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Doença de Aujeszky: confirmação de um caso movimenta o Rio Grande do Sul

Por segurança e seguindo os padrões, todos os animais da propriedade de São Gabriel foram abatidos

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Doença de Aujeszky: confirmação de um caso movimenta o Rio Grande do Sul
Foto: GCMais

Um produtor de São Gabriel (RS) observou sintomas neurológicos nos suínos e notificou as autoridades sanitárias, no final de dezembro de 2022. Após testes, foi constatada a Doença de Aujeszky em um dos 46 animais. A Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) destaca que a situação foi controlada rapidamente.

“A situação está resolvida e foi um caso isolado que até difícil entender como pode ter acontecido isso”, diz Valdecir Folador, presidente da Acsurs. De acordo com ele, é difícil acreditar que o estado voltou a registrar caso da doença depois de mais de 20 anos.

Por segurança e seguindo os padrões, todos os animais da propriedade de São Gabriel foram abatidos. A granja tinha produção de subsistência e está localizada longe do eixo de produção profissional do Rio Grande do Sul. Também por medida de segurança, 180 propriedades rurais localizadas num raio de 5 quilômetros foram monitoradas. Todos os suínos testaram negativo para a Doença de Aujeszky.

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Doença de Aujeszky

A Doença de Aujeszky é de notificação imediata ao serviço veterinário oficial (SVO) de qualquer caso suspeito. É uma doença causada por um vírus da família Herpesviridae, subfamília Alphaherpesvirinae, e pode acometer os suínos (Sus scrofa) domésticos, silvestres e asselvajados, além de uma grande variedade de mamíferos: bovinos, ovinos, caprinos, equinos, cães, gatos, coelhos e mamíferos silvestres, todos considerados hospedeiros finais.

O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo por via oral e oro nasal. Transmissão transplacentária (vertical) e via inseminação artificial (sêmen contaminado) são previstas.

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Reservatórios: suínos portadores assintomáticos (infecção latente). O vírus tem a capacidade de estabelecer infecções latentes no hospedeiro que podem ser reativadas por condições estressantes. Suínos infectados tornam-se portadores assintomáticos do vírus e fonte de infecção para outros animais.

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Período de Incubação: 2 a 6 dias.

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