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VAREJO

Lojas de preço único movimentam o comércio e mudam cenário do Centro de Fortaleza

Estabelecimentos oferecem produtos por R$ 7, R$ 10 e R$ 20; na Rua Floriano Peixoto, cerca de 80% dos imóveis já são ocupados por esse modelo de negócio

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Lojas de preço único ocupam imóveis e atraem consumidores para o Centro de Fortaleza
A movimentação atrai clientes de Fortaleza e de municípios vizinhos para lojas que vendem produtos com preço fixo de R$ 7, R$ 10, R$ 20 e R$ 30. Foto: Reprodução/TV Cidade Fortaleza

Lojas que trabalham com preços fixos ou faixas de valores acessíveis estão mudando o cenário comercial do Centro de Fortaleza. Com produtos vendidos por R$ 7, R$ 10 e R$ 20, os estabelecimentos atraem consumidores interessados em economizar e ampliam a ocupação de imóveis que antes estavam fechados ou disponíveis para aluguel.

A variedade de mercadorias é um dos fatores que impulsionam o movimento. Há lojas especializadas em maquiagem e acessórios por R$ 10, estabelecimentos com utensílios domésticos a R$ 7 e espaços que oferecem roupas, bolsas, chinelos e artigos de cama, mesa e banho por R$ 20 a peça.

Leia também: Bolsa Verde: pagamento de R$ 600 está previsto para 16 de novembro; veja quem tem direito

Consumidores buscam variedade e economia

A movimentação atrai clientes de Fortaleza e de municípios vizinhos. É o caso de Maria Clotilde, dona de casa que sai de Caucaia para fazer compras nas lojas de preço único. Ela procura principalmente produtos de maquiagem para as filhas e netas e afirma que costuma frequentar esses estabelecimentos.

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"Eu sempre venho. A minha filha todo sábado tá nessas lojinhas aqui. Acho ótimo [as lojas de preço único]. Muito bom", conta ela, ao falar com a TV Cidade Fortaleza.

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Em outro estabelecimento, o foco está nos utensílios domésticos, com cada peça comercializada por R$ 7. O preço atrai consumidores que procuram equipar a casa sem comprometer tanto o orçamento. "Os preços são mais baratos e a gente compra conforme a gente pode comprar, né?", comenta a dona de casa Ayla da Silva, ao sair da loja.

Há também lojas que trabalham com uma variedade maior de produtos, incluindo roupas e artigos para casa, todos pelo valor de R$ 20. Para a dona de casa Ilda Maria, a diversidade de mercadorias permite encontrar diferentes itens e guardar dinheiro: "dá para economizar bastante. É muita coisa, viu?"

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Lojas ocupam imóveis na Rua Floriano Peixoto

A expansão desse tipo de comércio já alterou a ocupação de ruas tradicionais do Centro. Na Rua Floriano Peixoto, aproximadamente 80% dos imóveis foram ocupados por lojas que trabalham com preços únicos ou valores populares.

O avanço do segmento também contribuiu para aumentar a circulação de pessoas na região. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o público circulante cresceu mais de 10% com a expansão dessas lojas.

O vice-presidente da CDL, Assis Cavalcante, comparou a movimentação registrada nos dias úteis com o fluxo observado aos sábados. Segundo ele, o Centro passou a receber mais consumidores nos últimos tempos:

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"Antes do advento dessas lojas populares, nós tínhamos aqui no Centro, na semana, em torno de 180 mil, 200 mil pessoas por dia. No sábado, agora, nós já estamos contabilizando em torno de 280 mil, 290 mil pessoas. Isso significa dizer o quê? Que está tendo um efeito positivo fantástico."

A ocupação de imóveis antes fechados ou disponíveis para aluguel também altera a paisagem comercial da região. Com mais estabelecimentos em funcionamento, o segmento amplia a oferta de produtos e cria novas opções para quem circula pelo Centro.

Comércio tradicional enfrenta concorrência por preço

A expansão das lojas populares também aumenta a concorrência com os estabelecimentos tradicionais. O desafio para os comerciantes é disputar a atenção de consumidores que observam cada vez mais os preços antes de decidir onde comprar.

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Para Assis Cavalcante, a forma como os produtos são expostos nas lojas populares também contribui para transmitir a ideia de preços competitivos.

"Quando você vê aquelas lojas cheias de caixas, ou então com muitos produtos, aquilo passa a impressão de um preço mais competitivo, seja ele com produtos asiáticos ou brasileiros, não importa. Isso realmente tem o sentido de baixar o preço e, ao mesmo tempo, também demonstrar para o consumidor que aquela loja tem preço mais competitivo."

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