta golpista está na maneira como Flávio Bolsonaro reivindica uma posição de liderança política. A expressão “presidente eleito” deu lugar a “líder do Brasil”, enquanto as críticas ao resultado eleitoral e a promessa de comandar a oposição permaneceram.

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A alteração não muda o resultado oficial da eleição. O trecho retirado representa uma declaração do senador no documento, e não o reconhecimento institucional de sua eleição para a Presidência da República.

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