A marquise de um antigo prédio da Caixa Econômica Federal desabou por volta das 4h30 desta sexta-feira (6), no bairro Aldeota, em Fortaleza. O imóvel fica no cruzamento da Rua Dom Expedito Lopes com a Avenida Barão de Studart e estava abandonado. Segundo relatos de moradores, a estrutura teria cedido após a retirada de barras de ferro que faziam parte da construção.
A queda ocorreu em uma área próxima a uma parada de ônibus. Moradores afirmaram que pessoas frequentavam o imóvel e retiravam materiais da estrutura havia semanas. A movimentação teria se intensificado nos últimos dias, conforme os relatos.
Imagens exibidas pela reportagem mostraram partes da estrutura danificadas e pessoas retirando materiais do imóvel. Durante a cobertura ao vivo, a equipe da TV Cidade também relatou ter sido ameaçada por indivíduos que estavam no local e pediu apoio das forças de segurança.
Retirada de barras de ferro teria antecedido desabamento
De acordo com relatos, a retirada de estruturas metálicas do antigo prédio não era um episódio isolado. Moradores disseram que a movimentação acontecia havia meses, mas teria ficado mais intensa nas últimas três semanas, inclusive durante o dia.
Uma das testemunhas afirmou que pessoas chegaram a forçar a estrutura na véspera do desabamento, com o objetivo de retirar o restante dos materiais. Segundo o relato, a marquise acabou cedendo depois dessas intervenções.
Outro morador contou que os suspeitos também teriam invadido condomínios próximos para acessar a área do imóvel. Ele afirmou que câmeras de segurança registraram parte dessas movimentações.
As declarações levantam a suspeita de que a retirada das barras de ferro possa ter contribuído para a queda da marquise. No entanto, a relação entre as intervenções e o desabamento ainda depende de apuração pelas autoridades.
Moradores relatam insegurança no entorno do prédio
A situação do imóvel abandonado também gerou reclamações de moradores da região. Testemunhas relataram episódios de invasão, ameaças e circulação de pessoas com objetos como facas e barras de ferro.
Um dos moradores afirmou que a comunidade já havia procurado órgãos públicos para denunciar os problemas. Segundo ele, foram feitos contatos com a Defesa Civil, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), a Polícia Militar e o serviço 156.
O morador também relatou que, em algumas ocasiões, equipes policiais compareciam ao local, mas as pessoas deixavam a área e retornavam pouco depois. Ele afirmou que a situação provocava sensação de insegurança entre quem mora ou trabalha nas proximidades.
Marquise caiu perto de parada de ônibus
O horário do desabamento foi apontado pelos moradores como um fator que pode ter evitado consequências mais graves. A marquise caiu por volta das 4h30, quando a circulação de pessoas na região era menor, nas proximidades de uma parada de ônibus.
Até a última atualização, não havia informação sobre pessoas feridas em decorrência do desabamento.




