A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) informou que ninguém foi preso durante os atos de vandalismo ocorridos diante das forças policiais, por quase três horas, na noite da última segunda-feira (12), na região central de Brasília.
Manifestantes tentaram invadir a sede da Polícia Federal, em protesto contra a prisão de José Acácio Serere Xavante — um indígena que questiona o resultado das eleições deste ano, além de incitar atos de violência contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades do Judiciário.
Em nota, a SSP-DF afirma que os atos "praticados por grupos isolados, estão sendo apurados pela Polícia Civil do Distrito Federal e os participantes, uma vez identificados, serão responsabilizados". Ainda segundo a nota, a Polícia Militar se concentrou na dispersão dos manifestantes, "para evitar uma escalada ainda maior dos ânimos".
Após o envio da nota, a reportagem entrou em contato com a secretaria para saber qual o procedimento padrão em casos de violência e vandalismo e, até o momento, não obteve resposta. O espaço continua aberto para manifestações.
A nota da secretaria informa também que o policiamento foi reforçado na área central e nas imediações do hotel em que o presidente eleito está hospedado. Além disso, o Detran-DF atuou no controle de trânsito, apoiando a Polícia Militar na desobstrução de vias e na retirada dos veículos incendiados pelos vândalos.
OAB/DF pede providências
O Conselho Federal e a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) repudiaram os atos de vandalismo. Em nota divulgada ainda na noite dos atos de depredação, a instituição afirma que "é preciso prender os responsáveis, além de agir firmemente para a efetiva punição de todos na forma da lei".
"Tais atos atentam contra a democracia e representam inaceitável escalada de violência. Nada, absolutamente nada, justifica o cenário de guerra que se está a ver. O Conselho Federal e a OAB/DF colocam-se à disposição da sociedade e cobram das autoridades competentes medidas enérgicas, manifestando-se nesta nota e prestando solidariedade às vítimas dessas agressões", disseram as entidades.
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