A Prefeitura de Pouso Alegre, a 403 km de Belo Horizonte, confirmou a morte de um jovem de 21 anos por varíola dos macacos, ou monkeypox, na manhã deste domingo (9). O paciente tinha comorbidades e morreu no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, onde estava internado desde o dia 11 de setembro deste ano.
Atualmente, o município registra quatro casos confirmados, um em análise e 45 descartados. A primeira morte confirmada devido à doença no país foi no dia 29 de julho deste ano, de um homem de 41 anos, que estava internado em Belo Horizonte. No dia 15 de agosto foi registrada a primeira confirmação da doença em uma mulher no estado. A jovem, de 26 anos, estava grávida, deu à luz o bebê e ambos ficaram em isolamento.
Brasil recebe primeiras vacinas contra a varíola dos macacos
Já está no Brasil o primeiro lote importado de vacinas contra a monkeypox, doença que é mais conhecida como varíola dos macacos. Segundo o Ministério da Saúde, a remessa de 9.800 doses desembarcou na terça-feira (4) no Aeroporto de Guarulhos (SP). Cerca de 50 mil doses já foram compradas via fundo rotatório da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). Os próximos lotes têm previsão de entrega até o fim de 2022.
De acordo com o ministério, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos, conforme recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A coordenação da pesquisa ficará a cargo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) com o apoio da OMS e financiamento do ministério. O estudo foi discutido pela pasta em conjunto com a Opas, pesquisadores e especialistas da área.
“O objetivo é avaliar a efetividade da vacina Jynneos/MVA-BN contra a varíola do macaco na população brasileira, ou seja, se a vacina reduz a incidência da doença e a progressão à doença grave. A população-alvo do estudo será formada por pessoas mais afetadas e com maior risco para a doença”, detalhou o ministério.
A pasta ainda informou que, inicialmente, os grupos que vão receber a vacina serão de pessoas que tiveram contato prolongado com doentes diagnosticados ou em tratamento com antirretroviral para HIV.
Ainda segundo o ministério, em breve serão divulgados quais centros de pesquisa vão ser incluídos “considerando as cidades com elevado número de casos confirmados da doença e a infraestrutura disponível para a condução do estudo”.




